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Preservação de acervos culturais é tema hoje do Brasil em Pauta

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Programa vai ao ar na TV Brasil às 22h30


Pub­li­ca­do em 11/12/2022 — 12:37 Por EBC — Brasília

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O pres­i­dente do Insti­tu­to Brasileiro de Museus (Ibram), Pedro Mas­trobuono, disse que vis­i­tação a museus no Brasil chegou, antes da pan­demia, a quase 26 mil­hões de brasileiros, e não tur­is­tas. Segun­do ele, isso mostra um uni­ver­so bas­tante vig­oroso. “A real­i­dade lá fora é out­ra, os museus europeus são fre­quen­ta­dos, muitas vezes, por tur­is­tas. Aqui não. É a nos­sa pop­u­lação que con­some, que é ávi­da por isso, um grande priv­ilé­gio”, desta­cou Mas­trobuono, o entre­vis­ta­do deste domin­go (11) do pro­gra­ma Brasil em Pau­ta, da TV Brasil, que vai ar às 22h30.

Para ele, o museu é local onde se amplia o con­hec­i­men­to, se apro­fun­da a con­sciên­cia da iden­ti­dade, se con­ser­va, comu­ni­ca e expõe o patrimônio mate­r­i­al e ima­te­r­i­al da humanidade. No Brasil, exis­tem  quase 4 mil museus. “O Brasil tem um cam­po muse­al muito forte, e as pes­soas não têm essa con­sciên­cia. São pouquís­si­mos os país­es no mun­do que têm leg­is­lação especí­fi­ca para o setor, além de um órgão fed­er­al des­ti­na­do a faz­er políti­ca públi­ca na área. Isso é uma rari­dade no mun­do, e o Brasil tem.

Na entre­vista, Mas­trobuono fala ain­da sobre o enfrenta­men­to do risco pre­di­al e pat­ri­mo­ni­al e as medi­das do insti­tu­to frente a esse desafio. “O que é pre­ciso esclare­cer é que os nos­sos museus, muitas vezes, estão em pré­dios cuja iden­ti­dade pre­di­al é cen­tenária, são pré­dios muito anti­gos — 150, alguns de 200 anos — e que nun­ca foram pro­je­ta­dos para serem museus. Em 2019, dos 30 grandes museus que admin­is­tramos, só dois tin­ham alvará de Cor­po de Bombeiros, era uma difi­cul­dade muito grande com­pat­i­bi­lizar a con­cessão desse alvará, que é estad­ual, com a pro­teção à iden­ti­dade pat­ri­mo­ni­al do edifí­cio, que é fed­er­al. Nós con­seguimos avançar muito, hoje já são 11. E temos 24 planos de pro­teção e com­bate a incên­dios já aprova­dos nas duas instân­cias, no Iphan [Insti­tu­to do Patrimônio Históri­co e Artís­ti­co Nacional] e no Cor­po de Bombeiros de cada um dess­es esta­dos”, expli­cou o pres­i­dente do Ibram, acres­cen­tan­do que “a sociedade brasileira vê no alvará dos bombeiros a cer­ti­fi­cação de que o edifí­cio e a pop­u­lação que ali fre­quen­ta estão seguros’’.

Além dos desafios da gestão pat­ri­mo­ni­al, o Ibram tam­bém tem tra­bal­ha­do na adap­tação dos museus à era dig­i­tal, prin­ci­pal­mente no momen­to pós-pan­demia. “A pan­demia foi um grande divi­sor de águas, antes tín­hamos uma pági­na muito ári­da, e a pes­soa que a vis­i­ta­va não con­seguia grandes exper­iên­cias. Hoje não, a pop­u­lação é ávi­da por ter a fruição cul­tur­al pela via dig­i­tal, para ter uma exper­iên­cia real nesse uni­ver­so. Isso deman­da uma série de ini­cia­ti­vas: já temos grande parte do patrimônio dig­i­tal­iza­do, con­vênios com uni­ver­si­dades para desen­volver pro­du­tos, o metaver­so é uma real­i­dade que veio para ficar e que traz uma infini­tude de pos­si­bil­i­dades”, afir­mou Mas­trobuono.

O pres­i­dente do Ibram tra­tou dos impactos da cul­tura na sociedade e a importân­cia da preser­vação da memória e iden­ti­dade nacionais. “A econo­mia cria­ti­va no Brasil é 4% do nos­so Pro­du­to Inter­no Bru­to, o PIB. Isso, além de tudo, serve de apoio psi­cológi­co, [con­sumir arte] fun­ciona quase como um anti­de­pres­si­vo, é um estí­mu­lo e a gente sente isso. Por exem­p­lo, os país­es asiáti­cos hoje têm uma indús­tria muito forte, há um leque enorme de séries core­anas, e o que é aqui­lo? É o povo core­ano se ven­do nas suas tradições. Isso é o res­gate de uma iden­ti­dade e a iden­ti­dade não é só um sen­ti­men­to de per­tenci­men­to, mas a expec­ta­ti­va de um futuro cole­ti­vo, as pes­soas têm esper­ança de serem pro­te­gi­das por aque­la sociedade na qual estão inseri­das. Sem a cul­tura, esse teci­do vai se esgarçan­do e as pes­soas se sen­tem aban­don­adas”, con­cluiu.

Con­fi­ra a entre­vista com­ple­ta na TV Brasil neste domin­go (11), às 22h30. Clique aqui e sai­ba como sin­tonizar.

Edição: Graça Adju­to

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