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Covid-19: terceira onda é uma preocupação, afirma ministro da Saúde

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Repro­dução: © Pablo Valadares/Câmara dos Dep­uta­dos

Queiroga disse que pode haver a necessidade de ações mais restritivas


Pub­li­ca­do em 26/05/2021 — 15:10 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, disse hoje (26), em Brasília, que a pos­si­bil­i­dade de uma ter­ceira onda da pan­demia de covid-19 é uma pre­ocu­pação. Frisou que o Min­istério da Saúde está aten­to aos sinais sobre a evolução dos casos de covid-19 no país.

Ao ser per­gun­ta­do sobre a pos­si­bil­i­dade de avanço da crise san­itária em razão da sinal­iza­ção no aumen­to de casos da doença, Queiroga afir­mou que o cenário pode estar ocor­ren­do em razão do afroux­a­m­en­to de medi­das de restrição à cir­cu­lação de pes­soas e dis­tan­ci­a­men­to social ou efeito de nova vari­ante.

“É uma pre­ocu­pação. Nós assis­ti­mos ago­ra a uma redução daque­la tendên­cia de que­da de óbitos e isso pode se dev­er a uma flex­i­bi­liza­ção das medi­das de blo­queio”, obser­vou.

“Está­va­mos com medi­da de blo­queio e aí, como hou­ve uma redução da pressão sobre o sis­tema de saúde e mais disponi­bil­i­dades de leitos de UTI [Unidade de Ter­apia Inten­si­va], então se flex­i­bi­liza e, quan­do se flex­i­bi­liza, pode haver uma tendên­cia de aumen­to de casos”, expli­cou.

Segun­do o min­istro, out­ra pos­si­bil­i­dade é a da pre­sença de vari­ante do novo coro­n­avírus no país. Nes­ta quar­ta-feira, o Insti­tu­to Adol­fo Lutz iden­ti­fi­cou um caso da vari­ante indi­ana da covid-19, a B.1.617.2, em São Paulo. Este é o segun­do caso da vari­ante reg­istra­do no país. O primeiro foi con­fir­ma­do na quin­ta-feira (20), no Maran­hão. Segun­do o min­istro, a pas­ta está real­izan­do o mon­i­tora­men­to dos casos.

“Então essa diminuição de que­da [de casos] em alguns locais pode refle­tir isso [flex­i­bi­liza­ção das medi­das de blo­queio], mas tam­bém pode ser efeito de uma vari­ante, por exem­p­lo. Não temos essa respos­ta ain­da. O Min­istério da Saúde fica vig­i­lante para que pos­sa se ori­en­tar. E vamos tra­bal­har jun­tos para que se pos­sa evi­tar essa ter­ceira onda.”

Medidas restritivas

Queiroga disse que o min­istério está fazen­do a vig­ilân­cia genômi­ca dos casos e que pode haver neces­si­dade de adoção de medi­das mais restri­ti­vas em regiões do país.

“Essa vig­ilân­cia genômi­ca é fei­ta. Nós esta­mos aten­tos. De acor­do com a situ­ação epi­demi­ológ­i­ca de cada região, pode ser necessário que se adote uma medi­da mais restri­ti­va, que fica a car­go da autori­dade munic­i­pal”, argu­men­tou.

Durante a audiên­cia con­jun­ta nas Comis­sões de Fis­cal­iza­ção e Con­t­role e de Defe­sa do Con­sum­i­dor da Câmara dos Dep­uta­dos, o min­istro da Saúde disse que estão sendo tomadas medi­das para a manutenção dos leitos de UTI e tam­bém para a com­pra de insumos do chama­do kit entubação.

Além dos pregões para a com­pra dos insumos, a pas­ta tam­bém adquir­iu, por meio de parce­ria com a Orga­ni­za­ção Panamer­i­cana da Saúde (Opas) 2,5 mil­hões de itens do kit.

“Dess­es, 800 mil já estão no Brasil, depen­dentes ape­nas de aspec­tos doc­u­men­tais para serem dis­tribuí­dos”, detal­hou.

Sequelas

Segun­do Marce­lo Queiroga, a manutenção dos leitos é impor­tante dev­i­do a seque­las deix­adas pelo vírus a lon­go pra­zo. Ele jus­ti­fi­cou a ini­cia­ti­va argu­men­tan­do que deve haver, depois da pan­demia, uma onda de doenças crôni­cas como hiperten­são e dia­betes.

O min­istro obser­vou que a manutenção dos leitos tam­bém vai dar vazão para a deman­da de real­iza­ção de cirur­gias ele­ti­vas, que estão, na sua maio­r­ia, sus­pen­sas em razão da pan­demia.

“O desafio é man­ter leitos habil­i­ta­dos porque vamos ter pressão por doenças car­dio­vas­cu­lares, a questão das cirur­gias ele­ti­vas. Esse é o nos­so desafio”, especi­fi­cou.

Vacinas

O min­istro tam­bém foi ques­tion­a­do sobre a sus­pen­são das patentes de vaci­nas, em dis­cussão na Orga­ni­za­ção Mundi­al do Comér­cio (OMC). A ini­cia­ti­va tem como meta per­mi­tir a acel­er­ação da pro­dução de imu­nizantes em país­es em desen­volvi­men­to. No iní­cio do mês, a medi­da rece­beu o apoio do pres­i­dente dos Esta­dos Unidos, Joe Biden. Na sequên­cia, a Chi­na tam­bém apoiou a que­bra de patentes.

“Se tivésse­mos aqui no Brasil condições de pro­duzir vaci­nas com esse licen­ci­a­men­to com­pul­sório seria exce­lente, mas nós não temos. Mes­mo que hou­vesse esse licen­ci­a­men­to com­pul­sório, o Brasil não começaria a pro­duzir vaci­nas ime­di­ata­mente”, afir­mou.

A seguir, o min­istro falou sobre o anún­cio dos Esta­dos Unidos de que vão doar parte dos imu­nizantes adquiri­dos para out­ros país­es. Queiroga disse acred­i­tar que não vai haver doação de vaci­nas para o Brasil e que o desafio do min­istério é ante­ci­par as entre­gas dos imu­nizantes já con­trata­dos.

“Sendo prag­máti­co: os Esta­dos Unidos não vão doar dos­es de vaci­nas para o Brasil, até porque o Brasil com­prou dos­es das indús­trias amer­i­canas. O que quer­e­mos é ante­ci­par essas dos­es. E esse é o nos­so esforço”, final­i­zou.

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Edição: Kle­ber Sam­paio

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