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Operação na TI Karipuna resulta em 12 indiciamentos e uma prisão

Repro­dução: © Polí­cia Fed­er­al / Divul­gação

Também houve autuação de 14 empresas


Pub­li­ca­do em 12/05/2023 — 12:03 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Oper­ação de reti­ra­da de inva­sores da Ter­ra Indí­ge­na Karipuna, em Rondô­nia, con­tabi­liza uma pes­soa pre­sa, 12 madeireiros indi­ci­a­dos e 14 empre­sas autu­adas, no primeiro dia de ação con­jun­ta da Polí­cia Fed­er­al, do Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) e da Fun­dação Nacional do Índio (Funai).

A oper­ação foi ini­ci­a­da nes­sa quin­ta-feira (11), mobi­lizan­do 80 poli­ci­ais fed­erais e 11 profis­sion­ais das demais insti­tu­ições. O obje­ti­vo foi iden­ti­ficar “pes­soas envolvi­das nas ativi­dades de lotea­men­to e com­er­cial­iza­ção ile­gal de ter­ras [gri­lagem] e em extração ile­gal de madeira do inte­ri­or”, infor­mou a PF.

Até o momen­to foram apreen­di­dos 7,4 mil m³ de madeira, mate­r­i­al que vale aprox­i­mada­mente R$1,2 mil­hão. Segun­do a PF, per­i­tos crim­i­nais fed­erais col­her­am amostras nos pátios das empre­sas, ten­do con­stata­do pos­síveis incon­sistên­cias entre as espé­cies de madeiras e as declar­ações ao Sis­tema Ofi­cial de Con­t­role de Pro­du­tos Flo­restais (Sis­d­of).

As ações ini­ci­adas ontem já resul­taram na apli­cação de R$ 1,51 mil­hão em mul­tas pelo Iba­ma. A PF acres­cen­ta que até o momen­to não hou­ve apreen­são ou inuti­liza­ção de maquinário.

“Durante as ações, os poli­ci­ais fed­erais atu­arão nos 12 maiores e prin­ci­pais pon­tos de aler­ta de des­mata­men­to exis­tentes no inte­ri­or da Ter­ra Indí­ge­na, bem como em 20 madeireiras e ser­rarias que ficam no entorno da Ter­ra Indí­ge­na Karipuna”, infor­mou a PF, na quin­ta-feira, ao anun­ciar a oper­ação.

Segun­do os inves­ti­gadores, as madeiras extraí­das do inte­ri­or da ter­ra indí­ge­na são ile­gal­mente com­er­cial­izadas pelas madeireiras e ser­rarias, “medi­ante um engen­hoso esque­ma fraud­u­len­to que esquen­ta a origem dos pro­du­tos flo­restais extraí­dos”.

Esse esque­ma é feito por meio de emis­sões e trans­fer­ên­cias sim­u­ladas de crédi­tos vir­tu­ais do Sis­d­of, “medi­ante a uti­liza­ção de laran­jas e planos de mane­jo fraud­u­len­tos em Rondô­nia e em out­ros esta­dos”, acres­cen­tou.

Edição: Kel­ly Oliveira

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