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Morre no Rio, aos 83 anos, a carnavalesca Maria Augusta

Salgueiro diz que artista era genial e foi “uma revolução inteira”

Dou­glas Cor­rêa – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 11/07/2025 — 20:19
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 11/07/2025 - Carnavalesca Maria Augusta Rodrigues. Foto: Liga Escolas RJ/Divulgação
Repro­dução: © Liga Esco­las RJ/Divulgação

A car­navalesca e comen­tarista de des­files de esco­las de sam­ba Maria Augus­ta Rodrigues mor­reu nes­ta sex­ta-feira (11), aos 83 anos, no Cen­tro de Ter­apia Inten­si­va (CTI) do Hos­pi­tal São Lucas, em Copaca­bana, zona sul do Rio de Janeiro, por falên­cia múlti­pla dos órgãos. Ela esta­va inter­na­da por com­pli­cações decor­rentes de um câncer na bex­i­ga.

Nasci­da em São João da Bar­ra, inte­ri­or do esta­do do Rio, Maria Augus­ta par­ticipou de des­files mar­cantes, prin­ci­pal­mente nas esco­las de sam­ba Acadêmi­cos do Salgueiro e União da Ilha do Gov­er­nador.

Em 1969, estre­ou com títu­lo no Salgueiro com o enre­do Bahia de Todos os Deuses, atuan­do como assis­tente de Fer­nan­do Pam­plona e Arlin­do Rodrigues. Voltou a vencer no Salgueiro em 1971, com Fes­ta para um Rei Negro, e em 1974, como aux­il­iar de Joãos­in­ho Trin­ta em O Rei de França na Ilha da Assom­bração. Deixou a mar­ca de sua obra tam­bém na União da Ilha do Gov­er­nador, onde assi­nou des­files como Domin­go, em 1977, e O Aman­hã, em 1978, com enre­dos leves e de grande ape­lo pop­u­lar.

Na déca­da de 1980, pas­sou por esco­las como Paraí­so do Tuiu­ti e Tradição. Em 1993, real­i­zou seu últi­mo tra­bal­ho como car­navalesca na Bei­ja-Flor de Nilópo­lis, sub­sti­tuin­do Joãos­in­ho Trin­ta no enre­do Uni-duni-tê, a Bei­ja-Flor escol­heu: é você.

O gov­er­nador Cláu­dio Cas­tro emi­tiu nota sobre a obra da car­navalesca, for­ma­da pela Esco­la de Belas Artes, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Com pro­fun­do pesar, rece­bo a notí­cia do falec­i­men­to de Maria Augus­ta Rodrigues, uma das mais bril­hantes e cria­ti­vas per­son­al­i­dades do car­naval. À frente do seu tem­po, a pro­fes­so­ra Maria Augus­ta aju­dou a pro­je­tar as esco­las de sam­ba para o mun­do. Durante décadas, encan­tou mul­ti­dões com enre­dos que mar­caram época, como Fes­ta para um Rei Negro, do Salgueiro, e os inesquecíveis des­files da União da Ilha do Gov­er­nador.”

No tex­to, o gov­er­nador man­i­fes­ta sol­i­dariedade aos famil­iares, ami­gos, cole­gas de profis­são e a toda a comu­nidade do sam­ba. “Sua história de paixão pela cul­tura pop­u­lar, pelo ensi­no das artes e pela beleza dos des­files é o lega­do vivo na memória e no coração da pop­u­lação flu­mi­nense”, escreveu Cas­tro.

“É com o coração em luto, mas reple­to de gratidão, que nos des­ped­i­mos hoje de Maria Augus­ta Rodrigues, uma das maiores car­navalescas da história, salgueirense de alma e a últi­ma viva da ger­ação que trans­for­mou para sem­pre o des­file das esco­las de sam­ba”, diz nota divul­ga­da pela Acadêmi­cos do Salgueiro.

Segun­do a esco­la, mais que uma artista genial, Maria Augus­ta foi uma rev­olução inteira. “Esteve ao lado de nomes como Fer­nan­do Pam­plona, Arlin­do Rodrigues, Joãos­in­ho Trin­ta e Rosa Mag­a­l­hães no momen­to mais auda­cioso e cria­ti­vo da nos­sa história. Foi ali, no Salgueiro dos anos 60, que ela aju­dou a rein­ven­tar o Car­naval. Com inteligên­cia, elegân­cia e ousa­dia, fez do des­file uma ver­dadeira aula de brasil­i­dade, beleza e potên­cia cul­tur­al.”

Neguin­ho da Bei­ja Flor tam­bém man­i­festou pesar pela morte da car­navalesca e ami­ga.

” Rece­bi com mui­ta tris­teza a notí­cia do falec­i­men­to da min­ha grande ami­ga Maria Augus­ta. Uma mul­her incrív­el, que deixou sua mar­ca na história da Bei­ja-Flor com car­navais inesquecíveis. Que Deus te rece­ba em um plano de luz e con­forte o coração de todos os famil­iares e ami­gos. Des­canse em paz, min­ha ami­ga queri­da. Seu lega­do jamais será esque­ci­do”, afir­mou o can­tor.

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