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Usar máscara é obrigação, afirma ministro da Saúde

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© Reprodução/TV Sena­do (Repro­dução)

Marcelo Queiroga critica “aglomerações fúteis”


Pub­li­ca­do em 29/03/2021 — 19:42 Por Marce­lo Brandão — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, defend­eu hoje (29)  o uso de más­caras e o dis­tan­ci­a­men­to social por todos os brasileiros. Essas medi­das são defen­di­das por cien­tis­tas e infec­tol­o­gis­tas des­de o iní­cio da pan­demia. Queiroga falou a senadores em audiên­cia públi­ca na comis­são tem­porária cri­a­da para acom­pan­har as ações con­tra a covid-19.

“Se todos os brasileiros usassem más­caras, teríamos efeito quase igual ao da vaci­nação. Então, usar más­cara é uma obri­gação de todos os brasileiros, [assim como] evi­tar aglom­er­ações fúteis”, disse o min­istro, em audiên­cia públi­ca na comis­são tem­porária cri­a­da no Sena­do para acom­pan­har as ações con­tra a covid-19.

Pouco depois, o min­istro reforçou a defe­sa de ações não far­ma­cológ­i­cas para con­ter a escal­a­da do vírus no Brasil. “Do pon­to de vista práti­co, para con­seguirmos reduzir essa calami­dade, pre­cisamos inve­stir nas medi­das de redução de cir­cu­lação do vírus. Evi­tar aglom­er­ações, [pro­mover o] dis­tan­ci­a­men­to social, o uso das más­caras e, a critério de cada esta­do ou municí­pio, de acor­do com a situ­ação san­itária, aplicar medi­das restri­ti­vas mais fortes.”

Queiroga desta­cou a importân­cia de uma cam­pan­ha para evi­tar aglom­er­ações na Sem­ana San­ta. “Nós temos que comu­nicar à sociedade, de maneira clara, que eles têm que colab­o­rar com as autori­dades san­itárias para que con­sig­amos reduzir essa con­t­a­m­i­nação”. O min­istro disse que con­ver­sou com um rep­re­sen­tante da Con­fer­ên­cia Nacional dos Bis­pos do Brasil (CNBB) para alin­har uma cam­pan­ha de con­sci­en­ti­za­ção dos cristãos sobre o uso de más­caras.

A pos­tu­ra de Queiroga agradou aos senadores. Já havia uma deman­da do Sena­do por uma pos­tu­ra mais alin­ha­da às opiniões dos cien­tis­tas. “As suas palavras já demon­stram o quan­to você se difer­en­cia e o quan­to a gente pre­cisa­va ouvir isso, difer­ente­mente do que a gente vin­ha ouvin­do por parte de out­ros min­istros, de tudo aqui­lo que a gente tin­ha como expec­ta­ti­va”, disse Daniel­la Ribeiro (PP-PB).

“Eu me sen­ti con­tem­pla­do com a pos­tu­ra, que esper­amos ter do Min­istério da Saúde. É a pos­tu­ra de um min­istro da Saúde que colo­ca a ciên­cia no altar necessário ao enfrenta­men­to de uma pan­demia. E isso é um bom pressá­gio de que existe esper­ança de virar­mos esse jogo”, afir­mou Ran­dolfe Rodrigues (Rede-AP).

Vacinas

Sobre a neces­si­dade de aumen­tar o rit­mo da vaci­nação no país, o min­istro afir­mou que o prob­le­ma é para os próx­i­mos três meses, já que grande parte dos imu­nizantes encomen­dadas de lab­o­ratórios estrangeiros deve chegar no segun­do semes­tre. Ele desta­cou, no entan­to, que o rit­mo da vaci­nação já aumen­tou, ten­do chega­do per­to da meta de 1 mil­hão de pes­soas imu­nizadas por dia. “Essa meta já está prati­ca­mente atingi­da, já super­amos os 900 mil indi­ví­du­os imu­niza­dos por dia.”

Queiroga disse con­tar com as vaci­nas pro­duzi­das pelo Insti­tu­to Butan­tan (Coro­n­aVac) e pela Fiocruz (AstraZeneca) para cumprir o cal­endário. Ele ressaltou, porém, que ouviu do Butan­tan a infor­mação sobre e atra­so na dis­tribuição dos ingre­di­entes para pro­dução dos imu­nizantes. Nesse caso, o ingre­di­ente far­ma­cêu­ti­co ati­vo (IFA) é impor­ta­do da Chi­na. “Há uma guer­ra por vaci­na no mun­do inteiro. Temos que ir lá, aonde as dos­es estão, e brigar por cada dose de vaci­na.”

Para Queiroga, é “legí­ti­ma” a intenção da ini­cia­ti­va pri­va­da de com­prar vaci­nas, seja para doar inte­gral­mente ao Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ção (PNI), seja para vaci­nar seus tra­bal­hadores com uma parte e doar a out­ra parte. Ele foi cauteloso com essa pos­si­bil­i­dade, ao lem­brar a neces­si­dade de “ajustes reg­u­latórios”, mas mostrou-se aber­to à ideia. “O Min­istério da Saúde não vai colo­car qual­quer tipo de óbice para ampli­ar a vaci­nação.”

Secretaria de combate à covid-19

O min­istro da Saúde Ele reforçou ain­da a intenção, já man­i­fes­ta­da na sem­ana pas­sa­da, de cri­ar a Sec­re­taria Extra­ordinária de Enfrenta­men­to à Pan­demia de Covid-19, na qual se con­cen­trari­am os esforços do pas­ta volta­dos ao com­bate à doença. “E [para] a estru­tu­ra do min­istério con­tin­uar tra­bal­han­do forte em toda a agen­da que há den­tro da saúde brasileira.”

Queiroga tam­bém pediu o apoio dos senadores no com­bate à pan­demia e se com­parou a um jogador de fute­bol prestes a bater um pênalti deci­si­vo em uma Copa do Mun­do. “O que esse min­istro pre­cisa de vocês é do voto de con­fi­ança de cada um para que, jun­tos, essa nação, que se une em Copa do Mun­do, se una no enfrenta­men­to à pan­demia, e a gente con­si­ga, num cur­to espaço de tem­po, vencer a pan­demia, retomar as nos­sas ativi­dades nor­mais.”

Edição: Nádia Fran­co

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