...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Noticias / Brasil lança nova campanha de incentivo à vacinação

Brasil lança nova campanha de incentivo à vacinação

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Meta é reverter queda de índices de vacinação de diversas doenças


Pub­li­ca­do em 29/06/2022 — 11:53 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Ouça a matéria:

Todas vaci­nas ofer­e­ci­das pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) são tes­tadas, aprovadas e seguras; e notí­cias fal­sas devem ser des­men­ti­das porque lev­am muitas pes­soas à morte. Ten­do por base ess­es princí­pios, foi lança­da hoje (29), em Brasília, a cam­pan­ha de incen­ti­vo à vaci­nação “Vaci­na Mais”, pro­movi­da pela Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana da Saúde/Organização Mundi­al da Saúde (Opas e OMS), em parce­ria com con­sel­hos de saúde de âmbito nacional, estad­ual e munic­i­pal.

“Esta­mos tra­bal­han­do para des­faz­er fal­sas notí­cias que lev­am à morte”, disse o pres­i­dente do Con­sel­ho Nacional de Saúde (CNS), Fer­nan­do Pigat­to, durante a cer­imô­nia de lança­men­to da nova cam­pan­ha, que con­ta, tam­bém, com as parce­rias do Con­sel­ho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Con­sel­ho de Sec­re­tarias Munic­i­pais de Saúde (Conasems).

Segun­do o CNS, o Brasil é um dos “poucos país­es que ofer­e­cem um exten­so rol de vaci­nas gra­tu­itas à sua pop­u­lação”, com um Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções (PNI) que disponi­bi­liza anual­mente cer­ca de 300 mil­hões de vaci­nas con­tra mais de 30 doenças em aprox­i­mada­mente 38 mil salas de vaci­nação espal­hadas pelo ter­ritório nacional.

O Con­sel­ho Nacional de Saúde reafir­mou que a vaci­nação “é uma das inter­venções de saúde públi­ca mais efi­cazes, cus­to-efe­ti­vas e que sal­vam vidas”. O obje­ti­vo da cam­pan­ha é o de “unir esforços para con­sci­en­ti­zar a pop­u­lação do Brasil sobre a importân­cia de aumen­tar a cober­tu­ra vaci­nal”.

Direito e responsabilidade

Segun­do a rep­re­sen­tante da Opas no Brasil, Socor­ro Gross, a cam­pan­ha chama atenção para a neces­si­dade de que as pes­soas se vacin­em “mais do que estão fazen­do hoje”. “Ela mostra tam­bém que esse ‘Mais’ — usa­do na cam­pan­ha — sim­boliza a soma de esforços que pre­cisamos para alcançar o aumen­to da cober­tu­ra de vaci­nação para ter­mos pes­soas mais saudáveis”, enfa­ti­zou.

Acres­cen­tou que “a cam­pan­ha desta­ca, tam­bém, que as vaci­nas estão disponíveis gra­tuita­mente pelo grandioso SUS em todos esta­dos e municí­pios brasileiros para que as pes­soas façam uso desse dire­ito, o que envolve tam­bém respon­s­abil­i­dades”.

Segun­do Gross, as vaci­nas são “uma das medi­das de saúde públi­ca mais efe­ti­vas”, sendo, por­tan­to, necessário que con­tin­uem sendo “um bem públi­co mundi­al que não pode ser reti­ra­do da pop­u­lação porque man­tém todos saudáveis, aju­dan­do-nos a elim­i­nar doenças”. “As vaci­nas sal­vam vidas, são seguras e previnem enfer­mi­dades, além de pro­te­ger comu­nidades mais vul­neráveis”, com­ple­men­tou.

Queda de cobertura

O CNS lem­bra que, graças às vaci­nas, a varío­la foi errad­i­ca­da do mun­do em 1980. “E a região das Améri­c­as foi a primeira do plan­e­ta a elim­i­nar doenças como poliomielite (em 1994), rubéo­la e sín­drome da rubéo­la con­gêni­ta (em 2015) e tétano neona­tal (em 2017)”, desta­cou.

No entan­to, segun­do Fer­nan­do Pigat­to, a alta taxa de cober­tu­ra vaci­nal vem cain­do nos últi­mos anos, deixan­do mil­hões de pes­soas em risco.

De acor­do com o Min­istério da Saúde, entre 2015 e 2021 o número de cri­anças vaci­nadas com a primeira dose con­tra a poliomielite caiu de 3.121.912 para 2.089.643. Já para a ter­ceira dose, no mes­mo perío­do, os números reduzi­ram de 2.845.609 para 1.929.056. Com isso, a cober­tu­ra vaci­nal con­tra esta doença recu­ou, no perío­do, de 98% para 67%.

Para o CNS, a imu­niza­ção insu­fi­ciente resul­tou tam­bém no retorno do saram­po ao Brasil. “O país havia fica­do livre da trans­mis­são autóc­tone [que ocorre den­tro do ter­ritório nacional] do vírus cau­sador dessa doença em 2016. Porém, a com­bi­nação de casos impor­ta­dos de saram­po e a baixa cober­tu­ra vaci­nal levaram o Brasil a ter um sur­to, que, des­de 2018, tirou a vida de 40 pes­soas, prin­ci­pal­mente cri­anças”, frisou o CNS.

“Vacina Mais”

Por meio da cam­pan­ha “Vaci­na Mais”, o con­sel­ho pre­tende moti­var a pop­u­lação a ampli­ar o uso desse tipo de imu­nizante, levan­do a difer­entes públi­cos infor­mações rel­e­vantes sobre a segu­rança, importân­cia e efe­tivi­dade de todas as vaci­nas disponi­bi­lizadas pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) no Cal­endário Nacional de Vaci­nação.

Em seu pro­nun­ci­a­men­to, o min­istro da Saúde sub­sti­tu­to, Daniel Pereira, desta­cou que, graças ao esforço con­jun­to envol­ven­do as autori­dades de saúde nos âmbitos fed­er­al, estad­ual e munic­i­pal é que foi pos­sív­el dis­tribuir mais de 500 mil­hões de dos­es de vaci­nas para o com­bate à pan­demia.

“Cada brasileiro que quis se vaci­nar teve uma vaci­na à sua dis­posição onde quer que fos­se. A vaci­na foi o que nos per­mi­tiu chegar, hoje, a um cenário muito mais tran­qui­lo do que no pas­sa­do, quan­do fal­tavam leitos nos hos­pi­tais do país”, disse Pereira.

“Mas isso não quer diz­er que este­jamos em um ambi­ente de nor­mal­i­dade. A pan­demia está aí e temos de ficar aten­tos”, final­i­zou.

Edição: Kle­ber Sam­paio

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d