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Festival de Cinema leva produções brasileiras a Paris

Repro­dução: © Uni­ver­so Produção/Divulgação

Evento deste ano homenageia o ator e diretor Antônio Pitanga


Publicado em 30/03/2024 — 10:03 Por Lucas Pordeus León — Brasília

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Acon­tece até a próx­i­ma terça-feira (2) o 26º Fes­ti­val de Cin­e­ma Brasileiro em Paris, na cap­i­tal france­sa. O even­to deste ano hom­e­nageia o ator e dire­tor Antônio Pitan­ga, ícone do cin­e­ma brasileiro. Ao todo, 30 pro­duções nacionais serão exibidas durante o fes­ti­val, que ocorre no reno­ma­do cin­e­ma de arte L’Arlequin.

Os parisiens­es, tur­is­tas ou brasileiros que este­jam em Paris inter­es­sa­dos em con­hecer o Brasil pelas telas do cin­e­ma poderão con­ferir filmes leg­en­da­dos em francês que retratam des­de a dis­pu­ta políti­ca eleitoral no país até os que retratam a Flo­res­ta Amazôni­ca por den­tro.

O doc­u­men­tário No Céu da Pátria Nesse Instante, de San­dra Kogut, con­ta como foi a eleição de out­ubro de 2022 até o dia 8 de janeiro de 2023. Já o doc­u­men­tário A Invenção do Out­ro, de Bruno Jorge, mostra uma expe­dição lid­er­a­da por Bruno Pereira em bus­ca de esta­b­ele­cer con­ta­to com indí­ge­nas iso­la­dos.

Para a pro­du­to­ra Ana Arru­da, da Séti­ma Cin­e­ma, empre­sa espe­cial­iza­da em exibição e dis­tribuição de pro­je­tos de coop­er­ação inter­na­cional, em espe­cial, entre Brasil e França, o Fes­ti­val é uma vit­rine históri­ca para os filmes brasileiros.

“É um fes­ti­val impor­tante para mostrar como o Brasil é bem maior, bem mais amp­lo do que três obras de refer­ên­cia, três clás­si­cos que foram mais recon­heci­dos em out­ras décadas. Em ter­mos de mer­ca­do, aque­ce bas­tante para a copro­dução, é um pon­to de encon­tro tam­bém onde dis­tribuidores, pro­du­toras vão para bus­car os tal­en­tos, para ter um con­ta­to dire­to com artis­tas brasileiros”, diz.

Parte do Brasil tam­bém será exibi­da em Paris por meio de um doc­u­men­tário que con­ta a história da cena de funk, soul, rap e pagode, entre out­ros rit­mos, que mar­caram a vida paulis­tana nas décadas de 1970 e 1980. O filme Chic Show, de Emílio Domin­go e Felipe Giun­ti­ni, con­ta a história do baile Chic Show, que rece­beu artis­tas como Tim Maia, Gilber­to Gil, Kur­tis Blow, Bet­ty Wright e até James Brown.

Out­ro filme que retra­ta o Brasil é Mus­sum, o Filmis, de Sil­vio Guin­dane, que con­ta a história do humorista Antônio Car­los Bernardes Gomes, o Mus­sum, dos Tra­pal­hões. O fes­ti­val exibiu ain­da o doc­u­men­tário Nas Ondas de Dori­val Caym­mi, de Loc­ca Faria, que rev­ela a cri­ação das obras musi­cais do baiano Dori­val Caym­mi. Já a ficção Meu Nome é Gal, de Dan­dara Fer­reira e Lô Poli­ti, con­ta a história do movi­men­to Trop­icália e como ele trans­for­mou a músi­ca brasileira.

Out­ra obra exibi­da é o doc­u­men­tário Utopia Trop­i­cal, de João Amor­im, feito a par­tir de uma con­ver­sa entre o lin­guista e escritor estadunidense Noam Chom­sky e o atu­al asses­sor inter­na­cional da Presidên­cia da Repúbli­ca, o embaix­ador e ex-min­istro Cel­so Amor­im. Na con­ver­sa, ambos dis­cutem a ascen­são e que­da dos gov­er­nos de esquer­da na Améri­ca Lati­na nos últi­mos anos.

Já os filmes de ficção que estão na mostra com­pet­i­ti­va do fes­ti­val são: Sem Coração, de Nara Nor­mande e Tião, Betâ­nia, de Marce­lo Bot­ta, Nos­so Son­ho, de Eduar­do Alber­garia, Pedá­gio, de Car­oli­na Markow­icz, Péro­la, de Muri­lo Bení­cio, Saudade Fez Mora­da Aqui Den­tro, de Harol­do Borges, A Batal­ha da Rua Maria Antô­nia, de Vera Egi­to e O Dia­bo na Rua no Meio do Rede­munho, de Bia Lessa.

Con­fi­ra a pro­gra­mação com­ple­ta aqui.

A min­is­tra da Cul­tura, Mar­gareth Menezes, desta­cou que o Fes­ti­val é fun­da­men­tal para ampli­ar a vis­i­bil­i­dade dos filmes e dos artis­tas brasileiros no cenário inter­na­cional. “Nes­ta edição do fes­ti­val de Paris, que tem o Pitan­ga como hom­e­nagea­do, o públi­co vai viv­er uma exper­iên­cia cin­e­matográ­fi­ca úni­ca, mar­ca­da pela qual­i­dade e orig­i­nal­i­dade de nos­sas pro­duções”, desta­cou.

Homenageado

O 26º Fes­ti­val de Cin­e­ma Brasileiro em Paris hom­e­nageia Anto­nio Pitan­ga. “Figu­ra impor­tante do cin­e­ma brasileiro, já atu­ou em mais de 70 filmes, e em sua rica e lon­ga car­reira colaborou com dire­tores emblemáti­cos do Cin­e­ma Novo como Glauber Rocha, figu­ra cen­tral do movi­men­to. A hom­e­nagem que lhe será presta­da este ano ofer­e­cerá ao públi­co a opor­tu­nidade de con­hecer uma seleção dos filmes mais sig­ni­fica­tivos da sua car­reira”, desta­ca a orga­ni­za­ção do even­to.

Entre os filmes da car­reira de Anto­nio Pitan­ga trans­mi­ti­dos em Paris, estão: Bar­raven­to, de Glauber Rocha, Na Boca do Mun­do, primeiro filme dirigi­do por Pitan­ga de 1979, além de Ladrões de Cin­e­ma, de Fer­nan­do Coni Cam­pos, Casa de Antigu­idade, de João Paulo de Miran­da Maria e Pitan­ga, doc­u­men­tário sobre o ator dirigi­do por sua fil­ha, a tam­bém atriz Cami­la Pitan­ga.

“Sua tra­jetória de mais de cin­co décadas é mar­ca­da por inter­pre­tações mem­o­ráveis e pela par­tic­i­pação em filmes que se tornaram refer­ên­cias no cenário cin­e­matográ­fi­co nacional e inter­na­cional”, exal­tou a min­is­tra da Cul­tura, Mar­gareth Menezes.

Edição: Sab­ri­na Craide

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