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Em dois dias, Comlurb recolhe 110 toneladas de resíduos no Rock in Rio

Repro­dução: © Divulgação/Comlurb

Todo material reciclável será encaminhado à cooperativas de catadores


Pub­li­ca­do em 04/09/2022 — 17:11 Por Alana Gan­dra – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A Com­pan­hia Munic­i­pal de Limpeza Urbana (Com­lurb) recol­heu 110,5 toneladas de resí­du­os nos dois primeiros dias da nona edição do fes­ti­val de músi­ca Rock in Rio, que começou na últi­ma sex­ta-feira (2) no Par­que Olímpi­co, na Bar­ra da Tiju­ca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, reunin­do grandes nomes da músi­ca nacional e inter­na­cional.

A com­pan­hia tra­bal­ha diari­a­mente no local com cer­ca de mil garis, na parte inter­na, na gestão de resí­du­os do even­to com a var­rição das áreas de cir­cu­lação do públi­co, gra­ma­dos, praças de ali­men­tação, área VIP, basti­dores, are­nas e veló­dro­mo. Out­ros 181 garis atu­am na parte exter­na, incluin­do as vias de aces­so à Cidade do Rock.

A Com­lurb responde ain­da pela des­ti­nação cor­re­ta do lixo ger­a­do, com os resí­du­os poten­cial­mente reci­cláveis sendo dire­ciona­dos a coop­er­a­ti­vas de cata­dores escol­hi­das pelos orga­ni­zadores do fes­ti­val e cre­den­ci­adas jun­to à empre­sa, que fazem a com­er­cial­iza­ção com empre­sas reci­clado­ras, geran­do emprego e ren­da.

Os resí­du­os orgâni­cos são lev­a­dos para o Eco­Pon­to do Caju da Com­lurb, onde são uti­liza­dos para com­postagem e trans­for­ma­dos em biogás para ger­ação de ener­gia, bio­com­bustív­el ou condi­cionador de solos, na unidade de bio­metaniza­ção, a primeira da Améri­ca Lati­na. Para facil­i­tar o descarte cor­re­to de resí­du­os, cer­ca de dois mil con­têineres foram dis­tribuí­dos, tan­to na parte inter­na quan­to na parte exter­na da Cidade do Rock.

Sustentabilidade

Das 110,5 toneladas de resí­du­os recol­hi­das pela Com­lurb até ago­ra, 37,98 toneladas de reci­cláveis foram encam­in­hados à start­up Reuti­liza Já e à Asso­ci­ação Nacional de Cata­dores e Cata­do­ras de Mate­ri­ais Reci­cláveis (Ancat), que vão garan­tir a ras­tre­abil­i­dade dos resí­du­os durante o Rock in Rio 2022 e a sus­tentabil­i­dade do even­to.

Para isso, será usa­da a tec­nolo­gia blockchain (mecan­is­mo de ban­co de dados avança­do que per­mite o com­par­til­hamen­to trans­par­ente de infor­mações). Integra­da à prestação de serviços das coop­er­a­ti­vas de cata­dores de mate­ri­ais reci­cláveis, essa tec­nolo­gia per­mite que cada mate­r­i­al descar­ta­do no lixo pos­sa ser acom­pan­hado, medi­do, sep­a­ra­do, pesa­do e encam­in­hado para o des­ti­no cer­to.

O obje­ti­vo é garan­tir a ras­tre­abil­i­dade dos resí­du­os, des­de o momen­to do con­sumo no fes­ti­val até as coop­er­a­ti­vas de reci­clagem e, destas, pos­te­ri­or­mente, até as indús­trias, para trans­for­má-los em matéria-pri­ma nova­mente para pro­dução de embal­a­gens de novos pro­du­tos, garan­ti­n­do a cir­cu­lar­i­dade dos mate­ri­ais. Do total de 37,98 toneladas de resí­du­os reci­cláveis encam­in­hadas aos cata­dores, a maior parte (20,94 toneladas) é plás­ti­co, segui­da de alumínio (5 toneladas).

O fun­dador e dire­tor exec­u­ti­vo da Reuti­liza Já, Hum­ber­to Bahia, disse hoje (4) à Agên­cia Brasil que não bas­ta encam­in­har os resí­du­os para a reci­clagem. “Tem que infor­mar e edu­car e, depois da comu­ni­cação mais human­iza­da, a gente tem que medir isso, tornar essa medição cada vez mais efi­ciente através de tec­nolo­gia”.

A tec­nolo­gia blockchain aju­da a cer­ti­ficar que os números obti­dos são reais e que não hou­ve desvios de mate­ri­ais até as indús­trias. “Depois da medição, a gente vai reaproveitar e encam­in­har para os trans­for­madores que chegam na indús­tria. Depois, isso retor­na para a sociedade”, desta­cou Bahia.

O dire­tor da Reuti­liza Já afir­mou que ao final do proces­so, será pos­sív­el saber quan­tas árvores foram preser­vadas e quan­to foi a econo­mia em ter­mos de água e de ener­gia, por exem­p­lo. A ideia é, sem uti­lizar ter­mos muito téc­ni­cos, con­seguir pas­sar para a pop­u­lação os resul­ta­dos alcança­dos.

Para Hum­ber­to Bahia, o nív­el de ras­tre­abil­i­dade e transparên­cia da gestão de resí­du­os des­ta edição do Rock in Rio é inédi­to no mun­do: “Não tem coisa mais atu­al do que a gente tratar do que é nos­so, do plan­e­ta. Acho que o Rock in Rio está sem­pre uns pass­in­hos na frente”.

Placar

A Ancat opera o maior pro­gra­ma de logís­ti­ca rever­sa do país, o Reci­clar pelo Brasil, em colab­o­ração com 17 grandes empre­sas do país. O pres­i­dente da enti­dade, Rober­to Rocha, afir­mou que a maior difer­ença do atu­al pro­je­to do Rock in Rio é que ago­ra a tec­nolo­gia da oper­ação per­mite o acom­pan­hamen­to de cada eta­pa, garan­ti­n­do a cir­cu­lar­i­dade do mate­r­i­al.

“A nova tec­nolo­gia insere um novo serviço presta­do pela cat­e­go­ria em uma era dig­i­tal, sendo um momen­to ino­vador, uma solução úni­ca e pio­neira em todo o mun­do, pro­moven­do pro­tag­o­nis­mo dos cata­dores den­tro da econo­mia cir­cu­lar e das exigên­cias do ESG (gov­er­nança ambi­en­tal, social e cor­po­ra­ti­va), e con­tribuin­do para a ger­ação de ren­da e val­oriza­ção profis­sion­al”. Rocha con­cluiu que esse é um grande lega­do social não ape­nas para futur­os even­tos, mas para o plan­e­ta.

Ao fim do 9º Rock in Rio, será imple­men­ta­do o Placar da Reci­clagem. Tra­ta-se de uma cal­cu­lado­ra socioam­bi­en­tal que dimen­siona o impacto da ini­cia­ti­va a par­tir da divul­gação indi­cadores de desem­pen­ho e métri­c­as socioam­bi­en­tais cien­tifi­ca­mente val­i­dadas.

Após as atrações deste domin­go (4), o Rock in Rio retor­na na próx­i­ma quin­ta-feira (8) até domin­go (11) que vem.

Edição: Denise Griesinger

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