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Premiação elege melhores cafés do Brasil nesta semana

Repro­dução: © Arqui­vo

A 10ª edição da Semana Internacional do Café será presencial


Pub­li­ca­do em 15/11/2022 — 10:14 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Cafe­icul­tores de difer­entes elos da cadeia de pro­dução e com­er­cial­iza­ção do café se reúnem, de quar­ta (16) a sex­ta-feira (18), em Belo Hor­i­zonte, na 10ª edição da Sem­ana Inter­na­cional do Café (SIC), que vol­ta neste ano de for­ma total­mente pres­en­cial, após dois anos de restrições cau­sadas pela pan­demia de covid-19. 

Um dos destaques do even­to é a pre­mi­ação Cof­fee of the Year [café do ano, em inglês], que rece­beu um recorde de inscritos. São mais de 500 con­cor­rentes, rep­re­sen­tan­do as 32 regiões brasileiras pro­du­toras de café nas cat­e­go­rias arábi­ca e cané­fo­ra.

As amostras já pas­saram por uma primeira eta­pa de seleção, e, durante o even­to, o públi­co poderá provar, a cego, as 15 mel­hores, sendo 10 do tipo arábi­ca e 5 de cané­fo­ra. Os dois vence­dores serão anun­ci­a­dos na tarde do últi­mo dia do even­to.

No ano pas­sa­do, as cat­e­go­rias arábi­ca e cané­fo­ra foram divi­di­das em duas, e hou­ve qua­tro pre­mi­a­dos: Elmiro Alves do Nasci­men­to, da Fazen­da San­ti­a­go (MG), venceu o mel­hor café arábi­ca; San­dra Lelis da Sil­va, do Sítio Cam­in­ho da Ser­ra (MG), gan­hou o mel­hor café arábi­ca com fer­men­tação induzi­da; Luiz Clau­dio de Souza, do Sítio Grãos de Ouro (ES), foi tri­cam­peão na cat­e­go­ria cané­fo­ra; e Poliana Per­rut, da Chá­cara Paraná (RO), venceu cané­fo­ra fer­men­tação induzi­da.

Evento de negócios

Em 2021, a SIC ocor­reu em for­ma­to híbri­do e con­tou com 16 mil visitantes/acessos de 25 país­es. Já em 2020, o even­to foi real­iza­do de for­ma total­mente remo­ta. Dire­tor da Café Edi­to­ra e um dos orga­ni­zadores do even­to, Caio Fontes con­ta que a expec­ta­ti­va é que, em 2022, a edição retome os pata­mares de públi­co pré-pan­demia, com mais de 20 mil vis­i­tantes.

“O públi­co da SIC é um públi­co profis­sion­al. A gente inclui des­de o pro­du­tor de café até o profis­sion­al que está lá na pon­ta, no que eu chamo de servir o café, seja em uma cafe­te­ria, um restau­rante, uma padaria, um hotel. Ela é um even­to de negó­cios e tra­ta com todos os atores da cadeia”, expli­cou.

Entre os debates que inter­es­sam à cadeia de pro­dução, o cli­ma é um dos que recebe mais destaque, dev­i­do à importân­cia das condições climáti­cas para o cul­ti­vo do café e à cres­cente deman­da por pro­du­tos mais sus­ten­táveis.

“A influên­cia climáti­ca não é mais algo que pode acon­te­cer e ter algum impacto. Eu digo que o cli­ma já é algo sistêmi­co do nos­so proces­so. A gente tem que con­viv­er com mudanças climáti­cas e impactos que o cli­ma vem trazen­do.”

Além de tratar dos desafios, a 10ª edição do even­to pre­tende tam­bém cel­e­brar os avanços do setor no Brasil, que é o maior pro­du­tor mundi­al de café. Diante de um cenário de alta glob­al de preços cau­sa­do pela pan­demia e pelo aumen­to do cus­to dos fer­til­izantes, Fontes acred­i­ta que o país con­tribui para garan­tir o abastec­i­men­to.

“Hoje, o Brasil é o país que mais pro­duz café sus­ten­táv­el no mun­do e o que mais expor­ta café sus­ten­táv­el no mun­do. Então, a gente tam­bém tem que val­orizar esse lado, essa qual­i­dade des­de o começo da pro­dução até a xícara”, afir­mou.

Treinamento

Além da sus­tentabil­i­dade ambi­en­tal, as dis­cussões pau­tadas no even­to tam­bém abor­darão ações voltadas à respon­s­abil­i­dade social. Pro­pri­etário do Sofá Café, em São Paulo, Diego Gon­za­les vai apre­sen­tar na SIC um pro­je­to em que atua na for­mação de fil­hos de pequenos pro­du­tores de café, ensi­nan­do a eles como mel­ho­rar a qual­i­dade e o val­or de seus grãos.

“Eles são o futuro da cafe­i­cul­tura. Então, pre­cisam enten­der como mel­ho­rar a qual­i­dade do café que pro­duzem. A gente mostra como enten­der os defeitos e qual­i­dades do café para mel­ho­rar a posição na nego­ci­ação.”

Fora o tra­bal­ho no cam­po, Diego já desen­volve há oito anos em sua cafe­te­ria o pro­gra­ma de treina­men­to Faze­dores de Café, com jovens saí­dos de medi­das socioe­d­uca­ti­vas, em situ­ação de vul­ner­a­bil­i­dade e refu­gia­dos, para for­má-los baris­tas, profis­sion­ais que preparam bebidas que têm o café como base.

“O cur­so tem três meses, eles ficam com a gente todos os dias de man­hã e pag­amos ali­men­tação e trans­porte para que con­sigam vir”, disse. Ele recebe aju­da de par­ceiros para custear o pro­je­to e min­is­trar as aulas. “Temos uma taxa de empre­ga­bil­i­dade de 92%. Até o Sofá Café é um poten­cial empre­gador, mas a gente não for­ma pra gente, for­mamos para o mer­ca­do”.

O empreende­dor ressaltou que alguns jovens con­tin­u­am na car­reira de barista por anos, e out­ros usam a opor­tu­nidade como um primeiro pas­so para bus­car out­ras for­mações.

“Alguns usam isso para, por exem­p­lo, entrar numa coz­in­ha, porque tin­ham von­tade de ser chefe, sabe? Então, ele começa pelo café em um restau­rante ou em um hotel e depois migra para área que tem mais inter­esse. O que a gente quer é causar esse impacto pos­i­ti­vo na vida profis­sion­al deles.”

Edição: Maria Clau­dia

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