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São Paulo registra três novos casos de Febre do Oropouche

Repro­dução: © Sociedade Brasileira de med­i­c­i­na tropical/Divulgação

Total de infectados no estado sobe para cinco


Publicado em 02/08/2024 — 19:24 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil — São Paulo

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A Sec­re­taria da Saúde de São Paulo infor­mou nes­ta sex­ta-feira (2) que três novos casos de Febre do Oropouche foram con­fir­ma­dos no esta­do. Ago­ra, o total de casos subiu para cin­co, todos reg­istra­dos na região do Vale do Ribeira.

Dos três novos casos, dois foram reg­istra­dos no municí­pio de Cajati e o out­ro na cidade de Pari­quera-Açu. Na quin­ta-feira (1), a sec­re­taria já havia con­fir­ma­do que duas pes­soas foram infec­tadas pela doença, ambas morado­ras da cidade de Cajati. Todos os pacientes evoluíram para a cura.

Cajati

No caso dos pacientes de Cajati, os testes foram real­iza­dos em abril deste ano em três mul­heres e um homem com idades entre 36 e 54 anos. O diag­nós­ti­co de Febre do Oropouche ocor­reu após resul­ta­do de exame de RT-PCR real­iza­do pelo Insti­tu­to Adol­fo Lutz. Os resul­ta­dos da doença, no entan­to, só foram divul­ga­dos nes­ta sem­ana.

De acor­do com a Sec­re­taria Munic­i­pal da Saúde de Cajati, todos ess­es pacientes moram em área rur­al próx­i­ma a uma plan­tação de bananas e não tin­ham históri­co de deslo­ca­men­to para out­ra cidade nos últi­mos 30 dias. Isso indi­ca que os casos são autóc­tones, ou seja, foram con­traí­dos na própria cidade ou no local onde vivem.

Oropouche

Segun­do o Min­istério da Saúde, a Febre do Oropouche é trans­mi­ti­da prin­ci­pal­mente por um mos­qui­to con­heci­do como maruim ou mos­qui­to-pólvo­ra. Depois de picar uma pes­soa ou ani­mal infec­ta­do, o inse­to per­manece com o vírus por alguns dias. Quan­do o inse­to pica uma pes­soa saudáv­el, pode trans­mi­tir o vírus.

Segun­do a Sec­re­taria Estad­ual da Saúde de São Paulo, o vírus foi reg­istra­do pela primeira vez no país em 1960 e os casos são mais fre­quentes nos esta­dos da região Amazôni­ca. No ciclo sil­vestre, além do inse­to, os ani­mais como bichos-preguiça, aves sil­vestres e roe­dores podem ser hos­pedeiros do vírus.

Os sin­tomas da doença são pare­ci­dos com os da dengue: dor de cabeça inten­sa, dor mus­cu­lar, náusea e diar­reia. Out­ros sinais como ton­tu­ra, dor atrás dos olhos e calafrios podem ser man­i­fes­ta­dos.

Ain­da não existe vaci­na para a doença e a for­ma de pre­venção mais efi­caz é o uso de repe­lentes. Como trata­men­to, a indi­cação é repouso e ingestão de líqui­dos.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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