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Em carta a Biden, Bolsonaro promete fim do desmatamento ilegal

fotografia aérea Floresta amazônica, plantação
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Documento enviado ontem foi divulgado, na íntegra, nesta quinta-feira


Pub­li­ca­do em 15/04/2021 — 12:25 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O pres­i­dente Jair Bol­sonaro se com­pro­m­e­teu a acabar com o des­mata­men­to ile­gal até 2030. Em car­ta envi­a­da ontem (14) ao pres­i­dente dos Esta­dos Unidos Joe Biden, Bol­sonaro recon­heceu o aumen­to das taxas de des­mata­men­to a par­tir de 2012 e afir­mou que o Esta­do e a sociedade pre­cisam aper­feiçoar o com­bate a este crime ambi­en­tal.

“Quer­e­mos reafir­mar neste ato, em inequívo­co apoio aos esforços empreen­di­dos por V. Excelên­cia, o nos­so com­pro­mis­so em elim­i­nar o des­mata­men­to ile­gal no Brasil até 2030”, escreveu Bol­sonaro.

Para alcançar essa meta de des­mata­men­to zero, Bol­sonaro diz que o país pre­cis­ará de “recur­sos vul­tu­osos e políti­cas públi­cas abrangentes”. Segun­do ele, nesse âmbito, o Brasil quer con­tar com apoio de gov­er­nos, setor pri­va­do, sociedade civ­il e comu­nidade inter­na­cional, incluin­do os entes dos Esta­dos Unidos: “Como nós, os amer­i­canos saberão apre­ciar que as prin­ci­pais causas da degradação ambi­en­tal radicam na pobreza e na fal­ta de opor­tu­nidades, e que por­tan­to tra­bal­har pela preser­vação ambi­en­tal pas­sa, tam­bém, pela pro­moção do desen­volvi­men­to econômi­co”.

Para o pres­i­dente, é pre­ciso cri­ar alter­na­ti­vas econômi­cas que reduzam o ape­lo das ativi­dades ile­gais e dar condições para que os 25 mil­hões de brasileiros que vivem na Amazô­nia pos­sam pros­per­ar mate­rial­mente por seus próprios esforços. Nesse sen­ti­do, segun­do ele, não é pos­sív­el com­bat­er o des­mata­men­to ape­nas com medi­das de fis­cal­iza­ção ou “jamais alcançare­mos resul­ta­dos duradouros no domínio ambi­en­tal”, escreveu o pres­i­dente.

Na car­ta a Biden, além de definir metas e com­pro­mis­sos, Bol­sonaro apon­tou as ini­cia­ti­vas real­izadas pelo Brasil para a preser­vação do meio ambi­ente, como pro­je­tos nas áreas de bioe­cono­mia, reg­u­lar­iza­ção fundiária, zonea­men­to ecológi­co-econômi­co e paga­men­to por serviços ambi­en­tais.

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O pres­i­dente afir­mou que quer ouvir tam­bém as enti­dades do ter­ceiro setor, indí­ge­nas e comu­nidades tradi­cionais e repetiu a neces­si­dade de aju­da finan­ceira. “Ao sub­lin­har a ambição das metas que assum­i­mos, vejo-me na con­tingên­cia de salien­tar, uma vez mais, a neces­si­dade de obter o ade­qua­do apoio da comu­nidade inter­na­cional, na escala, vol­ume e veloci­dade com­patíveis com a mag­ni­tude e a urgên­cia dos desafios a serem enfrenta­dos”, escreveu.

No dia 22 de abril, Bol­sonaro par­tic­i­pa da Cúpu­la de Líderes sobre o Cli­ma, even­to orga­ni­za­do pelo pres­i­dente amer­i­cano. A Biden, ele asse­gurou seu enga­ja­men­to na bus­ca de “com­pro­mis­sos e resul­ta­dos ambi­ciosos” e desta­cou o esforço em inten­si­ficar as “exce­lentes relações” entre Brasil e Esta­dos Unidos.

Out­ro com­pro­mis­so mais recente, cita­do por Bol­sonaro, é a nova meta do Brasil no Acor­do de Paris, a chama­da Con­tribuição Nacional Deter­mi­na­da (NDC, da sigla em inglês) que pre­vê a neu­tral­i­dade nas emis­sões de gas­es do efeito est­u­fa até 2060. “Ado­ta­mos metas abso­lu­tas de redução de emis­sões que super­am as de muitos país­es desen­volvi­dos, que, entre­tan­to, car­regam muito maior respon­s­abil­i­dade pela mudança do cli­ma”, escreveu na car­ta.

A car­ta de Bol­sonaro a Biden foi divul­ga­da hoje (15), na ínte­gra, pela asses­so­ria da Presidên­cia. “O pres­i­dente Jair Bol­sonaro reit­era o com­pro­mis­so do Brasil e de seu gov­er­no com os esforços inter­na­cionais de pro­teção ao meio ambi­ente, com­bate à mudança de cli­ma e à pro­moção do desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el e ressalta a importân­cia do tra­bal­ho con­jun­to em torno dess­es obje­tivos”, infor­mou a asses­so­ria.

Ontem (15), o gov­er­no divul­gou o Plano Amazô­nia 2021/2022, que esta­b­elece dire­trizes para ações de fis­cal­iza­ção e com­bate ao des­mata­men­to ile­gal, queimadas e out­ros crimes ambi­en­tais e fundiários cometi­dos na região da Amazô­nia Legal, ter­ritório que abrange a total­i­dade dos esta­dos do Acre, Amapá, Ama­zonas, Pará, de Rondô­nia, Roraima, Mato Grosso, do Tocan­tins e de parte do Maran­hão.

Edição: Denise Griesinger

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