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Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro

Ministro da Defesa venezuelano rechaçou ataque dos EUA

Paula Labois­sière – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 04/01/2026 — 15:49
Brasília
Venezuela’s President Nicolas Maduro, his wife Cilia Flores, Defence Minister Vladimir Padrino Lopez and Vice President Delcy Rodriguez attend a year-end salutation to military forces in La Guaira, Venezuela December 28, 2025. Miraflores Palace/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY.
Repro­dução: © Miraflo­res Palace

O min­istro da Defe­sa da Venezuela, Vladimir Padri­no, disse neste domin­go (4) que boa parte da equipe de segu­rança de Nico­las Maduro foi mor­ta “a sangue frio” durante o ataque per­pe­tra­do pelos Esta­dos Unidos, no sába­do (3), que cul­mi­nou com a cap­tura do pres­i­dente Nicolás Maduro. 

“Sol­da­dos, sol­dadas e cidadãos inocentes”, disse Padri­no, sem citar nomes ou números especí­fi­cos. A declar­ação foi fei­ta em vídeo, em que o min­istro aparece acom­pan­hado de mem­bros das Forças Armadas do país.

Ao ler um comu­ni­ca­do ofi­cial, Padri­no rechaçou a inter­venção norte-amer­i­cana no país e exigiu a lib­er­ação de Maduro, que está deti­do em Nova York, sob acusação de nar­coter­ror­is­mo.

Entenda

No sába­do (3), diver­sas explosões foram reg­istradas em bair­ros da cap­i­tal venezue­lana Cara­cas. Em meio ao ataque mil­i­tar, orquestra­do pelos Esta­dos Unidos, o pres­i­dente da Venezuela, Nico­las Maduro, e sua esposa, Cil­ia Flo­res, foram cap­tura­dos por forças de elite norte-amer­i­canas e lev­a­dos para Nova York.

O ataque mar­ca um novo episó­dio de inter­venções dire­tas norte-amer­i­canas na Améri­ca Lati­na. A últi­ma vez que os Esta­dos Unidos invadi­ram um país lati­no-amer­i­cano foi em 1989, no Panamá, quan­do seques­traram o então pres­i­dente Manuel Nor­ie­ga, acusando‑o de nar­cotrá­fi­co.

Assim como fiz­er­am com Nor­ie­ga, os Esta­dos Unidos acusam Maduro de lid­er­ar um supos­to car­tel venezue­lano chama­do De Los Soles, sem apre­sen­tar provas. Espe­cial­is­tas em trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas ques­tion­am a existên­cia do car­tel.

O gov­er­no de Don­ald Trump ofer­e­cia uma rec­om­pen­sa de US$ 50 mil­hões por infor­mações que lev­assem à prisão de Maduro.

Para críti­cos, a ação é uma medi­da geopolíti­ca para afas­tar a Venezuela de adver­sários globais dos Esta­dos Unidos, como Chi­na e Rús­sia, além de exercer maior con­t­role sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reser­vas de óleo com­pro­vadas do plan­e­ta.

 

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