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Programa oferece bolsas integrais a diabéticos usuários do SUS

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© Arquivo/Agência Brasil (Repro­dução)

“Correndo pelo Diabetes” oferece atividade física multidisciplinar


Pub­li­ca­do em 25/03/2021 — 06:00 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Pro­gra­ma Cor­ren­do pelo Dia­betes (CPD), cri­a­do em 2017 por Bruno Her­man, por­ta­dor de dia­betes tipo 1, está ofer­e­cen­do bol­sas inte­grais de ativi­dade físi­ca mul­ti­dis­ci­pli­nar para pes­soas com a doença e seus famil­iares, que sejam aten­di­dos exclu­si­va­mente pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS). O val­or das ativi­dades atinge R$ 150 por mês, mas usuários do SUS podem ter bol­sas com até 100% de gra­tu­idade, infor­mou Her­man.

Ele expli­cou que o Pro­gra­ma Cor­ren­do pelo Dia­betes se des­ti­na a todos os cidadãos e não só aos por­ta­dores de dia­betes. Tra­ta-se de um pro­gra­ma mul­ti­dis­ci­pli­nar que englo­ba des­de o acom­pan­hamen­to de um edu­cador em dia­betes, aulas sem­anais de ioga, pre­scrição de treinos de cor­ri­da ou cam­in­ha­da, par­tic­i­pação em encon­tros vir­tu­ais temáti­cos. Atual­mente, o pro­gra­ma tem 70 par­tic­i­pantes ativos. Incluin­do ativi­dades pon­tu­ais, esse número sobe para 100.

Imple­men­ta­do pela primeira vez no quar­to trimestre de 2019, o pro­gra­ma é aprova­do pela Sociedade Brasileira de Dia­betes (SBD) e inte­gra atual­mente as ações do Depar­ta­men­to de Dia­betes, Esporte e Exer­cí­cio da enti­dade. Dados do Min­istério da Saúde rev­e­lam a existên­cia de mais de 16,8 mil­hões de pes­soas com a doença no Brasil, sendo que quase metade delas (46%) descon­hece o diag­nós­ti­co.

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Des­de o ano pas­sa­do, por causa da pan­demia de covid-19 e pela neces­si­dade de ampli­ação em nív­el nacional, o pro­gra­ma aderiu ao for­ma­to vir­tu­al. O fato de ser por­ta­dor de dia­betes tipo 1 fez com que Bruno Her­man decidisse cri­ar o pro­gra­ma. “Por eu enten­der, viv­er isso e recon­hecer a importân­cia e a neces­si­dade de pro­mover a saúde, prin­ci­pal­mente de inclusão das pes­soas com dia­betes, que ain­da são muito estigma­ti­zadas”.

O pro­gra­ma está disponív­el durante o ano todo e por ser um pro­je­to de impacto social, tem uma políti­ca de “para cada pagante, a gente tem um bol­sista”. Cer­ca de 2 mil pes­soas já par­tic­i­param do pro­je­to.

A endocri­nol­o­gista Denise Fran­co, con­sul­to­ra médi­ca do CPD que acom­pan­ha os tra­bal­hos des­de a fun­dação, afir­mou que a ativi­dade físi­ca reg­u­lar é um pilar essen­cial para o mane­jo do dia­betes. “O paciente que apos­tar na ativi­dade físi­ca, por meio de acom­pan­hamen­to da equipe do CPD, tem o respal­do de profis­sion­ais que enten­dem a doença e vivem diari­a­mente a condição. Por isso, o pro­je­to é tão rel­e­vante para pro­moção da saúde físi­ca e men­tal, além da inclusão que pro­por­ciona às pes­soas com dia­betes e seus famil­iares, o que facili­ta muito o trata­men­to”, disse ela.

Estímulo

Cor­ren­do pelo Dia­betes é uma orga­ni­za­ção sem fins lucra­tivos, que tem como obje­ti­vo estim­u­lar a práti­ca reg­u­lar de ativi­dade físi­ca como fer­ra­men­ta de pro­moção da saúde e inclusão da pes­soa que tem a doença. O pro­je­to surgiu “com o obje­ti­vo de aju­dar pes­soas que não tin­ham a pos­si­bil­i­dade de con­viv­er com out­ras que tin­ham a doença e neces­si­tavam de estí­mu­lo para a práti­ca da ativi­dade físi­ca. A gente perce­beu que a tro­ca entre pares, entre pes­soas que con­vivem com diag­nós­ti­cos semel­hantes, é muito impor­tante. Não só para mel­hor adesão ao trata­men­to, mas tam­bém para mel­hor qual­i­dade de vida”, afir­mou Bruno Her­man.

As ativi­dades ofer­e­ci­das pelo CPD podem ser con­heci­das nos endereços https://correndopelodiabetes.com/ e https://instagram.com/correndopelodiabetes.

Edição: Graça Adju­to

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