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“Dia histórico para a democracia brasileira”, diz família de Marielle

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Operação cumpre três mandados de prisão preventiva


Publicado em 24/03/2024 — 10:43 Por Vinicius Lisboa — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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prisão dos sus­peitos de serem os man­dantes do assas­si­na­to da vereado­ra Marielle Fran­co e do motorista Ander­son Gomes tor­na este domin­go (24) um dia históri­co para a democ­ra­cia brasileira, disse em nota a família da vereado­ra. O tex­to clas­si­fi­ca as prisões como mais um pas­so para a elu­ci­dação do crime e pon­dera que há muito a ser esclare­ci­do e inves­ti­ga­do.

“É impor­tante não per­der­mos de vista que até o momen­to ninguém foi efe­ti­va­mente respon­s­abi­liza­do por esse crime, entre os apon­ta­dos como execu­tores e man­dantes. Todas as prisões são pre­ven­ti­vas e ain­da há mui­ta coisa a ser inves­ti­ga­da e elu­ci­da­da, prin­ci­pal­mente sobre o esclarec­i­men­to das moti­vações de um crime tão cru­el como esse. Mas, os esforços coor­de­na­dos das autori­dades são uma cen­tel­ha de esper­ança para nós famil­iares”.

Na man­hã deste domin­go (24/03), a oper­ação Mur­der Inc. cumpre três man­da­dos de prisão pre­ven­ti­va e 12 man­da­dos de bus­ca e apreen­são, expe­di­dos pelo Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), todos na cidade do Rio de Janeiro. De acor­do com fontes lig­adas à inves­ti­gação, foram pre­sos Domin­gos Brazão, atu­al con­sel­heiro do Tri­bunal de Con­tas do Rio, Chiquin­ho Brazão, dep­uta­do fed­er­al do Rio, e Rival­do Bar­bosa, ex-chefe da Polí­cia Civ­il do Rio.

A oper­ação inclui o Min­istério Públi­co do Esta­do do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Força-Tare­fa do Grupo de Atu­ação Espe­cial­iza­da de Com­bate ao Crime Orga­ni­za­do para o caso Marielle Fran­co e Ander­son Gomes (GAECO/FTMA), a Polí­cia Fed­er­al e a Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca.

Confira a nota na íntegra:

Neste Domin­go de Ramos (24), dia de cel­e­brar nos­sa fé, a luta por justiça, e na litur­gia o domin­go que ante­cede a Pás­coa sobre recomeços e ressur­reição, acor­damos com a notí­cia da oper­ação con­jun­ta da Procu­rado­ria Ger­al da Repúbli­ca, Min­istério Públi­co do Rio de Janeiro e da Polí­cia Fed­er­al.

Hoje é um dia históri­co para a democ­ra­cia brasileira e um pas­so impor­tante na bus­ca por justiça no caso de Marielle e Ander­son. São mais de 6 anos esperan­do respostas sobre quem man­dou matar Marielle e o por quê?.

Marielle era uma par­la­men­tar elei­ta com mais de 46 mil votos na Cidade do Rio de Janeiro e tin­ha uma atu­ação volta­da à garan­tia de dire­itos para a pop­u­lação flu­mi­nense e mel­ho­ria das condições de vida de toda a cidade, com atenção para aque­las e aque­les que comu­mente tem seus dire­itos fun­da­men­tais vio­la­dos: moradores das fave­las e per­ife­rias, pes­soas negras, mul­heres, tra­bal­hadores infor­mais. Sua luta era por justiça social, garan­tia de dire­itos bási­cos para a pop­u­lação. E é por essa razão que sua luta não ter­mi­na com seu bár­baro assas­si­na­to e de seu motorista, Ander­son.

A res­olução do caso é cen­tral para nós, mas não ape­nas. Hoje, falam­os da importân­cia des­ta respos­ta para todo o Brasil, os eleitores de Marielle, para defen­so­ras e defen­sores de dire­itos humanos e para a pop­u­lação mais vul­ner­a­bi­liza­da desse país.

É impor­tante não per­der­mos de vista que até o momen­to ninguém foi efe­ti­va­mente respon­s­abi­liza­do por esse crime, entre os apon­ta­dos como execu­tores e man­dantes.  Todas as prisões são pre­ven­ti­vas e ain­da há mui­ta coisa a ser inves­ti­ga­da e elu­ci­da­da, prin­ci­pal­mente sobre o esclarec­i­men­to das moti­vações de um crime tão cru­el como esse. Mas, os esforços coor­de­na­dos das autori­dades são uma cen­tel­ha de esper­ança para nós famil­iares.

Recon­hece­mos o empen­ho da Procu­rado­ria Ger­al da Repúbli­ca, da Polí­cia Fed­er­al, do Min­istério Públi­co do Esta­do do Rio de Janeiro e do Min­istro Alexan­dre de Moraes do STF para avançar por respostas sobre o caso, ago­ra aguardamos o resul­ta­do da con­dução da inves­ti­gação e a even­tu­al denún­cia dos man­dantes e de todos os respon­sáveis pelas obstruções da justiça.

Neste dia de dor e esper­ança, nos­sa família segue lutan­do por justiça. Nada trará nos­sa Mari de vol­ta, mas esta­mos a um pas­so mais per­to das respostas que tan­to alme­jamos.

Com esper­ança e luta,

Marinete, Anielle, Antônio e Luyara.

Edição: Lílian Beral­do

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