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Ator Paulo José morre no Rio de Janeiro, aos 84 anos

O ator Paulo José na cerimônia na Sala Cecília Meireles em comemoração aos 50 anos do Museu da Imagem e do Som (MIS) (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Repro­dução: © 10/09/2013/Arquivo Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Ator morreu em decorrência de uma pneumonia


Pub­li­ca­do em 11/08/2021 — 21:13 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Mor­reu nes­ta quar­ta-feira (11), no Rio de Janeiro, o ator Paulo José. Ele tin­ha 84 anos e fale­ceu em decor­rên­cia de uma pneu­mo­nia, após 20 dias inter­na­do. A con­fir­mação de sua morte foi fei­ta pela Rede Globo, onde ele começou a tra­bal­har em 1969.

“Um dos maiores nomes da nos­sa dra­matur­gia, como ator e dire­tor, e tam­bém dono de uma voz mar­cante, Paulo José é daque­les artis­tas de quem o públi­co sem­pre se sen­tiu próx­i­mo. Nas últi­mas décadas, entrou em nos­sas casas por meio de uma infinidade de per­son­agens que ficam, assim como ele, para a história”, desta­cou a Globo, em nota à impren­sa.

Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul, inte­ri­or do Rio Grande do Sul, em 20 de março de 1937. Teve o primeiro con­ta­to com o teatro ain­da na esco­la, ini­cian­do a car­reira no teatro amador anos mais tarde, em Por­to Ale­gre. No iní­cio dos anos 60, Paulo José foi morar em São Paulo e começou a tra­bal­har no Teatro de Are­na, onde exerceu difer­entes funções. A primeira peça em que tra­bal­hou como ator foi Tes­ta­men­to de um Can­ga­ceiro, de Chico de Assis, em 1961.

Estre­ou na Globo como ator na nov­ela Véu de Noi­va, de Janete Clair, em 1969. Seu primeiro grande per­son­agem foi o mecâni­co-inven­tor Shaz­an, que for­ma­va uma dupla bem humora­da com Xerife, per­son­agem de Flávio Migli­ac­cio, na nov­ela O Primeiro Amor (1972), de Walther Negrão. A dobrad­in­ha fez tan­to suces­so que deu origem ao seri­ado Shaz­an, Xerife e Cia, escrito, dirigi­do e inter­pre­ta­do por Paulo e Flávio entre 1972 e 1974. Out­ros per­son­agens mar­cantes foram o com­er­ciante cigano Jairo em Explode Coração (1995), de Glo­ria Perez, e o alcóo­la­tra Orestes de Por Amor (1997), de Manoel Car­los.

Ao lon­go de mais de 60 anos de car­reira, atu­ou em mais de 20 nov­e­las e minis­séries. Sem­pre ati­vo e atu­ante, mes­mo depois de desco­brir o mal de Parkin­son, doença que o acom­pan­hou por mais de 20 anos, Paulo José sem­pre esteve pre­ocu­pa­do com a val­oriza­ção do ofí­cio de ator no Brasil, sendo nome de destaque na luta pela reg­u­la­men­tação da profis­são no final dos anos 70.

Sua últi­ma e mais emo­cio­nante aparição na TV foi como o vovô Ben­jamin na nov­ela Em Família (2014), de Manoel Car­los. Como na vida real, seu per­son­agem sofria de mal de Parkin­son. Deixa esposa e qua­tro fil­hos: Ana, Bel e Clara Kut­ner, de seu rela­ciona­men­to com a atriz Dina Sfat, além Paulo Hen­rique Caru­so.

Admi­radores hom­e­nagear­am Paulo José nas redes soci­ais. “Um ator bril­hante”, disse a atriz Patrí­cia Pil­lar.

“Um dos maiores”, disse a atriz Maria Fer­nan­da Cân­di­do.

O local de velório e sepul­ta­men­to ain­da não foi infor­ma­do.

Assista na TV Brasil hom­e­nagem fei­ta ao ator.

Edição: Aline Leal

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