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Ministro da Saúde pede que pais vacinem filhos contra a poliomielite

Repro­dução:  © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Marcelo Queiroga fez pronunciamento de rádio e TV neste domingo


Pub­li­ca­do em 06/11/2022 — 21:25 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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O Min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, fez um pro­nun­ci­a­men­to em cadeia de rádio e TV na noite deste domin­go (6) pedin­do para que pais e respon­sáveis vacin­em as cri­anças con­tra a poliomielite. Segun­do dados do min­istério, a cam­pan­ha de vaci­nação que ocor­reu em agos­to e setem­bro deste ano vaci­nou menos de 70% do públi­co-alvo, com­pos­to por cri­anças de zero a cin­co anos. A meta é imu­nizar 95% das cri­anças nes­sa faixa etária em todo o país.

“Faço um ape­lo aos pais, avós e respon­sáveis. Vacin­em suas cri­anças con­tra a poliomielite. Não podemos negar esse dire­ito ao futuro do nos­so Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, espe­cial­mente as nos­sas cri­anças, adoeçam e mor­ram de doenças para as quais existe vaci­na há tan­to tem­po.”

A poliomielite, tam­bém con­heci­da como par­al­isia infan­til, é uma doença con­ta­giosa agu­da cau­sa­da por um vírus que vive no intesti­no, o poliovírus, e que pode infec­tar cri­anças e adul­tos por meio do con­ta­to dire­to com fezes e secreções elim­i­nadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acon­te­cem as par­al­isias mus­cu­lares, os mem­bros infe­ri­ores são os mais atingi­dos.

“Há 32 anos a região das Améri­c­as é con­sid­er­a­da livre da poliomielite, mas infe­liz­mente as cober­turas vaci­nais estão cain­do no mun­do, assim como no nos­so Brasil”, disse Queiroga no pro­nun­ci­a­men­to. Segun­do ele, a baixa taxa de vaci­nação con­tra a doença foi agrava­da  pela pan­demia de covid-19.

“O Min­istério da Saúde está empen­hado para man­ter o Brasil livre da poliomielite”, desta­cou. O min­istro afir­mou que, durante a 30ª Con­fer­ên­cia San­itária Pan-Amer­i­cana da Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana da Saúde (OPAS), que ocor­reu em setem­bro, nos Esta­dos Unidos, o Brasil reforçou a neces­si­dade dos país­es amer­i­canos se mobi­lizarem para erradicar a enfer­mi­dade.

Queiroga lem­brou ain­da que na últi­ma sem­ana o gov­er­no lançou um plano de com­bate à poliomielite com o obje­ti­vo de orga­ni­zar o tra­bal­ho da União, dos esta­dos e dos municí­pios. Entre as ações pri­or­itárias está o for­t­alec­i­men­to da vig­ilân­cia epi­demi­ológ­i­ca e da vaci­nação.

“As vaci­nas con­tin­u­am disponíveis nos pos­tos de vaci­nação. É pos­sív­el sim atin­gir a meta. Para tan­to, é necessário o enga­ja­men­to dos gestores de saúde e da sociedade civ­il. Esta­dos como a Paraí­ba e o Amapá, por exem­p­lo, já vaci­naram mais de 90% do públi­co alvo”, afir­mou o min­istro.

Edição: Bruna Saniele

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