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Trama golpista: Moraes mantém prisão do general Mário Fernandes

Para ministro, manutenção da prisão resguarda andamento do processo

André Richter — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 09/07/2025 — 17:37
Brasília
Brasília (DF), 22/04/2025 - Ministro Alexandre de Moraes durante sessão de julgamento da denúncia sobre o núcleo 2 da PET 12.100. Foto: Antonio Augusto/STF
Repro­dução: © Anto­nio Augusto/STF

O min­istro Alexan­dre de Moraes, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), decid­iu nes­ta quar­ta-feira (9) man­ter a prisão do gen­er­al do Exérci­to Mário Fer­nan­des, um dos réus no proces­so da tra­ma golpista. O mil­i­tar está pre­so des­de novem­bro do ano pas­sa­do.

Na decisão, o min­istro enten­deu que a manutenção da prisão é necessária para res­guardar o anda­men­to do proces­so.

“Ver­i­fi­ca-se a neces­si­dade de res­guardar a ordem públi­ca e a instrução proces­su­al penal, ten­do sido cor­rob­o­ra­do pelo ofer­ec­i­men­to da denún­cia em face do cus­to­di­a­do, inex­istin­do qual­quer fato super­ve­niente que pos­sa afas­tar a neces­si­dade de manutenção da custó­dia caute­lar”, decid­iu Moraes.

Durante o gov­er­no Bol­sonaro, o gen­er­al ocupou o car­go de secretário exec­u­ti­vo da Sec­re­taria-Ger­al da Presidên­cia da Repúbli­ca. Ele foi respon­sáv­el, segun­do a Polí­cia Fed­er­al (PF), pela elab­o­ração do arqui­vo de Word inti­t­u­la­do Pun­hal Verde e Amare­lo, com plane­ja­men­to “volta­do ao seque­stro ou homicí­dio” do min­istro Alexan­dre de Moraes, do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va e do vice-pres­i­dente Ger­al­do Alck­min.

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A PF tam­bém apon­ta que Mário Fer­nan­des afir­mou que o ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro deu aval para um plano golpista até 31 de dezem­bro de 2022. Em um áudio envi­a­do a Mau­ro Cid, ex-aju­dante de ordens de Bol­sonaro, Fer­nan­des falou que o ex-pres­i­dente teria dito a ele que a “ação” pode­ria ocor­rer até o últi­mo dia do manda­to.

Na defe­sa envi­a­da ao STF, os advo­ga­dos do gen­er­al rebat­er­am as acusações e dis­ser­am que o plano golpista não foi apre­sen­ta­do a “abso­lu­ta­mente ninguém”.

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