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PF cumpre mandados de prisão contra hackers suspeitos de atacar STF

Sede da Polícia Federal em Brasília
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

São cumpridos 6 mandados de busca e apreensão e 3 de prisão temporária


Pub­li­ca­do em 08/06/2021 — 08:59 Por Felipe Pontes — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

A Polí­cia Fed­er­al (PF) defla­grou na man­hã de hoje (8) a Oper­ação Leet, em que cumpre man­da­dos de prisão con­tra sus­peitos de con­duzir ataques cibernéti­cos con­tra os sis­temas do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF).

Ao todo, são cumpri­dos seis man­da­dos de bus­ca e apreen­são e três de prisão tem­porária nas cidades de Itumbiara (GO), Bra­gança Paulista (SP), Belém do São Fran­cis­co (PE), Jaboatão dos Guarara­pes (PE) e Olin­da (PE).

Entenda

Em 3 de maio, téc­ni­cos do Supre­mo iden­ti­ficaram ativi­dades sus­peitas no por­tal do tri­bunal e der­rubaram os sis­temas da Corte, incluin­do o site ofi­cial, que ficou diver­sos dias fora do ar. Com isso, uma série de serviços, incluin­do o acom­pan­hamen­to de anda­men­tos proces­suais, ficaram inacessíveis, o que lev­ou a uma sus­pen­são de pra­zos proces­suais por 48 horas.

À época, o STF divul­gou nota afir­man­do ter iden­ti­fi­ca­do “aces­sos fora do padrão” a seus sis­temas, mas não con­fir­mou tratar-se de um ataque. Uma inves­ti­gação sig­ilosa foi então con­duzi­da pela PF, que ago­ra disse, em nota, ter iden­ti­fi­ca­do a práti­ca de crimes cibernéti­cos.

“No cur­so do inquéri­to poli­cial foram iden­ti­fi­ca­dos os endereços de onde par­ti­ram os ataques, bem como as pes­soas que, de for­ma sis­temáti­ca e orga­ni­za­da, praticaram os crimes ora apu­ra­dos”, diz tex­to divul­ga­do pela PF. O órgão acres­cen­tou que, com as provas even­tual­mente col­hi­das nes­ta terça-feira (8), “bus­ca-se iden­ti­ficar demais partícipes e cir­cun­stân­cias dos atos crim­i­nosos”.

Os envolvi­dos podem vir a respon­der por crime de invasão de dis­pos­i­ti­vo infor­máti­co, pre­vis­to no Arti­go 154‑A do Códi­go Penal, cuja pena vai de um a qua­tro anos de reclusão, além de mul­ta.

O ter­mo Leet, que dá nome à oper­ação, se ref­ere a uma for­ma de comu­ni­cação pela inter­net que uti­liza sím­bo­los para sub­sti­tuir letras e que, com o uso, tonou-se uma espé­cie de diale­to online. Esse tipo de lin­guagem cos­tu­ma ser uti­liza­da por difer­entes gru­pos, incluin­do hack­ers. Uma das teo­rias é de que essa lin­guagem ten­ha surgi­do para driblar fil­tros de tex­to em fóruns online.

Edição: Denise Griesinger

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