...
sexta-feira ,16 janeiro 2026
Home / Saúde / Vacinação contra a gripe deve atingir 80 milhões de pessoas

Vacinação contra a gripe deve atingir 80 milhões de pessoas

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Campanha começa hoje e termina no dia 9 de julho


Pub­li­ca­do em 12/04/2021 — 09:17 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília
Atu­al­iza­do em 12/04/2021 — 12:11

O Min­istério da Saúde lançou hoje (12) a Cam­pan­ha Nacional de Vaci­nação con­tra a gripe influen­za. A pre­visão é de que a cam­pan­ha seja real­iza­da em três eta­pas e ter­mine em 9 de jul­ho, ten­do vaci­na­do cer­ca de 80 mil­hões de pes­soas dos gru­pos pri­or­itários, definidos segun­do critérios da Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS).

Durante o lança­men­to, o secretário de Vig­ilân­cia em Saúde, Arnal­do Medeiros, lem­brou que a vaci­na é segu­ra e efe­ti­va para a pre­venção da gripe influen­za, e que é por meio dela que se con­segue reduzir com­pli­cações, inter­nações e mor­tal­i­dade decor­rentes das infecções pelo vírus da influen­za.

Segun­do Medeiros, foi investi­do R$ 1,2 bil­hão para a com­pra dos imu­nizantes, a um cus­to de R$ 15 a dose. “A escol­ha dos gru­pos pri­or­itários a rece­berem essa vaci­na segue recomen­dação da OMS. Ess­es gru­pos fazem um quan­ti­ta­ti­vo de cer­ca de 80 mil­hões de pes­soas. Para chegar­mos a ele, dividi­mos a cam­pan­ha em três eta­pas”, disse o secretário referindo-se à cam­pan­ha cuja peça pub­lic­itária terá o slo­gan Eu Vou!.

Datas e grupos prioritários

A primeira eta­pa, entre os dias 12 de abril e 10 de maio, abrange cer­ca de 25 mil­hões de pes­soas. “Nela ter­e­mos como foco cri­anças com idade entre 6 meses e 6 anos; ges­tantes e mul­heres no perío­do até 45 dias após o par­to [puér­peras]; povos indí­ge­nas; e tra­bal­hadores da saúde”, infor­mou o secretário.

A segun­da eta­pa ocor­rerá entre os dias 11 de maio e 8 de jun­ho ten­do como públi­co-alvo idosos com mais de 60 anos e pro­fes­sores. Nela, cer­ca de 33 mil­hões de pes­soas dev­erão ser imu­nizadas.

A ter­ceira fase, entre 9 de jun­ho e 9 de jul­ho, abrangerá cer­ca de 22 mil­hões de pes­soas. Com­põem esse públi­co-alvo inte­grantes das Forças Armadas, de segu­rança e de sal­va­men­to; pes­soas com comor­bidades, condições clíni­cas espe­ci­ais ou com defi­ciên­cia per­ma­nente; cam­in­honeiros; tra­bal­hadores de trans­porte cole­ti­vo rodoviário; tra­bal­hadores por­tuários; fun­cionários do sis­tema de pri­vação de liber­dade; pop­u­lação pri­va­da de liber­dade; e ado­les­centes em medi­das socioe­d­uca­ti­vas.

O min­istério infor­ma que 7,3 mil­hões de dos­es foram entregues em 1° de abril, e que há pre­visão de uma nova entre­ga a par­tir do dia 14 de abril. “Esta ver­são pro­tege con­tra as três cepas de vírus que mais cir­cu­laram no hem­is­fério sul”, infor­mou o secretário.

Medeiros desta­cou que, em 2020, a cober­tu­ra vaci­nal con­tra a influen­za obteve suces­so e só não atingiu a meta de vaci­nar 90% das pes­soas nos gru­pos com­pos­tos por cri­anças com idade entre 6 meses e 6 anos e puér­peras.

