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Rio Grande do Sul investiga mais de 800 casos de leptospirose

Repro­dução: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Estado registra 54 casos da doença e quatro mortes confirmadas


Publicado em 25/05/2024 — 11:26 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Brasíia

O Lab­o­ratório Cen­tral (Lacen) do Rio Grande do Sul anal­isa mais de 800 amostras de casos sus­peitos de lep­tospirose. Em nota, a Sec­re­taria de Saúde do esta­do infor­mou que acom­pan­ha o aumen­to de casos sus­peitos asso­ci­a­dos às enchentes e, con­se­quente­mente, ao aumen­to da exposição da pop­u­lação à doença.

De acor­do com a sec­re­taria, o Lacen dis­põe de dois testes para o diag­nós­ti­co da lep­tospirose: o teste de biolo­gia mol­e­c­u­lar, con­heci­do como RT-PCR, e o teste diag­nós­ti­co sorológi­co.

O RT-PCR detec­ta a bac­téria pre­sente no organ­is­mo do paciente e é indi­ca­do para a análise de amostras cole­tadas nos primeiros dias de sin­tomas. Podem ser anal­isadas por esse méto­do amostras de pacientes com até sete dias de sin­tomas.

Já o diag­nós­ti­co sorológi­co detec­ta o anti­cor­po pro­duzi­do pelo organ­is­mo do paciente em respos­ta à infecção cau­sa­da pela bac­téria Lep­tospi­ra. O exame é indi­ca­do para a análise de amostras de pacientes que apre­sen­tam sin­tomas há sete dias ou mais.

Os exam­es estão disponíveis para todos os pacientes con­sid­er­a­dos sus­peitos e que foram expos­tos às enchentes. O lab­o­ratório recebe amostras das 7h às 19h.

Números

Até a últi­ma quin­ta-feira (23), o Rio Grande do Sul reg­is­tra­va 1.072 noti­fi­cações de lep­tospirose e 54 casos con­fir­ma­dos, além de qua­tro mortes con­fir­madas para a doença e out­ros qua­tro óbitos em inves­ti­gação.

A doença

A lep­tospirose é uma doença infec­ciosa febril agu­da e trans­mi­ti­da a par­tir da exposição dire­ta ou indi­re­ta à uri­na de ani­mais infec­ta­dos – prin­ci­pal­mente ratos. O con­tá­gio pode ocor­rer a par­tir de lesões na pele ou mes­mo em pele ínte­gra, se imer­sa por lon­gos perío­dos em água con­t­a­m­i­na­da.

A infecção tam­bém pode acon­te­cer por meio das mucosas. O perío­do para o surg­i­men­to dos sin­tomas pode vari­ar de um a 30 dias. Os prin­ci­pais sin­tomas da lep­tospirose são febre, dor de cabeça, fraque­za, dores no cor­po (em espe­cial, na pan­tur­ril­ha) e calafrios.
Ao apre­sen­tar sin­tomas, a recomen­dação é procu­rar um serviço de saúde e relatar se hou­ve exposição de risco. O uso do antibióti­co, con­forme ori­en­tação médi­ca, está indi­ca­do em qual­quer perío­do da doença, mas a eficá­cia cos­tu­ma ser maior na primeira sem­ana do iní­cio dos sin­tomas.

“Não é necessário aguardar o diag­nós­ti­co lab­o­ra­to­r­i­al para o iní­cio do trata­men­to”, desta­cou a sec­re­taria.

Edição: Juliana Andrade

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