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Quase 4 milhões de pessoas vivem em áreas de risco no Brasil

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa do Serviço Geológico mostra 13 mil áreas de perigo


Pub­li­ca­do em 22/01/2023 — 08:33 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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O Brasil tem 3,9 mil­hões de pes­soas que vivem em 13.297 áreas de risco. Dessas, qua­tro mil local­i­dades são clas­si­fi­cadas como de “risco muito alto”, de desliza­men­tos e inun­dações, por exem­p­lo. Já o número de áreas clas­si­fi­cadas como de “risco alto” é de 9.291. Os dados podem ser visu­al­iza­dos no painel do Serviço Geológi­co do Brasil, vin­cu­la­do ao Min­istério de Minas e Ener­gia. 

Os esta­dos mais impacta­dos são San­ta Cata­ri­na, Minas Gerais, Espíri­to San­to e São Paulo. Um dos motivos é o fator geológi­co de rele­vo, expli­cou o coor­de­nador exec­u­ti­vo do Pro­gra­ma de Car­tografia de Áreas de Risco Geológi­co, Julio Lana, geól­o­go pesquisador do Serviço Geológi­co (SGB).

“Ess­es esta­dos têm grande parte do rele­vo car­ac­ter­i­za­do por áreas bas­tante mon­tan­hosas, os municí­pios estão par­cial­mente assen­ta­dos sobre ter­renos incli­na­dos, mor­ros e regiões ser­ranas e nat­u­ral­mente são áreas sujeitas a proces­sos de insta­bi­liza­ção de encostas — os desliza­men­tos. Além dis­so, são esta­dos que têm [áreas] hidro­grá­fi­cas con­sid­eráveis, com rios bas­tante impor­tantes e grandes ter­renos ocu­pa­dos nas mar­gens dess­es rios, o que sujei­ta a pop­u­lação a sofr­er com os even­tos de inun­dação”, disse Lana.

Acres­cen­tou que out­ro fator é que o mapea­men­to feito pelo SGB envolve mais municí­pios ness­es qua­tro esta­dos impacta­dos.

“Esse tra­bal­ho con­tem­plou cer­ca de 1.600 municí­pios no Brasil. Não são todos os municí­pios brasileiros que foram con­tem­pla­dos. E, den­tre os esta­dos que têm maior número de cidades mapeadas, estão jus­ta­mente San­ta Cata­ri­na, Minas Gerais, Espíri­to San­to e São Paulo. É inter­es­sante destacar que eles têm o maior número de áreas de risco e con­se­quente pop­u­lação nes­sas áreas jus­ta­mente porque têm o maior total de cidades mapeadas em com­para­ção com out­ros esta­dos”, salien­tou.

Prevenção de desastres

O Serviço Geológi­co do Brasil disponi­bi­liza o mapa online para pre­venção de desas­tres. O mapa apre­sen­ta a local­iza­ção e algu­mas car­ac­terís­ti­cas de área propen­sas a serem afe­tadas por even­tos adver­sos de natureza geológ­i­ca, como desliza­men­tos, inun­dações, enx­ur­radas, fluxo de detri­tos, quedas de blo­cos de rochas e erosões.

O mapea­men­to é feito para car­ac­teri­zar as áreas sujeitas a per­das ou danos decor­rentes da ação de even­tos de natureza geológ­i­ca, desta­cou o coor­de­nador. “Quan­do esse mapea­men­to é final­iza­do ele é envi­a­do para a Defe­sa Civ­il e out­ras insti­tu­ições do poder públi­co, respon­sáveis por tomar medi­das de pre­venção, como, por exem­p­lo, realizar as ações de mon­i­to­ria, aler­ta, desen­volver políti­cas públi­cas para pro­mover o orde­na­men­to ter­ri­to­r­i­al, ou seja, para evi­tar que novas áreas de risco sur­jam ness­es municí­pios. São as prin­ci­pais medi­das de pre­venção que esper­amos que sejam tomadas em decor­rên­cia do mapea­men­to”, afir­mou Lana.

O mapa não con­tem­pla a total­i­dade das cidades  brasileiras, e, sim, as 1.600 car­tografadas até o momen­to. Assim, podem exi­s­tir áreas sujeitas a desas­tres em local­i­dades ain­da não mapeadas pelo Serviço Geológi­co.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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