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Governo acompanha buscas por indigenista e jornalista desaparecidos

Repro­dução: © Min­istério da Defe­sa

Polícia Federal tem apoio da Marinha nas incursões em rio do Amazonas


Pub­li­ca­do em 07/06/2022 — 13:57 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Min­istério das Relações Exte­ri­ores infor­mou hoje (7) que o gov­er­no está acom­pan­han­do as bus­cas pelo indi­genista Bruno Pereira e pelo jor­nal­ista britâni­co Dom Phillips na Amazô­nia, desa­pare­ci­dos des­de o últi­mo domin­go (5).

Em nota, o Ita­ma­raty diz que a Polí­cia Fed­er­al está atuan­do na região, “toman­do todas as providên­cias para local­izá-los o mais rápi­do pos­sív­el”. “A PF fez repeti­das incursões e tem con­ta­do com o apoio da Mar­in­ha do Brasil, que se somou aos esforços nos tra­bal­hos de bus­cas de ambos os cidadãos”, acres­cen­tou.

“O gov­er­no brasileiro seguirá acom­pan­han­do as bus­cas com o zelo que o caso deman­da e envi­dan­do os esforços necessários para encon­trar pronta­mente o profis­sion­al da impren­sa britâni­ca e o servi­dor da Fun­dação Nacional do Índio (Funai). Na hipótese de o desa­parec­i­men­to ter sido cau­sa­do por ativi­dade crim­i­nosa, todas as providên­cias serão tomadas para levar os per­pe­tradores à Justiça”, acres­cen­tou.

Tam­bém por meio de nota, a PF infor­mou que vem real­izan­do medi­das inves­tiga­ti­vas e de inteligên­cia poli­cial visan­do ao esclarec­i­men­to dos fatos e a res­olução do caso.

Acres­cen­ta ter feito incursões na cal­ha do Rio Itaquaí, mais pre­cisa­mente no tre­cho com­preen­di­do entre a frente de pro­teção etnoam­bi­en­tal itui-itauqai e o municí­pio de Ata­la­ia do Norte.

“Das diligên­cias efe­t­u­adas foi pos­sív­el iden­ti­ficar duas pes­soas que tiver­am con­ta­to com os desa­pare­ci­dos, as quais foram encam­in­hadas à Polí­cia Civ­il de Ata­la­ia do Norte para prestar esclarec­i­men­tos”, acres­cen­tou a PF, ao infor­mar que, até o momen­to, ninguém foi pre­so.

As bus­cas foram retomadas com o apoio da Mar­in­ha visan­do novas incursões no rio, com o apoio de um helicóptero.

Ontem (6), a Funai infor­mou que está acom­pan­han­do o caso e que está em con­ta­to com as forças de segu­rança que atu­am na região, de for­ma a colab­o­rar com as bus­cas. Em nota a insti­tu­ição comen­tou que, emb­o­ra o indi­genista Bruno da Cun­ha Araújo Pereira inte­gre o quadro de servi­dores da Funai, ele não esta­va na região em mis­são insti­tu­cional, pois se encon­tra­va de licença para tratar de inter­ess­es par­tic­u­lares.

Repercussão

O por­ta-voz do jor­nal The Guardian disse que está acom­pan­han­do a situ­ação e em con­ta­to com as embaix­adas brasileira e britâni­ca. “O Guardian está muito pre­ocu­pa­do e bus­ca urgen­te­mente infor­mações sobre o paradeiro e a condição de Phillips. Esta­mos em con­ta­to com a embaix­a­da britâni­ca no Brasil e com as autori­dades locais e nacionais para ten­tar apu­rar os fatos o mais rápi­do pos­sív­el.”

A Human Rights Watch divul­gou nota em que se diz muito pre­ocu­pa­da com o desa­parec­i­men­to. “É extrema­mente impor­tante que as autori­dades brasileiras dediquem todos os recur­sos disponíveis e necessários para a real­iza­ção ime­di­a­ta das bus­cas, a fim de garan­tir, o quan­to antes, a segu­rança dos dois”, diz a nota assi­na­da pela dire­to­ra do escritório da Human Rights Watch no Brasil, Maria Lau­ra Canineu.

Edição: Nádia Fran­co

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