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Real digital reduzirá ainda mais uso de dinheiro em papel

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília
Repro­dução:  © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

Papel-moeda representa apenas 3% dos recursos disponíveis no país


Pub­li­ca­do em 14/08/2021 — 09:30 Por Kel­ly Oliveira – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

É inco­mum encon­trar quem ain­da vai a um ban­co sacar din­heiro para faz­er paga­men­tos. As transações dig­i­tais, seja por meio de trans­fer­ên­cias, cartões ou Pix, facili­tam o dia a dia e já fazem parte da roti­na de muitos con­sum­i­dores. E em alguns anos, os brasileiros terão mais uma for­ma de lidar com o din­heiro. Será lança­do o real dig­i­tal, que está atual­mente em estu­do pelo Ban­co Cen­tral (BC). O din­heiro dig­i­tal será emi­ti­do pelo BC.

De acor­do com dados do BC, em jun­ho de 2021, o total de papel-moe­da em poder das pes­soas era de R$ 283 bil­hões, enquan­to o vol­ume de depósi­tos à vista (din­heiro deposi­ta­do em con­ta-cor­rente, sem remu­ner­ação pelo ban­co) era de R$ 333 bil­hões. Ao acres­cen­tar a esse val­or out­ras for­mas de liq­uidez, como os depósi­tos remu­ner­a­dos, oper­ações com­pro­mis­sadas (com­pra e recom­pra de ativos com paga­men­to de juros) e títu­los públi­cos fed­erais, havia um total de R$ 8,9 tril­hões disponíveis de for­ma dig­i­tal. Ou seja, ape­nas cer­ca de 3% dos recur­sos disponíveis para as oper­ações no país estão na for­ma de papel-moe­da.

O Ban­co Cen­tral diz que a cri­ação do real dig­i­tal não tem o obje­ti­vo de elim­i­nar de vez o papel-moe­da, mas a tendên­cia é que seu uso se reduza mais. “A intenção é que o din­heiro em papel con­vi­va com o real dig­i­tal ain­da por muitos anos. No entendi­men­to do BC, à medi­da que a pop­u­lação se torne mais con­fortáv­el com os novos meios de paga­men­tos dig­i­tais, o uso do din­heiro no for­ma­to de papel se reduzirá nat­u­ral­mente”, ressaltou, em nota à Agên­cia Brasil.

Ain­da não há pre­visão para o lança­men­to do real dig­i­tal. “O que temos é um hor­i­zonte de tra­bal­ho, de dis­cussões e de testes que deve durar de dois a três anos. Ao fim desse perío­do, o BC dev­erá ter reunidas as condições necessárias para decidir sobre a con­veniên­cia e o mel­hor for­ma­to para a emis­são de um real dig­i­tal”, declar­ou a insti­tu­ição.

Como será a moeda digital?

O BC tem tra­bal­ha­do para esta­b­ele­cer as bases para o desen­volvi­men­to da CBDC [Cen­tral Bank Dig­i­tal Cur­ren­cy, em inglês].

A moe­da dig­i­tal será garan­ti­da pelo BC e as insti­tu­ições finan­ceiras vão ape­nas guardar o din­heiro para o cliente que optar pela nova modal­i­dade.

Entre as dire­trizes estão a ênfase no desen­volvi­men­to de mod­e­los ino­vadores a par­tir de evoluções tec­nológ­i­cas, como con­tratos inteligentes (smart con­tracts), inter­net das coisas (IoT) e din­heiro pro­gramáv­el; a pre­visão de uso em paga­men­tos de vare­jo; e a capaci­dade para realizar oper­ações online e, even­tual­mente, offline.

Moedas digitais no mundo

Segun­do infor­mações do Ban­co Cen­tral, as Bahamas foram o primeiro país a lançar ofi­cial­mente seu CBDC, o Sand dol­lar, em out­ubro de 2020. A Chi­na tem um pro­je­to-pilo­to em algu­mas cidades e fará testes com vis­i­tantes estrangeiros nos Jogos Olímpi­cos de Inver­no de Pequim de 2022.

O ban­co cen­tral dos Esta­dos Unidos, o Fed, e a Dig­i­tal Dol­lar Foun­da­tion, tra­bal­ham para lançar a moe­da dig­i­tal tam­bém. Out­ros país­es, como Cor­eia do Sul, Japão e Sué­cia, tam­bém estu­dam o lança­men­to da CBDC.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

 

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