...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Noticias / Movimentos fazem ato em defesa do MST e de parlamentares feministas

Movimentos fazem ato em defesa do MST e de parlamentares feministas

Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A manifestação ocorreu no centro da cidade de São Paulo


Pub­li­ca­do em 08/07/2023 — 18:50 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

ouvir:

Movi­men­tos soci­ais fiz­er­am na tarde deste sába­do (8) um ato na cidade de São Paulo em defe­sa do Movi­men­tos dos Tra­bal­hadores Rurais Sem Ter­ra (MST) e das seis par­la­mentares fem­i­nistas que estão enfrentan­do um proces­so no Con­sel­ho de Éti­ca da Câmara dos Dep­uta­dos. A man­i­fes­tação foi real­iza­da em frente ao Armazém do Cam­po, do MST, no cen­tro da cap­i­tal paulista.

No mês pas­sa­do, o Con­sel­ho de Éti­ca da Câmara dos Dep­uta­dos instau­rou rep­re­sen­tações con­tra as dep­utadas Célia Xakri­abá (PSOL-MG), Sâmia Bom­fim (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Eri­ka Kokay (PT-DF), Fer­nan­da Mel­chion­na (Psol-RS) e Juliana Car­doso (PT-SP) por que­bra de deco­ro par­la­men­tar. Todas as rep­re­sen­tações foram apre­sen­tadas pelo PL.

Segun­do a denún­cia apre­sen­ta­da pelo PL, as dep­utadas que­braram o deco­ro par­la­men­tar durante a votação do pro­je­to do mar­co tem­po­ral de ter­ras indí­ge­nas no plenário da Câmara ao gri­tar “Assas­si­nos! Assas­si­nos do nos­so povo indí­ge­na!” no micro­fone do plenário.

Já o ato em defe­sa do MST é uma críti­ca à Comis­são Par­la­men­tar de Inquéri­to (CPI) que foi instau­ra­da no mês de maio, na Câmara dos Dep­uta­dos, para inves­ti­gar a atu­ação desse movi­men­to social. No requer­i­men­to de cri­ação da CPI do MST, par­la­mentares dis­ser­am quer­er inves­ti­gar o “real propósi­to [das invasões], assim como dos seus finan­ciadores”. A cri­ação dessa CPI foi solic­i­ta­da pelo dep­uta­do Tenente Coro­nel Zuc­co (Repub­li­canos-RS). Ele afir­mou que hou­ve aumen­to de invasões des­de o iní­cio do gov­er­no do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va.

“Esse é um ato em apoio ao MST, que está sofren­do uma absur­da perseguição na Câmara com a CPI do MST”, disse a dep­uta­da Sâmia Bom­fim, em entre­vista à Agên­cia Brasil. “O maior movi­men­to social do Brasil e que luta pela refor­ma agrária não vai ser atingi­do ou ata­ca­do sem resistên­cia. Eles têm muito apoio e essa é uma luta legí­ti­ma”, acres­cen­tou.

A dep­uta­da declar­ou que o ato de hoje tam­bém é para man­i­fes­tar sol­i­dariedade às seis dep­utadas “que, neste momen­to, estão sofren­do um proces­so de cas­sação em con­jun­to”.

“É a primeira vez, na história do Con­gres­so Nacional, que se bus­ca cas­sar seis mandatos ao mes­mo tem­po pelo supos­to crime de se man­i­fes­tar, de colo­car sua opinião”, disse ela. Para Sâmia, as rep­re­sen­tações no Con­sel­ho de Éti­ca são “um ato de mis­oginia e de intim­i­dação”. “No dia da aprovação [do mar­co tem­po­ral], home­ns tam­bém se man­i­fes­taram. Mas são ape­nas as mul­heres que estão no Con­sel­ho de Éti­ca”, afir­mou.

Para o advo­ga­do do MST, Ney Stroza­kem, que tam­bém par­ticipou do ato, a CPI do MST “é um fra­cas­so de audiên­cia e de méri­to”.

“De audiên­cia porque ela já perdeu o rumo, o espaço, ninguém mais da sociedade dá bola para essa CPI. Aliás, a CPI é sobre o MST, mas até ago­ra, pas­sa­dos 60 dias, ela não ouviu ninguém do MST”, disse. “Temos receio zero com essa CPI. Temos certeza de que vamos chegar a lugar nen­hum porque não há nada para ser inves­ti­ga­do nos movi­men­tos soci­ais”, acres­cen­tou.

O ato des­ta tarde con­tou com a pre­sença de man­i­fes­tantes de povos indí­ge­nas como Ara­ju, da Ter­ra Indí­ge­na Jaraguá. “Esta­mos aqui hoje em defe­sa das dep­utadas fed­erais que estavam nos defend­en­do ali na Câmara dos Dep­uta­dos, quan­do ia ser fei­ta a votação do mar­co tem­po­ral. O mar­co tem­po­ral é um pro­je­to de lei que fere total­mente os dire­itos dos povos indí­ge­nas e traz grande ameaça para todos os ter­ritórios que não estavam demar­ca­dos antes de 1988. Esta­mos aqui em favor dessas seis dep­utadas e tam­bém para diz­er não ao mar­co tem­po­ral”, afir­mou.

Edição: Aécio Ama­do

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d