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Morre, em Brasília, o ex-vice-presidente da República, Marco Maciel

Marco Antônio de Oliveira Maciel
Repro­dução:  © Arqui­vo Agên­cia Brasil

Velório está marcado para esta tarde no salão Negro do Senado


Pub­li­ca­do em 12/06/2021 — 10:17 Por Agên­cia Brasil* — Brasília

Mor­reu neste sába­do (12), em Brasília, o ex-senador e ex-vice-pres­i­dente da Repúbli­ca Mar­co Maciel. Per­nam­bu­cano, seu nome esteve lig­a­do à políti­ca brasileira por 45 anos.

Aos 80 anos, Mar­co Maciel con­vivia com a doença de Alzheimer des­de 2014 e, em março deste ano, foi diag­nos­ti­ca­do com covid-19. Ele voltou a ser inter­na­do esta sem­ana dev­i­do a uma infecção bac­te­ri­ana.

O velório será hoje de 14h30 às 16h30 no salão Negro do Sena­do e o sepul­ta­men­to às 17h30 na Ala dos Pio­neiros do Cemitério Cam­po da Esper­ança, em Brasília.

Além de ter sido senador por três perío­dos — de 1983 a 1991, de 1991 a 1994 e de 2003 a 2011 – ele foi vice-pres­i­dente da Repúbli­ca nos dois mandatos de Fer­nan­do Hen­rique Car­doso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003.

Tam­bém foi eleito imor­tal da Acad­e­mia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezem­bro de 2003, como oita­vo ocu­pante da Cadeira nº 39, na sucessão de Rober­to Mar­in­ho.

Rece­beu ain­da títu­los de Cidadão Hon­orário de 42 cidades brasileiras, a maio­r­ia delas em Per­nam­bu­co. A ele é atribuí­da a auto­ria de fras­es céle­bres como: “Tudo pode acon­te­cer, inclu­sive nada”.

Trajetória

Mar­co Antônio de Oliveira Maciel nasceu em Recife no dia 21 de jul­ho de 1940. Casa­do com a sociólo­ga Anna Maria Fer­reira Maciel, foi pai de três fil­hos e avô de qua­tro netos. Era for­ma­do em Dire­ito pela Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Per­nam­bu­co (UFPE) e tam­bém foi pro­fes­sor e advo­ga­do.

Ini­ciou sua car­reira políti­ca em 1963 ao ser eleito pres­i­dente da União Met­ro­pol­i­tana dos Estu­dantes de Per­nam­bu­co, enquan­to cur­sa­va Dire­ito na UFPE. Elegeu-se em 1966 dep­uta­do estad­ual em Per­nam­bu­co pela Aliança Ren­o­vado­ra Nacional (Are­na), par­tido de sus­ten­tação do gov­er­no mil­i­tar.

Tam­bém pela Are­na, foi dep­uta­do fed­er­al por dois mandatos, de 1971 a 1974 e de 1975 a 1978. Eleito pres­i­dente da Câmara dos Dep­uta­dos em fevereiro de 1977, enfren­tou em abril o fechamen­to pro­visório do Con­gres­so pelo então pres­i­dente da Repúbli­ca, Ernesto Geisel, sob o pre­tex­to de imple­men­tar a refor­ma no Poder Judi­ciário pro­pos­ta pelo gov­er­no, cujo encam­in­hamen­to vin­ha sendo obstruí­do pela oposição.

No final de 1978, foi eleito pela Assem­bleia Leg­isla­ti­va de Per­nam­bu­co para o car­go de gov­er­nador do esta­do, após indi­cação do pres­i­dente Ernesto Geisel, cor­rob­o­ra­da pelo suces­sor de Geisel, gen­er­al João Batista Figueire­do. Seu manda­to ter­mi­nou em 1982 e, no ano seguinte, chegou ao Sena­do.

Vice-Presidência

Em 1994, Mar­co Maciel foi indi­ca­do pelo PFL para sub­sti­tuir o senador alagoano Guil­herme Palmeira como vice-pres­i­dente na cha­pa de Fer­nan­do Hen­rique Car­doso. A can­di­datu­ra de Palmeira havia sido invi­a­bi­liza­da após denún­cia de favorec­i­men­to de empre­it­eira por meio de emen­das ao Orça­men­to da União. Maciel havia sido um dos primeiros líderes de seu par­tido a defend­er o apoio do PFL ao nome de Fer­nan­do Hen­rique.

Em 1º de janeiro de 1995, Maciel tomou posse como vice-pres­i­dente da Repúbli­ca. Com bom trân­si­to no Con­gres­so Nacional, foi des­ig­na­do por Fer­nan­do Hen­rique como artic­u­lador políti­co do gov­er­no. Dessa for­ma, coube a Maciel coor­denar as nego­ci­ações em torno da aprovação das refor­mas con­sti­tu­cionais defen­di­das pelo novo gov­er­no, entre as quais se desta­cavam as refor­mas admin­is­tra­ti­va e fis­cal volta­da para o con­t­role do deficit públi­co, a refor­ma da Pre­v­idên­cia Social, a que­bra do monopólio estatal sobre o petróleo e as tele­co­mu­ni­cações, a refor­ma admin­is­tra­ti­va e a extinção dos obstácu­los à atu­ação de empre­sas estrangeiras no país.

Em 1º de janeiro de 2003, deixou a vice-presidên­cia da Repúbli­ca e, no mês seguinte, assum­iu sua vaga no Sena­do por Per­nam­bu­co, eleito pelo PFL. Ten­do apoia­do o can­dida­to José Ser­ra (PSDB) nas eleições de 2002, ven­ci­das por Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, Maciel pas­sou a faz­er oposição ao novo gov­er­no. Ain­da em 2007, fil­iou-se ao Democ­ratas (DEM), sigla que sucedeu o PFL.

Repercussão

A morte do ex-vice pres­i­dente reper­cu­tiu nas redes soci­ais. O con­ter­râ­neo Men­donça Fil­ho, ex-min­istro da Edu­cação, lamen­tou a morte, assim como out­ros políti­cos.

*Com infor­mações da Agên­cia Sena­do.

Edição: Kel­ly Oliveira

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