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Militar preso em operação disse que sabe quem mandou matar Marielle

Repro­dução: Agên­cia Brasil / EBC

PF investiga fraude em cartões de vacina e captou conversa


Pub­li­ca­do em 04/05/2023 — 00:48 Por André Richter — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O mil­i­tar da reser­va do Exérci­to Ail­ton Bar­ros, pre­so nes­ta quar­ta-feira (3) pela Polí­cia Fed­er­al (PF) na oper­ação sobre cartões de vaci­na frau­da­dos, disse que sabe quem man­dou matar a vereado­ra Marielle Fran­co. O crime ocor­reu em 2018. A afir­mação de Bar­ros foi fei­ta durante uma con­ver­sa entre o mil­i­tar e o então aju­dante de ordens de Bol­sonaro, Mau­ro Cid, tam­bém pre­so na oper­ação.

Em uma das con­ver­sas que foram cap­tadas com autor­iza­ção judi­cial pelos inves­ti­gadores, Ail­ton Bar­ros citou o nome do ex-vereador do Rio de Janeiro Marce­lo Sicil­iano, eximindo‑o de respon­s­abil­i­dade no assas­si­na­to de Marielle e Ander­son Gomes, motorista da vereado­ra na noite do crime.

Ao jus­ti­ficar que o ex-vereador não tem relação com o caso e que teria sido alvo de perseguição políti­ca, Bar­ros citou que sabe quem foi o respon­sáv­el pelo assas­si­na­to de Marielle. “Eu sei dessa história da Marielle, toda irmão, sei quem man­dou. Sei a p**** toda. Enten­deu? Está de bucha nes­sa para­da aí”, afir­mou.

A fala sobre o assas­si­na­to foi cap­ta­da aleato­ri­a­mente pela polí­cia e deve ser inves­ti­ga­da no inquéri­to especí­fi­co sobre o caso Marielle.

Em 14 de março de 2018, Marielle Fran­co e Ander­son Gomes foram balea­d­os den­tro do car­ro em que tran­si­tavam na região cen­tral do Rio de Janeiro. Há duas inves­ti­gações em cur­so. A primeira apu­ra quem são os man­dantes dos assas­si­natos. Em out­ro proces­so sobre inves­ti­gação, o poli­cial mil­i­tar refor­ma­do Ron­nie Lessa deve ser lev­a­do a júri pop­u­lar. Ele é acu­sa­do de ser um dos execu­tores do assas­si­na­to.

Sicil­iano foi alvo de bus­ca e apreen­são na man­hã des­ta quar­ta-feira. O nome dele foi envolvi­do na inves­ti­gação sobre o assas­si­na­to de Marielle e Ander­son por uma pes­soa que se iden­ti­fi­cou como teste­munha, mas que retirou as acusações pos­te­ri­or­mente.

Cartões de vacina

De acor­do com o rela­to da Polí­cia Fed­er­al (PF) na Oper­ação Venire, Cid artic­u­lou a emis­são de cartões fal­sos de vaci­nação para covid-19. Primeiro para sua esposa, Gabriela San­ti­a­go Cid, e suas duas fil­has, e depois para o ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro e sua fil­ha, menor de idade.

O ex-vereador, segun­do Bar­ros, teria inter­me­di­a­do a inserção de dados fal­sos no sis­tema do SUS para ben­e­fi­ciar a esposa de Cid, Gabriela San­ti­a­go Cid.

Na avali­ação dos inves­ti­gadores da PF, Ail­ton Bar­ros solic­i­tou que, em tro­ca da aju­da com os cartões de vaci­na, Cid inter­me­di­asse um encon­tro de Sicil­iano com o côn­sul dos Esta­dos Unidos para resolver um prob­le­ma com o vis­to do ex-vereador dev­i­do ao seu supos­to envolvi­men­to no caso Marielle.

A Agên­cia Brasil não con­seguiu con­ta­to com a defe­sa de Ail­ton Bar­ros.

Edição: Marce­lo Brandão

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