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Programa No Mundo da Bola na TV Brasil faz 10 anos com edição especial

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

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Pub­li­ca­do em 17/06/2023 — 15:20 Por Cristi­na Indio do Brasil — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O pro­gra­ma No Mun­do da Bola, trans­mi­ti­do pela TV Brasil, vai comem­o­rar dez anos neste domin­go (18), às 21h, com um debate sobre o pre­con­ceito no fute­bol e em out­ras modal­i­dades de esportes, ten­do como tema o com­bate ao racis­mo. 

No estú­dio, o apre­sen­ta­dor Sér­gio Du Bocage (foto) rece­berá os jor­nal­is­tas Lean­dro Lac­er­da, Rachel Mot­ta e Cláu­dia Sil­va, que foi a primeira jor­nal­ista a acom­pan­har uma seleção brasileira fem­i­ni­na no exte­ri­or, em 1988. Por vídeo, vai par­tic­i­par o paratle­ta Clodoal­do Sil­va, nadador, e a jor­nal­ista Már­cia Sil­veira, jor­nal­ista que sofreu racis­mo na Espan­ha, como o jogador de fute­bol do Real Madrid, Vini Jr.

O pro­gra­ma pas­sou a ter este nome no dia 16 de jun­ho de 2013, em sin­er­gia com a Rádio Nacional, que há 75 anos tem um pro­gra­ma com o mes­mo nome e comem­o­ra 76 anos em 1º de setem­bro de 2023. A história da mesa de debates, con­sid­er­a­da a mais tradi­cional da tele­visão brasileira, no entan­to, começou muito antes da tro­ca de nome.

Primeira edição

A primeira edição foi ao ar em 27 de jun­ho de 1976 pela anti­ga TV Educa­ti­va do Rio de Janeiro, que atual­mente se chama TV Brasil. Ao lon­go do tem­po hou­ve muitas mudanças. Na estreia, a apre­sen­tação era fei­ta pelo saudoso jor­nal­ista Luiz Mendes, con­heci­do como “o comen­tarista da palavra fácil”, e o pro­gra­ma tin­ha o nome de Ter­ceiro Tem­po.

Depois de Mendes, a apre­sen­tação ficou por con­ta de Luiz Orlan­do e a pro­dução se chama­va Esporte Total. Na sequên­cia, veio o nar­rador Januário de Oliveira e a atração esporti­va pas­sou a ter o nome de Esporte Visão.

Rio de Janeiro - Equipe de esportes do programa No Mundo da Bola no estúdio da TV Brasil. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Repro­dução: O apre­sen­ta­dor Sér­gio du Bocage e o jor­nal­ista Már­cio Guedes  — Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Com um enfar­to que afas­tou tem­po­rari­a­mente Januário, o atu­al apre­sen­ta­dor Sér­gio Du Bocage ficou à frente do pro­gra­ma por cer­ca de dois anos, até a vol­ta do tit­u­lar.

“Eu fui chama­do meio às pres­sas, na véspera, para apre­sen­tar o pro­gra­ma pela primeira vez. Foi um dia depois da data de aniver­sário de Januário, que era 19 de setem­bro. e fiquei apre­sen­tan­do a mesa.”

Na época, não tin­ha o TP [teleprompter, equipa­men­to onde é pos­sív­el ler o tex­to da apre­sen­tação sem apare­cer na imagem]. Até hoje eu não uso. Acho que apren­di por con­ta dis­so e tomei gos­to pela nova função, que nun­ca tin­ha cog­i­ta­do”, con­tou Bocage, que naque­le tem­po era repórter.

Mesa Redonda

Em 1990, foi a vez de Raul Quadros coman­dar a mesa de debates. O jor­nal­ista foi suce­di­do pelo vet­er­a­no nar­rador esporti­vo José Car­los Araújo, con­heci­do como Garot­in­ho, que se trans­feriu para a TVE/RJ para apre­sen­tar o pro­gra­ma que tro­cou de nome e se tornou Mesa Redon­da. Na saí­da de Garot­in­ho, o coman­do ficou com o jor­nal­ista Mau­rí­cio Menezes e era chama­do, então, de Debate Esporti­vo. A par­tir de 1996, o pro­gra­ma domini­cal ficou sob o coman­do do nar­rador Ricar­do Mazel­la, que dividia a apre­sen­tação com Bocage.

