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Covid-19: ministério anuncia vacinação para trabalhadores da educação

São Paulo - Vacinação contra covid-19 de pessoas com comorbidade no posto drive-thru montado no Memorial da América Latina.
Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

Imunização começa por professores de creches e pré-escolas


Pub­li­ca­do em 28/05/2021 — 18:02 Por Jonas Valente – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Min­istério da Saúde anun­ciou hoje (28) o iní­cio da vaci­nação dos tra­bal­hadores da edu­cação no Plano Nacional de Opera­cional­iza­ção da Vaci­nação con­tra a covid-19. O grupo já fazia parte dos públi­cos pri­or­itários e ago­ra os esta­dos começarão a rece­ber dos­es para apli­cação ness­es profis­sion­ais.

Atual­mente, os esta­dos estão imu­nizan­do pes­soas com comor­bidades e pes­soas com defi­ciên­cia cadastradas no Bene­fí­cio de Prestação Con­tin­u­a­da (BPC). Segun­do a coor­de­nado­ra do Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ção (PNI), Fran­cieli Fan­ti­na­to, o min­istério começará a des­ti­nar dos­es aos tra­bal­hadores da edu­cação em para­le­lo aos gru­pos de pes­soas com defi­ciên­cia per­ma­nente sem cadas­tro no BPC, pop­u­lação em situ­ação de rua e fun­cionários e pop­u­lação do sis­tema de pri­vação de liber­dade (prisões e unidades de inter­nação de ado­les­centes).

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.
Repro­dução: A coor­de­nado­ra do Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções (PNI), Fran­cieli Fontana, durante cole­ti­va — Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A imu­niza­ção dos tra­bal­hadores da edu­cação ocor­rerá das primeiras para as últi­mas séries, con­tem­p­lan­do, nes­ta ordem: crech­es, pré-esco­las, ensi­no fun­da­men­tal, ensi­no médio, ensi­no profis­sion­al­izante e Edu­cação de Jovens e Adul­tos (EJA). Em segui­da, serão con­tem­pla­dos os profis­sion­ais da edu­cação supe­ri­or.

A medi­da foi ado­ta­da após ter sido detec­ta­da uma menor procu­ra por vaci­nação dos gru­pos pri­or­itários em esta­dos e municí­pios. “Essa deman­da reduzi­da pode estar rela­cionadas às super­es­ti­ma­ti­vas do grupo de comor­bidades, onde uti­lizamos dados da Políti­ca Nacional de Saúde, mas não faz relação com as comor­bidades do PNI, existin­do uma margem de erro”, expli­cou Fran­cieli.

“Enquan­to estiver­mos vaci­nan­do gru­pos vul­neráveis já vamos abrir para tra­bal­hadores da edu­cação. Na sequên­cia, quan­do con­cluir ess­es gru­pos, ini­cia os out­ros seg­men­tos: força de segu­rança e sal­va­men­to, tra­bal­hadores de trans­porte cole­ti­vo até o grupo 28 [do PNO]. São números pequenos. Os quan­ti­ta­tivos de vaci­na vamos dividir. Vamos faz­er uma parte para este seg­men­to e uma parte por faixa etária”, comen­tou a coor­de­nado­ra do PNI.

A vaci­nação por faixa etária, para a pop­u­lação em ger­al, seguirá a ordem decres­cente. Como os idosos (60 anos +) já foram imu­niza­dos, o min­istério pre­tende vaci­nar as pes­soas de 18 a 59 anos. O esque­ma de vaci­nação terá iní­cio pelos mais vel­hos (59 anos). Fran­cieli Fan­ti­na­to acres­cen­tou que os municí­pios terão a flex­i­bil­i­dade de pactu­ar com os esta­dos a acel­er­ação da imu­niza­ção nos gru­pos do PNO e nas faixas etárias, caso com­plete seg­men­tos.

“A estraté­gia ini­cial é con­cluir até o grupo de tra­bal­hadores da edu­cação, na sequên­cia ini­cia o grupo 20 [forças de segu­rança] e por faixa etária. Se o municí­pio tiv­er deman­da reduzi­da, tem que faz­er tra­bal­ho de iden­ti­ficar pes­soas, de bus­car e se esgo­tar essas pos­si­bil­i­dades já pode abrir. O municí­pio vai ter que mane­jar isso e enten­der a sua pop­u­lação”, expli­cou.

Pfizer

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.
Repro­dução: O secretário-exec­u­ti­vo do Min­istério da Saúde, Rodri­go Cruz, durante cole­ti­va- Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário exec­u­ti­vo do Min­istério da Saúde, Rodri­go Cruz, desta­cou a autor­iza­ção pela Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) da pos­si­bil­i­dade de armazena­men­to da vaci­na da Pfiz­er nas tem­per­at­uras entre 2ºC e 8ºC, por até 31 dias. Até então, o perío­do máx­i­mo per­mi­ti­do era de cin­co dias. Com isso, disse Cruz, será pos­sív­el enviar os imu­nizantes para mais cidades, chegan­do ao con­jun­to dos municí­pios brasileiros.

Vacinas em junho

O secretário exec­u­ti­vo infor­mou que, para jun­ho, está pre­vista a dis­tribuição de 43,8 mil­hões de dos­es. Esse total será for­ma­do por 20,9 mil­hões de dos­es da Oxford/AstraZeneca, pro­duzi­das pela Fiocruz; 6 mil­hões da Coro­n­avac (do Insti­tu­to Butan­tan); 4 mil­hões da Oxford/AstraZeneca pelo con­sór­cio Cov­ax Facil­i­ty; 842 mil da Pfiz­er pelo Cov­ax Facil­i­ty e 12 mil­hões da Pfiz­er.

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Edição: Lílian Beral­do

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