...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Noticias / Polícia investigará se Lázaro atuou como jagunço e teve ajuda na fuga

Polícia investigará se Lázaro atuou como jagunço e teve ajuda na fuga

sem_titulo-2_9

Repro­dução: © Divul­gação Polí­cia Civ­il

“As investigações não acabam aqui”, disse Rodney Miranda


Pub­li­ca­do em 28/06/2021 — 12:31 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

morte do fugi­ti­vo Lázaro Bar­bosa, na man­hã de hoje (28), não põe fim ao tra­bal­ho da Polí­cia Civ­il de Goiás, que, a par­tir de ago­ra, cen­trará esforços para esclare­cer se o acu­sa­do de ter cometi­do múlti­p­los assas­si­natos rece­beu aju­da para escapar ao cer­co dos agentes de segu­rança por 20 dias.

“As inves­ti­gações não acabam aqui. Ain­da temos algu­mas pes­soas para inves­ti­gar e pren­der”, disse a jor­nal­is­tas o secretário de Segu­rança Públi­ca de Goiás, Rod­ney Miran­da. Segun­do ele, a Polí­cia Civ­il já está inves­ti­gan­do a sus­pei­ta de que Lázaro agia como mata­dor de aluguel e con­tou com o auxílio de pes­soas que não que­ri­am que ele fos­se pre­so.

O prin­ci­pal alvo da apu­ração da supos­ta lig­ação de Lázaro com mata­dores é, de acor­do com Miran­da, o dono de uma chá­cara onde o fugi­ti­vo chegou a se escon­der e obter ali­men­tos, Elmi Cae­tano Evan­ge­lista, pre­so na últi­ma quin­ta-feira (24).

“O empresário [chacareiro] que está pre­so é um dos líderes da orga­ni­za­ção”, disse o secretário, afa­s­tan­do a tese de que Lázaro atu­a­va soz­in­ho. “Mais para frente, quan­do a inves­ti­gação estiv­er final­iza­da, colo­care­mos [todas as infor­mações] para vocês. Mas já há uma lin­ha de apu­ração. Uma das coisas [hipóte­ses] é de que ele [Lázaro] atu­a­va como jagunço ou segu­rança para algu­mas pes­soas”, afir­mou o secretário estad­ual, declaran­do que a supos­ta “orga­ni­za­ção” pode estar envolvi­da com crimes como latrocínio e assas­si­natos nos quais Lázaro pode ter par­tic­i­pação.

Segun­do Miran­da, Lázaro tro­cou de roupas várias vezes (“Uma pro­va de que ele tin­ha uma rede que o acober­ta­va”) e, ao ser mor­to, esta­va com cer­ca de R$ 4,4 mil no bol­so. O que, para o secretário, evi­den­cia não só sua intenção de seguir fug­in­do, mas tam­bém que ele con­ta­va com o suporte de out­ras pes­soas. O din­heiro é, cer­ta­mente, um indica­ti­vo de que ele esta­va queren­do sair do esta­do ou do país. E esta questão dele quer­er fugir, logi­ca­mente com o patrocínio [de ter­ceiros], tin­ha gente inter­es­sa­da em que ele não fos­se pre­so.

Lázaro foi sur­preen­di­do por poli­ci­ais quan­do chega­va à casa de sua ex-sogra, na zona rur­al de Águas Lin­das (GO), a cer­ca de 50 quilômet­ros de Brasília. “Ele foi para encon­trar com ela. Nós já está­va­mos mon­i­toran­do, ten­ta­mos pegá-lo no momen­to [em que ele se aprox­i­mou], mas ele chegou a ameaçar alguns poli­ci­ais”, con­tou Miran­da, expli­can­do que após ser cer­ca­do, Lázaro tro­cou tiros com os poli­ci­ais e foi balea­do. Sua ex-esposa e sua ex-sogra foram con­duzi­das para prestar depoi­men­to.

Socor­ri­do com vida, Lázaro foi lev­a­do ao Hos­pi­tal Munic­i­pal Bom Jesus, de Águas Lin­das de Goiás (GO), mas não resis­tiu aos fer­i­men­tos. Seu cor­po já foi trans­feri­do para o Insti­tu­to Médi­co Legal (IML) de Goia­nia, onde será peri­ci­a­do antes de ser lib­er­a­do para que sua família prov­i­den­cie o enter­ro.

Lázaro é acu­sa­do de assas­si­nar qua­tro pes­soas da mes­ma família em uma chá­cara no Dis­tri­to Fed­er­al. Uma quin­ta víti­ma teria sido fei­ta refém em Goiás. Ele ain­da é sus­peito de balear três pes­soas no municí­pio de Cocalz­in­ho de Goiás, onde se con­cen­traram as bus­cas. Além dis­so, já tin­ha sido con­de­na­do por homicí­dio na Bahia.

Edição: Valéria Aguiar

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d