Já em 2001, com a parce­ria da TVE/RJ e do jor­nal O Dia, destaques da impren­sa esporti­va da época, como Már­cio Guedes, Paulo Stein e Alber­to Léo foram para a emis­so­ra e inte­graram o  cader­no de esportes do jor­nal, o Ataque. A apre­sen­tação era fei­ta na redação de O Dia, na Rua do Riachue­lo, no Cen­tro da cidade. Além dessas estre­las, a ban­ca­da con­ta­va com par­tic­i­pações fixas de Rena­to Gaú­cho, Fran­cis­co Hor­ta e Isabel, do vôlei, além de Bocage.

No ano seguinte, as trans­mis­sões voltaram para a sede da TVE, na Rua Gomes Freire, na Lapa, cen­tro do Rio, ten­do à frente Már­cio Guedes, com o nome de EsporTVisão. A par­tir deste momen­to, o pro­gra­ma teve ain­da na apre­sen­tação Paulo Stein, Sér­gio Mau­rí­cio e Hen­rique Mar­ques, além de Ricar­do Mazel­la e do próprio Bocage nova­mente.

16/06/2023 Comentarista esportivo Waldir Luiz, programa No Mundo da Bola, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Repro­dução: Comen­tarista esporti­vo Waldir Luiz — Foto:  Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Em 2011, o tit­u­lar da mesa redon­da era o jor­nal­ista Flávio Winic­ki. Ele dividia a ban­ca­da com Ser­gio du Bocage, que assum­iu a apre­sen­tação no ano seguinte. Em 2013, a atração teve ren­o­vação no cenário e gan­hou o atu­al nome de No Mun­do da Bola que se man­tém até hoje na grade de pro­gra­mação da TV Brasil. Quan­do teve esta últi­ma mudança para No Mun­do da Bola, o tam­bém jor­nal­ista Alber­to Léo fazia parte do grupo de comen­taris­tas fixos do pro­gra­ma que sucedeu ao EsporTVisão.

Estrelas

Um time de comen­taris­tas pas­sou pela ban­ca­da da mesa de debates domini­cal. Durante este perío­do, a ban­ca­da teve profis­sion­ais de destaque da impren­sa esporti­va como Achilles Chi­rol, Oldemário Touguin­hó Sér­gio Noron­ha, Ruy Por­to, Rober­to Por­to, Wash­ing­ton Rodrigues, o jor­nal­ista Sér­gio Cabral, e ain­da per­son­al­i­dades como o ex-jogador e comen­tarista Gér­son, o Can­hot­in­ha de Ouro.

Des­de a sua cri­ação, o pro­gra­ma con­quis­tou o públi­co. Para o ger­ente de Esportes da TV Brasil, Paulo Gar­ri­tano, o pro­gra­ma des­per­ta a memória afe­ti­va dos tele­spec­ta­dores, que em grande parte assis­tem ao pro­gra­ma des­de a infân­cia.

“Cria essa memória afe­ti­va e uma espé­cie de tradição. Lem­bro como se fos­se hoje. Eu, como torce­dor, saía do Mara­canã e ia cor­ren­do para casa para assi­s­tir o debate na TV Brasil e o com­pacto do jogo. Isso con­tin­ua com as pes­soas que vão ao Mara­canã. Ten­ho certeza que essas pes­soas, ao assi­s­tirem o pro­gra­ma, lem­bram um pouco do pas­sa­do”, rela­tou.

