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Avião com 1,5 milhão de doses da Janssen chega amanhã, diz ministro

Audiência pública com a comissão temporária de covid-19 do Senado Federal.Brasília-DF, 21/06/2021 Foto: Walterson Rosa/MS
Repro­dução: © Wal­ter­son Rosa/MS

Imunizante da Janssen contra covid-19 tem dose única


Pub­li­ca­do em 21/06/2021 — 12:38 Por Felipe Pontes — Repórter da Agên­cia Brasil* — Brasília

Atu­al­iza­do em 21/06/2021 — 15:29

O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, anun­ciou hoje (21), em Brasília, que um avião com 1,5 mil­hão de dos­es da vaci­na con­tra covid-19, da far­ma­cêu­ti­ca Janssen, deve chegar ao Brasil às 6h45 de aman­hã (22), no aero­por­to de Vira­co­pos, em Camp­inas (SP). 

O anún­cio foi feito após uma pre­visão ini­cial, de rece­ber 3 mil­hões de dos­es até 15 de jun­ho, não ter sido con­fir­ma­da. De acor­do com o Min­istério da Saúde, o envio foi can­ce­la­do pela própria Janssen, que não teria expli­ca­do os motivos.

Queiroga afir­mou que a vaci­na da Janssen “é muito útil” por ser de dose úni­ca, pro­por­cio­nan­do uma vaci­nação “mais ráp­i­da” da pop­u­lação. Ele não detal­hou se as dos­es da vaci­na da Janssen serão dire­cionadas a algum grupo especí­fi­co.

As declar­ações foram dadas durante audiên­cia públi­ca da Comis­são Tem­porária da Covid-19, no Sena­do. O min­istro voltou a afir­mar que o gov­er­no plane­ja a vaci­nação — com ao menos uma dose — de todos os adul­tos até setem­bro, e a imu­niza­ção com­ple­ta de todas as pes­soas aci­ma de 18 anos até dezem­bro.

Para isso, a pre­visão é dis­tribuir 60 mil­hões de dos­es em agos­to e out­ros 60 mil­hões em setem­bro, além das 41 mil­hões con­fir­madas pela pas­ta para jul­ho. O crono­gra­ma detal­ha­do, con­tu­do, ain­da não foi divul­ga­do pelo min­istério.

“A gente ain­da não divul­gou o cal­endário detal­ha­do dess­es imu­nizantes nos out­ros meses [agos­to e setem­bro] porque ain­da não temos con­fir­mação dos lab­o­ratórios”, disse o secretário-exec­u­ti­vo da pas­ta, Rodri­go Cruz.

Revacinação

O min­istro Marce­lo Queiroga foi ques­tion­a­do por senadores sobre notí­cias segun­do as quais o Min­istério da Saúde estaria pre­ocu­pa­do com a baixa eficá­cia da vaci­na Coro­n­aVac na pop­u­lação idosa, e se have­ria a neces­si­dade de revaci­nação dessa faixa etária.

Os par­la­mentares per­gun­taram tam­bém se o min­istério con­sid­era não assi­nar novos con­tratos de aquisição do imu­nizante, desen­volvi­do pela chi­ne­sa Sino­vac e fab­ri­ca­da no Brasil pelo Insti­tu­to Butan­tan.

O min­istro afir­mou que a neces­si­dade de uma even­tu­al revaci­nação, em qual­quer faixa etária ou grupo da pop­u­lação, pre­cisa ser esclare­ci­da por estu­dos cien­tí­fi­cos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. “Pesquisas estão em encam­in­hamen­to. E o que o Min­istério da Saúde tem que faz­er é se pro­gra­mar para ter vaci­nas disponíveis para aplicar, num cur­to espaço de tem­po, no ano de 2022, se for o caso”, disse.

Ele citou um estu­do em anda­men­to na cidade de Ser­rana (SP), cuja pop­u­lação foi toda vaci­na­da com a Coro­n­aVac. O min­istro negou haver descon­fi­ança em relação ao imu­nizante.  “Não há nen­hum tipo de mudança de estraté­gia em relação a esse imu­nizante”, afir­mou.

“O fato é que essa vaci­na tem sido útil para o Plano Nacional de Imu­niza­ção, e essa é a posição ofi­cial do Min­istério da Saúde, até que exista algum dado cien­tí­fi­co que faça com que nós ten­hamos uma posição diver­sa”, acres­cen­tou Queiroga.

Outros assuntos

Durante a audiên­cia, o min­istro tam­bém negou que haja fal­has no mon­i­tora­men­to da vari­ante delta do novo coro­n­avírus. Essa vari­ante, iden­ti­fi­ca­da primeiro na Índia, tem sido temi­da por, aparente­mente, apre­sen­tar maior poten­cial de con­tá­gio e hos­pi­tal­iza­ção.

Ele con­fir­mou a iden­ti­fi­cação de ao menos nove casos da vari­ante delta no Brasil, mas afir­mou que todos são mon­i­tora­dos e que “não há qual­quer indí­cio de trans­mis­são comu­nitária dessa vari­ante no Brasil”.

A respeito do retorno às aulas pres­en­ci­ais na rede públi­ca de ensi­no, Queiroga desta­cou que não con­sid­era necessário ter 100% dos pro­fes­sores vaci­na­dos, uma vez que, com per­centu­ais supe­ri­ores a 80%, já seria pos­sív­el con­tro­lar a trans­mis­são da doença por meio do mon­i­tora­men­to de casos.

Ele afir­mou que deve se reunir em breve com o min­istro da Edu­cação, Mil­ton Ribeiro, o min­istro-chefe da Casa Civ­il, Luiz Eduar­do Ramos, e o advo­ga­do-ger­al da União, André Men­donça, para dis­cu­tir a pos­sív­el vol­ta de aulas pres­en­ci­ais em todo o Brasil a par­tir do segun­do semes­tre. “Isso já tem acon­te­ci­do em alguns esta­dos e na própria ini­cia­ti­va pri­va­da”, disse.

*Matéria atu­al­iza­da para cor­ri­gir a declar­ação do min­istro Queiroga. O cor­re­to é que toda a pop­u­lação adul­ta dev­erá ser vaci­na­da, e não 70% como reg­istra­do ini­cial­mente.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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