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Edital vai apoiar cientistas negros e indígenas no pós-doutorado

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Objetivo é aumentar participação desses grupos na produção científica


Pub­li­ca­do em 25/11/2023 — 07:44 Por Ana Cristi­na Cam­pos — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O Insti­tu­to Ser­rapil­heira lançou a segun­da edição do edi­tal exclu­si­vo para cien­tis­tas negros e indí­ge­nas. O foco são pesquisadores que ten­ham pro­je­tos na área de ecolo­gia e que dese­jam obter, a médio pra­zo, uma posição for­mal como pro­fes­sor ou pesquisador. 

Segun­do o Insti­tu­to, o obje­ti­vo é aumen­tar a par­tic­i­pação dess­es gru­pos sub-rep­re­sen­ta­dos na car­reira cien­tí­fi­ca.

Podem par­tic­i­par pesquisadores que ten­ham con­cluí­do o doutora­do entre janeiro de 2013 e jun­ho de 2024, pra­zo que se estende em até dois anos no caso de mul­heres com fil­hos. Os inter­es­sa­dos não devem ter vín­cu­lo for­mal com nen­hu­ma insti­tu­ição de ciên­cia e tec­nolo­gia no momen­to da assi­natu­ra do con­tra­to.

Serão sele­ciona­dos até 12 can­didatos. Os aprova­dos vão faz­er pós-doutora­do em gru­pos de pesquisa nos quais não ten­ham se for­ma­do nem atu­a­do antes, nos esta­dos das fun­dações par­ceiras do edi­tal: Mato Grosso do Sul (Fun­dect), Pará (Fapes­pa) e Rio de Janeiro (Faperj).

Além de bol­sa men­sal de R$ 8 mil, os sele­ciona­dos vão rece­ber entre R$ 550 mil e R$ 700 mil para o finan­cia­men­to da pesquisa durante três anos, ren­ováveis por mais dois anos. O paga­men­to das bol­sas virá das fun­dações. Já o auxílio à pesquisa será custea­do por essas enti­dades em parce­ria com o Ser­rapil­heira.

“Em nos­sa primeira chama­da exclu­si­va para gru­pos sub-rep­re­sen­ta­dos na ciên­cia, lança­da em parce­ria com a Faperj, sele­cionamos 12 cien­tis­tas negros e indí­ge­nas de excelên­cia, e out­ros tan­tos ficaram de fora. Ficamos felizes em repe­tir a exper­iên­cia, ago­ra com mais FAPs par­ceiras e incor­po­ran­do nos­so apren­diza­do ao lon­go do proces­so”, disse, em nota, Cristi­na Cal­das, dire­to­ra de Ciên­cia do Insti­tu­to Ser­rapil­heira. “Se não mudar­mos a for­ma de seleção, cien­tis­tas negros e indí­ge­nas de excelên­cia seguirão sendo excluí­dos do faz­er cien­tí­fi­co, e todos os can­didatos con­tin­uarão pare­ci­dos.”

As inscrições vão de 4 de janeiro a 25 de janeiro de 2024. O Insti­tu­to Ser­rapil­heira é uma insti­tu­ição pri­va­da, sem fins lucra­tivos, que pro­move a ciên­cia no Brasil.

Cientistas com vínculo

Além do edi­tal para cien­tis­tas negros e indí­ge­nas, o Ser­rapil­heira lançou hoje out­ra chama­da volta­da a cien­tis­tas com vín­cu­lo per­ma­nente em insti­tu­ições de ensi­no e pesquisa e com pro­je­tos nas áreas de ciên­cias nat­u­rais, matemáti­ca e ciên­cia da com­putação.

Ao todo, serão sele­ciona­dos até 42 pesquisadores nos dois edi­tais, que ocor­rem em parce­ria com FAPs (fun­dações de amparo à pesquisa) de difer­entes esta­dos.

Jun­tas, as ini­cia­ti­vas pre­veem inves­ti­men­to de no mín­i­mo R$ 21 mil­hões, entre paga­men­to de bol­sas e finan­cia­men­to de pesquisas. O val­or total, que deve crescer, depen­derá da quan­ti­dade de recur­sos que cada FAP disponi­bi­lizará – o que, por sua vez, só será definido depois que a seleção dos can­didatos estiv­er con­cluí­da e os esta­dos dos escol­hi­dos forem con­heci­dos.

O obje­ti­vo dos dois edi­tais é cri­ar condições para jovens cien­tis­tas do Brasil desen­volverem suas pesquisas com recur­sos finan­ceiros e autono­mia na escol­ha dos pro­je­tos.

Os edi­tais com­ple­tos podem ser aces­sa­dos no site do Ser­rapil­heira.

Edição: Sab­ri­na Craide

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