“Hoje, com a facil­i­dade de inter­net é fácil ver como foi o jogo, mas naque­la época não, pou­cas emis­so­ras pas­savam o com­pacto do jogo. Então, essa história da memória afe­ti­va é não só com tele­spec­ta­dor, mas com os atle­tas que jogavam e cor­ri­am para assi­s­tir o jogo e se ver na tele­visão”, con­cluiu.

“A gente tem que atribuir hoje mui­ta audiên­cia do pro­gra­ma à força do for­ma­to dele no pas­sa­do.”

Gar­ri­tano con­tou que o for­ma­to do pro­gra­ma que tin­ha a mesa de debates e, na sequên­cia, apre­sen­ta­va o com­pacto de um jogo da roda­da, foi fun­da­men­tal para ele decidir o que faria profis­sion­al­mente. “Ver ess­es pro­gra­mas que meu pai assis­tia teve um papel impor­tan­tís­si­mo para faz­er jor­nal­is­mo e jor­nal­is­mo esporti­vo. Depois de algum tem­po, estar tra­bal­han­do em um pro­gra­ma no mes­mo for­ma­to, com as pes­soas que con­hecia da tele­visão, e poder faz­er parte e debater, para mim, pes­soal­mente, é um prêmio”, rev­el­ou.

Tan­to Gar­ri­tano como Bocage acred­i­tam que o suces­so e o inter­esse do públi­co, mes­mo sendo tão longe­vo, se dá tam­bém pela ren­o­vação pela qual pas­sa o pro­gra­ma.

“Ten­tar traz­er coisas difer­entes como a gente está fazen­do ago­ra, com um pro­gra­ma temáti­co. Isso é ren­o­vação, um pro­gra­ma com temas que hoje são fac­tu­ais como racis­mo e homo­fo­bia e traz­er isso para a mesa”, desta­cou Gar­ri­tano.

Gar­ri­tano acres­cen­tou que este for­ma­to tam­bém atrai um públi­co, que não está só inter­es­sa­do no comen­tário sobre os jogos da roda­da. “Acho que este pro­gra­ma de domin­go, para quem não assiste fute­bol é inter­es­sante, porque vai for­mar uma opinião e vai faz­er a pes­soa refle­tir um pouco. A gente man­tém o pro­gra­ma tradi­cional, mas a gente con­segue hoje dar uma ino­va­da e um out­ro olhar para o pro­gra­ma”, com­ple­tou.

Para Bocage, out­ro fator que man­tém o inter­esse do públi­co é que o pro­gra­ma, mes­mo sendo de debates, não repro­duz dis­cussões acalo­radas para serem dis­cu­ti­das em redes soci­ais.

“Não se vê no nos­so pro­gra­ma, não quero usar o ter­mo baixaria, mas não se vê gri­taria, dis­cussão, tem polêmi­cas, mas cor­diais. Acho que como somos des­de a nos­sa cri­ação uma TV educa­ti­va, temos que ter uma pos­tu­ra volta­da para isso tam­bém. Comu­ni­cação públi­ca, sejamos edu­ca­dos no ar, sem atro­pelar um ao out­ro, sem bate boca. Isso não faz com que o pro­gra­ma não seja diver­tido e atraente”, defend­eu.

Participação

O públi­co pode par­tic­i­par envian­do men­sagens de tex­to pelo What­sApp com o número (21) 97148–9270. Ao lon­go do pro­gra­ma, as respostas são lidas ao vivo. Os tele­spec­ta­dores podem ain­da man­i­fes­tar suas opiniões pelas redes soci­ais.

Além da TV Brasil, pelo canal aber­to, a pro­gra­mação pode ser assis­ti­da pela TV por assi­natu­ra e parabóli­ca. Para saber as opções de sin­to­nia pode aces­sar o endereço.

Os pro­gra­mas são repro­duzi­dos tam­bém no TV Brasil Play, pelo site ou por aplica­ti­vo no smart­phone. O aplica­ti­vo pode ser baix­a­do gra­tuita­mente e está disponív­el para Android e iOS. Quem preferir tem a opção ain­da pela WebTV.

Edição: Maria Clau­dia

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