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Ministro faz novo apelo para vacinação de crianças contra a pólio

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Pouco mais de 65% do público-alvo foi vacinado. A meta é 95%.


Pub­li­ca­do em 17/10/2022 — 15:53 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Ain­da dis­tante da meta de vaci­nar 95% das cri­anças menores de 5 anos de idade — cer­ca de 11,5 mil­hões — con­tra a poliomielite no país, o min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, fez hoje (17) um novo ape­lo para que os pais ou respon­sáveis lev­em suas cri­anças às salas de vaci­nação. Nes­ta segun­da-feira é comem­o­ra­do o Dia Nacional da Vaci­na.  

Até o momen­to, segun­do dados divul­ga­dos pelo Min­istério da Saúde, a cam­pan­ha imu­ni­zou 65,6% do públi­co-alvo, cer­ca de 7,6 mil­hões de cri­anças. Ape­nas a Paraí­ba, com 95,09% das cri­anças imu­nizadas, atingiu a meta nacional. No Amapá, a imu­niza­ção está em 90,8%, segun­do a pas­ta.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante ação contra a poliomielite e comemoração do Dia Nacional da Vacinação.
Repro­dução: O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, durante ação con­tra a poliomielite e comem­o­ração do Dia Nacional da Vaci­nação. — Marce­lo Camargo/Agência Brasil

“Des­de o dia 7 de agos­to, temos feito um ape­lo à nação brasileira para que lev­em suas cri­anças com menos de 5 anos para com­ple­tar o esque­ma vaci­nal da pólio e a meta é de 95% de cober­tu­ra vaci­nal, das cer­ca de 15 mil­hões de cri­anças que são aptas a rece­ber essas vaci­nas”, ressaltou o min­istro.

Alerta

O Brasil não reg­is­tra casos de par­al­isia infan­til des­de 1989, mas com a que­da das taxas de vaci­nação des­de 2015, diver­sos órgãos lig­a­dos à saúde aler­tam para o risco de retorno da doença.

A Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana da Saúde (Opas), agên­cia lig­a­da à Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), adver­tiu em setem­bro que esse risco é muito alto. “Pre­cisamos vaci­nar a pop­u­lação, prin­ci­pal­mente nos­sas cri­anças. É ina­ceitáv­el que, em pleno sécu­lo 21, nós ten­hamos sofri­men­to das nos­sas cri­anças por doenças que já estão errad­i­cadas há muito tem­po”, acres­cen­tou Queiroga.

De acor­do com o Min­istério da Saúde, a meta de cober­tu­ra vaci­nal con­tra a poliomielite em cri­anças menores de 1 ano não é atingi­da des­de 2017.

Ao lis­tar esforços das sec­re­tarias de saúde de muitos esta­dos que ain­da não atin­gi­ram a meta, como atendi­men­to em horários ampli­a­do e aos finais de sem­ana, Marce­lo Queiroga tam­bém desta­cou que a baixa adesão tem ocor­ri­do no mun­do todo e que o com­por­ta­men­to não é uma exclu­sivi­dade do Brasil. Queiroga ressaltou ain­da que as vaci­nas do cal­endário nacional seguem disponíveis nos 38 mil pos­tos de saúde do Brasil.

Poliomielite

A poliomielite ou pólio é uma doença con­ta­giosa agu­da cau­sa­da por um vírus que vive no intesti­no, chama­do poliovírus, que pode infec­tar cri­anças e adul­tos por meio do con­ta­to dire­to com fezes ou com secreções elim­i­nadas pela boca das pes­soas infec­tadas. Nos casos mais graves da doença, tam­bém chama­da de par­al­isia infan­til, ela provo­ca o com­pro­me­ti­men­to do sis­tema ner­voso, levan­do à par­al­isia de mem­bros e alter­ações nos movi­men­tos e pode até ser fatal.

Covid-19

O secretário-executivo, Bruno Dalcomo, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante ação contra a poliomielite e comemoração do Dia Nacional da Vacinação.
Repro­dução: O secretário-exec­u­ti­vo, Bruno Dal­co­mo, e o min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, durante ação con­tra a poliomielite e comem­o­ração do Dia Nacional da Vaci­nação. — Marce­lo Camargo/Agência Brasil

O Min­istério da Saúde adiantou que a vaci­na con­tra covid-19 da Pfiz­er - lib­er­a­da para cri­anças de seis meses a menores de qua­tro anos — deve chegar ao Brasil na próx­i­ma sem­ana.

“Nós esta­mos nas trata­ti­vas finais com relação à chega­da das vaci­nas e a expec­ta­ti­va é de que elas já este­jam no país em mea­d­os da próx­i­ma sem­ana, na quar­ta-feira (26). Esse foi últi­mo dado que recebe­mos da própria empre­sa”, afir­mou o secretário-exec­u­ti­vo do min­istério, Bruno Dal­col­mo, sem especi­ficar quan­ti­dade.

Ouça na Radioagência Nacional:

Edição: Lílian Beral­do

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