Vacinação e covid-19

De acor­do com o secretário, as pes­soas devem dar prefer­ên­cia à vaci­na con­tra a covid-19, caso este­jam no grupo pri­or­itário esta­b­ele­ci­do para as duas vaci­nas. “É impor­tante que se respeite o inter­va­lo mín­i­mo de 14 dias entre as vaci­nas”, disse Medeiros.

Além dis­so, a recomen­dação é que pes­soas com quadro que sug­erem infecção por covid-19 devem adi­ar a vaci­nação con­tra a influen­za. Como a pio­ra clíni­ca pode ocor­rer até duas sem­anas após a infecção pelo novo coro­n­avírus, o ide­al é que a vaci­nação seja adi­a­da até a recu­per­ação clíni­ca total do quadro de covid-19 e, pelo menos, qua­tro sem­anas após o iní­cio dos sin­tomas ou qua­tro sem­anas a do resul­ta­do pos­i­ti­vo por PCR em pes­soas ass­in­tomáti­cas.

Confira o lançamento da campanha

Medidas preventivas

O secretário Arnal­do Medeiros acres­cen­tou que, além de se vaci­nar, a pop­u­lação pre­cisa ado­tar algu­mas medi­das pro­te­ti­vas con­tra a influen­za que são sim­i­lares às que pro­tegem con­tra o novo coro­n­avírus: lavar e higi­en­izar as mãos com fre­quên­cia, em espe­cial após tossir ou espir­rar; uti­lizar lenço descartáv­el para higiene nasal; cobrir nar­iz e boca quan­do espir­rar ou tossir; evi­tar tocar mucosas de olhos, nar­iz e boca; não com­par­til­har obje­tos de uso pes­soal como tal­heres, pratos, copos ou gar­rafas; man­ter os ambi­entes bem ven­ti­la­dos; e evi­tar con­ta­to próx­i­mo com pes­soas que apre­sen­tem sinais ou sin­tomas de gripes.

Contraindicações

Segun­do o Min­istério da Saúde, cri­anças que rece­ber­am pelo menos uma dose da vaci­na influen­za em anos ante­ri­ores devem rece­ber ape­nas uma dose em 2021. Doadores de sangue vaci­na­dos con­tra a influen­za devem ser con­sid­er­a­dos inap­tos para doação pelo perío­do de 48 horas após a imu­ni­ação. A vaci­na é tam­bém con­traindi­ca­da para cri­anças menores de 6 meses e para pes­soas com históri­co de aler­gia a seus com­po­nentes.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.
Repro­dução: O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, durante o lança­men­to da Cam­pan­ha Nacional de Vaci­nação con­tra a gripe., por Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Tam­bém pre­sente no lança­men­to da cam­pan­ha, o min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, desta­cou que o Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ção brasileiro “é patrimônio da nos­sa pop­u­lação” e que, no caso da vaci­nação con­tra a covid-19, o país está atingin­do a meta de vaci­nar 1 mil­hão de pes­soas por dia. “Nun­ca se enten­deu tan­to a importân­cia da imu­niza­ção no Brasil”, disse. “Mas infe­liz­mente não temos a quan­ti­dade de vaci­nas para apli­car­mos no topo de nos­sa capaci­dade, que é de 2,4 mil­hões de vaci­nas por dia”, com­ple­men­tou.

Queiroga aler­tou tam­bém sobre a importân­cia da segun­da dose da vaci­na: “é pre­ciso que quem não tomou a segun­da dose, que são muitos, pro­curem as salas de imu­niza­ção de seus municí­pios para tomarem a segun­da dose. Caso con­trário, o esforço que é tão cobra­do se perde. Só assim super­aremos essa emergên­cia san­itária que afe­ta nos­so país”.

Edição: Denise Griesinger

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor

Dor de cabeça, náusea e tontura estão entre os possíveis sinais Ana Cristi­na Cam­pos — …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d