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Nº 2 do chavismo pede calma ao povo venezuelano após ataques dos EUA

Diosdado Cabello cobrou reação de organismos internacionais

Lucas Pordeus León — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 03/01/2026 — 12:44
Brasília
Brasília (DF), 03/01/2026 - Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello é visto em um pronunciamento em um video em sua rede social. Frame dcabellor/Instagram
Repro­dução: © Frame dcabellor/Instagram

O min­istro do Inte­ri­or da Venezuela, Dios­da­do Cabel­lo, pub­li­cou um vídeo no iní­cio da man­hã deste sába­do (3) cer­ca­do de mil­itares arma­dos pedin­do cal­ma e tran­quil­i­dade ao povo do país. Cabel­lo é con­sid­er­a­do o segun­do políti­co mais influ­ente da Venezuela, depois do pres­i­dente Nicolás Maduro.  

“Apelam­os à cal­ma entre o nos­so povo. Con­fiem na lid­er­ança do alto coman­do políti­co e mil­i­tar, na situ­ação que enfrenta­mos. Man­ten­ham a cal­ma, não deix­em ninguém sucumbir ao deses­pero, não deix­em ninguém facil­i­tar as coisas para o inimi­go inva­sor, o inimi­go ter­ror­ista que nos ata­cou covarde­mente”, afir­mou Cabel­lo.

O vídeo, grava­do antes do aman­hecer, foi real­iza­do após o ataque dos Esta­dos Unidos à Venezuela e do supos­to seque­stro do pres­i­dente Nico­las Maduro por mil­itares estadunidens­es. A vice-pres­i­dente do país, Del­cy Rodrigues, pediu que os EUA dessem pro­va da vida de Maduro e de sua esposa, Cil­ia Flo­res.

Dios­da­do Cabel­lo acres­cen­tou que os bom­bardeios atin­gi­ram áreas civis e que o país “sabe o que faz­er”.

“Aqui temos um povo orga­ni­za­do, um povo que sabe o que tem que faz­er. Esper­amos que o mun­do se man­i­feste con­tra este ataque, ou vocês, orga­ni­za­ções mundi­ais, organ­is­mos globais, recon­hecerão pub­li­ca­mente sua cumpli­ci­dade neste ataque inva­sor? Diante do assas­si­na­to de civis, das bom­bas cain­do sobre pré­dios, sobre lugares habita­dos por civis”, com­ple­tou o min­istro chav­ista.

Cabel­lo clas­si­fi­cou o ataque de “crim­i­noso” e “covarde” e afir­mou ain­da que o país está em com­ple­ta cal­ma após os bom­bardeios dos EUA, mas admi­tiu que o gov­er­no Trump teve uma vitória “par­cial”.

“O país está com­ple­ta­mente cal­mo. O que eles ten­taram faz­er com as bom­bas e mís­seis que lançaram, só con­seguiram par­cial­mente. E digo par­cial­mente porque esper­avam que o povo talvez se revoltasse, agisse com covar­dia. Aqui não há covardes”, afir­mou.

Entenda

O ataque dos Esta­dos Unidos con­tra a Venezuela mar­ca um novo episó­dio de inter­venções dire­tas de Wash­ing­ton na Améri­ca Lati­na. A últi­ma vez que os EUA invadi­ram um país lati­no-amer­i­cano foi em 1989, no Panamá, quan­do os mil­itares norte-amer­i­canos seques­traram o então pres­i­dente Manuel Nor­ie­ga, acusando‑o de nar­cotrá­fi­co.

Assim como fiz­er­am com Nor­ie­ga, os Esta­dos Unidos acusam Maduro de lid­er­ar um supos­to car­tel venezue­lano De Los Soles, sem apre­sen­tar provas. Espe­cial­is­tas em trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas ques­tion­am a existên­cia desse car­tel.

O gov­er­no de Don­ald Trump esta­va ofer­e­cen­do uma rec­om­pen­sa de US$ 50 mil­hões por infor­mações que lev­assem a prisão de Maduro.

Para críti­cos, a ação é uma medi­da geopolíti­ca para afas­tar a Venezuela de adver­sários globais dos Esta­dos Unidos, como Chi­na e Rús­sia, além de exercer maior con­t­role sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reser­vas de óleo com­pro­vadas do plan­e­ta.

 

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