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Brasil se despede com vitória do Mundial de rugby em cadeira de rodas

Repro­dução: © Thel­ma Vidales/ABRC

Seleção disputou torneio pela 1ª vez e agora busca vaga em Paris 2024


Pub­li­ca­do em 16/10/2022 — 17:00 Por Lin­coln Chaves — Repórter da EBC — São Paulo

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A seleção brasileira de rug­by em cadeira de rodas dis­putou o Campe­ona­to Mundi­al da modal­i­dade pela primeira vez. A par­tic­i­pação no torneio, real­iza­do em Vel­je (Dina­mar­ca), chegou ao fim no últi­mo sába­do (15), com a vitória por 48 a 44 sobre a Suíça, na dis­pu­ta pelo 11º lugar.

Neste domin­go (16), a Aus­trália se tornou bicam­peã ao vencer os Esta­dos Unidos (que bus­cav­am o pen­ta) por 58 a 55. A medal­ha de bronze ficou com o Japão, campeão da edição ante­ri­or, há qua­tro anos, que super­ou a anfitriã Dina­mar­ca por 61 a 57.

Ausente na Par­alimpía­da de Tóquio (Japão), o Brasil se garan­tiu no Mundi­al graças ao ter­ceiro lugar no Campe­ona­to das Améri­c­as, em março. Na primeira fase da com­petição em Vel­je, os brasileiros foram der­ro­ta­dos nas cin­co par­tidas do Grupo B. Entre os adver­sários, estiver­am, jus­ta­mente, a campeã Aus­trália (36 a 57) e os semi­fi­nal­is­tas Japão (37 a 58) e Dina­mar­ca (45 a 62). A seleção verde e amarela tam­bém não resis­tiu a Canadá (41 a 59) e Colôm­bia (36 a 54), rivais con­ti­nen­tais. A equipe ain­da brigou pelo nono lugar, mas foi super­a­da pela Ale­man­ha (42 a 53), antes da vitória sobre os suíços, a primeira na história.

“[O jogo com a Suíça] Foi muito aper­ta­do, par­el­ho. [O resul­ta­do] Traz um aca­len­to aos nos­sos corações, depois de jogos tão difí­ceis, com nos­sa primeira vitória. É um proces­so de apren­diza­do que a gente pre­cisa [pas­sar]. O Brasil está crescen­do e nos­sa meta, a par­tir de ago­ra, é clas­si­fi­car­mos sem­pre para campe­onatos impor­tantes, pois é isso que vai ele­var o rug­by brasileiro. Que seja o primeiro [Mundi­al] de muitos”, desta­cou José Hig­i­no, atle­ta e pres­i­dente da Asso­ci­ação Brasileira de Rug­by em Cadeira de Rodas (ABRC), em pub­li­cação no Insta­gram da enti­dade.

No ano que vem, os brasileiros terão pela frente os Jogos Para­pan-Amer­i­canos de San­ti­a­go (Chile), que clas­si­fi­cam o medal­hista de ouro à Par­alimpía­da. A úni­ca par­tic­i­pação nos Jogos foi em 2016, quan­do o even­to foi no Rio de Janeiro e o Brasil com­petiu como país-sede.

Modalidade

Rugby em cadeira de rodas
Repro­dução:  Seleção dis­putou torneio pela primeira vez e ago­ra bus­ca vaga em Paris 2024– Thel­ma Vidales/ABRC

O rug­by em cadeira de rodas é prat­i­ca­do por home­ns e mul­heres, sem divisão por gênero, com tetraple­gia ou grau ele­va­do de com­pro­me­ti­men­to físi­co-motor. Os atle­tas são divi­di­dos em sete class­es (de 0,5 ao 3,5, var­ian­do a cada meio pon­to). Quan­to menor o número da cat­e­go­ria, maior é a defi­ciên­cia. A soma das class­es dos atle­tas em quadra (qua­tro por time) não pode pas­sar de oito.

O jogo tem qua­tro perío­dos de oito min­u­tos e ocorre em uma quadra com dimen­sões de bas­quete (15 met­ros de largu­ra por 28 met­ros de com­pri­men­to). Os jogadores, para pon­tu­arem, devem ultra­pas­sar a lin­ha do gol adver­sário com as duas rodas da cadeira e a bola (semel­hante à do volei­bol) em mãos.

Edição: Aline Leal

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