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Cinco estados somaram 449 casos de feminicídio em 2020

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© Mar­cos Santos/USP (Repro­dução)

Constatação é da Rede de Observatórios da Segurança


Pub­li­ca­do em 04/03/2021 — 08:25 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Cin­co esta­dos brasileiros tiver­am jun­tos, em 2020, 449 casos de fem­i­nicí­dio, ou seja, assas­si­na­to de mul­heres cometi­dos em função da víti­ma ser do gênero fem­i­ni­no. A con­statação é da Rede de Obser­vatórios da Segu­rança, que mon­i­to­ra a vio­lên­cia nos esta­dos de São Paulo, Per­nam­bu­co, da Bahia, do Rio de Janeiro e Ceará.

O estu­do, pub­li­ca­do hoje (4), mostra ain­da que foram reg­istra­dos 1.823 casos de vio­lên­cia con­tra a mul­her (incluin­do os fem­i­nicí­dios) ness­es locais, o que dá uma média de cin­co casos por dia. Em 58% dos casos de fem­i­nicí­dio e em 66% dos casos de agressão, os respon­sáveis eram os com­pan­heiros das víti­mas.

O bole­tim A Dor e a Luta: Números do Fem­i­nicí­dio foi pro­duzi­do a par­tir de notí­cias pub­li­cadas na impren­sa e de posta­gens em redes soci­ais. Em pelo menos três esta­dos, São Paulo, Per­nam­bu­co e Ceará, os reg­istros feitos pela Rede de Obser­vatórios da Segu­rança foram maiores do que os números ofi­ci­ais, divul­ga­dos pelas polí­cias.

No Ceará, por exem­p­lo, o estu­do con­sta­tou a existên­cia de 74% mais fem­i­nicí­dios do que os infor­ma­dos pela polí­cia cearense. Segun­do a Rede, uma expli­cação pos­sív­el é que os casos estão reg­istra­dos de for­ma erra­da: como homicí­dios em vez de fem­i­nicí­dios, por exem­p­lo.

De acor­do com o estu­do, o crime com maior número de reg­istros foi agressão/tentativa de fem­i­nicí­dio (753); segui­do por fem­i­nicí­dio; homicí­dio, isto é, o assas­si­na­to em que não foi pos­sív­el con­statar que a moti­vação era o gênero da víti­ma (298); vio­lên­cia sexual/estupro (217); agressão verbal/ameaça (98); tortura/sequestro/cárcere pri­va­do (81); ten­ta­ti­va de homicí­dio (43); out­ros (37); e balas per­di­das (31).

A pesquisa con­sta­tou que hou­ve momen­tos de pico de vio­lên­cia con­tra a mul­her durante o iso­la­men­to social, dev­i­do à pan­demia de covid-19.

A Rede de Obser­vatórios da Segu­rança, coor­de­na­da pelo Cen­tro de Estu­dos de Segu­rança e Cidada­nia (Cesec), tam­bém mon­i­torou 21 casos de mortes de pes­soas trans em 2020, dos quais 13 foram no Ceará, sete em São Paulo e um em Per­nam­bu­co.

Edição: Graça Adju­to

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