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ANA: investimento em alertas de desastres evitam perdas financeiras

Repro­dução: © Tom/Pixabay

Levantamento foi divulgado nesta sexta, Dia Mundial da Água


Publicado em 22/03/2024 — 17:42 Por Daniella Almeida — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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A Agên­cia Nacional de Águas e Sanea­men­to Bási­co (ANA) apon­ta que a cada R$ 1 investi­do na imple­men­tação em áreas urbanas de sis­temas de aler­ta para even­tos climáti­cos extremos, como secas e inun­dações, pode evi­tar per­das e cus­tos de até R$ 661, em 8 anos.

Os dados são do lev­an­ta­men­to inédi­to Avali­ação de Cus­tos e Bene­fí­cios da Rede Hidrom­e­te­o­rológ­i­ca Nacional (RHN) – Estu­dos de Casos, lança­do nes­ta terça-feira (22), neste Dia Mundi­al da Água . O estu­do finan­cia­do pela ANA foi desen­volvi­do pelo Insti­tu­to de Pesquisas Hidráuli­cas da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS).

De acor­do com a agên­cia reg­u­lado­ra, o estu­do reforça a importân­cia do mon­i­tora­men­to hidrológi­co (níveis e vazões de rios e de chu­vas) e a neces­si­dade de se apri­morar a atu­ação da ANA na coor­de­nação da Rede Hidrom­e­te­o­rológ­i­ca Nacional (RHN).  Essa rede fornece dados que per­mitem con­hecer mel­hor o com­por­ta­men­to da água e do cli­ma no país, por meio do mon­i­tora­men­to de rios e de chu­vas em todo o Brasil. Ao todo, são mais de 4,7 mil estações de mon­i­tora­men­to, sendo aprox­i­mada­mente 1,9 mil estações flu­viométri­c­as (medem níveis e/ou vazões de rios) e 2,8 mil estações plu­viométri­c­as (medem chu­vas).

Para faz­er a análise de cus­tos e bene­fí­cios pro­por­ciona­dos, o estu­do abor­dou aspec­tos gerais do impacto das condições climáti­cas e hidrológ­i­cas em todas as ativi­dades pro­du­ti­vas na sociedade, como pro­dução agrí­co­la e indus­tri­al, ger­ação de ener­gia, trans­portes, infraestru­tu­ra e defe­sa civ­il e usuários do sanea­men­to bási­co.

Os dados e infor­mações da RHN per­mi­ti­ram o mapea­men­to de áreas inundáveis com os cál­cu­los dos perío­dos prováveis de retorno das ocor­rên­cias de even­tos extremos.

Com o mon­i­tora­men­to, o estu­do pre­tende sub­sidiar e qual­i­ficar a toma­da de decisões órgãos e enti­dades públi­cas e pri­vadas.

O estu­do rev­ela, porém, que nem todas as per­das decor­rentes de even­tos extremos podem ser evi­tadas, pois algu­mas situ­ações são demasi­ada­mente sev­eras nestes ambi­entes urbanos.

Casos

A pub­li­cação traz um lev­an­ta­men­to inédi­to real­iza­do nos municí­pios Sebastião do Caí e Mon­tene­gro, no Rio Grande do Sul, habit­ual­mente, sujeitos a cheias do rio Caí.

Neste caso, o estu­do con­cluiu que se as infor­mações forem empre­gadas no plane­ja­men­to urbano, por exem­p­lo, para restringir ocu­pações em áreas inundáveis, essas infor­mações pode­ri­am traz­er um retorno (em danos e per­das evi­tadas) de até R$ 14 para cada R$ 1 investi­do.

Quan­do o estu­do con­sid­era o caso da bacia hidro­grá­fi­ca do Rio Taquari-Antas, na porção nordeste do Rio Grande do Sul, con­clui que a cada R$ 1 apli­ca­do no custeio da rede de mon­i­tora­men­to de chu­vas e rios locais para pro­duzir os dados de mel­hor qual­i­dade, os bene­fí­cios podem chegar a R$ 106. Neste caso, as infor­mações vin­das do sis­tema de aler­ta na região podem reduzir os cus­tos decor­rentes da garan­tia físi­ca de peque­nas cen­trais hidrelétri­c­as (PCHs) e da ger­ação de ener­gia que a hidrelétri­ca é capaz de pro­duzir.

Out­ro resul­ta­do do lev­an­ta­men­to apon­ta que cada R$ 1 investi­do na RHN para disponi­bi­lizar dados ao proces­so decisório para oper­ação hidrelétri­ca na bacia do Rio Paraná pode traz­er um retorno de R$ 134.

O lev­an­ta­men­to da ANA tam­bém evolveu o impacto do plane­ja­men­to de revi­tal­iza­ção de bacias hidro­grá­fi­cas como da área da bacia hidro­grá­fi­ca do Arroio Castel­hano, no Rio Grande do Sul, por exem­p­lo, para definir políti­cas de inves­ti­men­tos de recur­sos, indi­can­do áreas pri­or­itárias para recebe-los, onde é menor a incerteza de inun­dações.

Conclusões

Para o poder públi­co os dados e infor­mações hidrológi­cos foram con­sid­er­a­dos necessários não ape­nas para o mapea­men­to de áreas de inun­dação e de risco, mas sobre­tu­do para a con­fig­u­ração e oper­ação de Sis­temas de Aler­ta e Respos­ta que irão ori­en­tar a Defe­sa Civ­il local em ações para pro­teção da pop­u­lação e do patrimônio. “Quan­to mel­hor a disponi­bil­i­dade dess­es dados para o poder públi­co local/regional, maior o con­hec­i­men­to sobre os riscos de inun­dação das áreas ocu­padas e mel­hor a capaci­dade de pre­v­er even­tos críti­cos, resul­tan­do em maiores danos evi­ta­dos, menores riscos à vida das pes­soas e menores os cus­tos de oper­ação de Sis­temas de Aler­ta e Respos­ta (Defe­sa Civ­il)”, diz o estu­do.

Por fim, o estu­do defende os inves­ti­men­tos na imple­men­tação e manutenção dos sis­temas de aler­ta da RHN para que gov­er­no e a sociedade pos­sam gerir estrate­gi­ca­mente os recur­sos nat­u­rais, espe­cial­mente a água, diminuir riscos e cus­tos e garan­tir a esta­bil­i­dade e segu­rança hídri­ca e cresci­men­to econômi­co sus­ten­ta­do.

Edição: Aline Leal

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