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Invasão militar na Venezuela partiu de 20 bases e usou 150 aeronaves

Maduro e esposa se renderam sem reagir, disse general da operação

Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 03/01/2026 — 16:54
Brasília
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Repro­dução Logo Ag. Brasil / EBC

O chefe do Esta­do-Maior Con­jun­to das Forças Armadas dos Esta­dos Unidos (EUA), gen­er­al Daniel Caine, detal­hou neste sába­do (3), em declar­ação à impren­sa, todo o proces­so de preparação e exe­cução da invasão mil­i­tar que resul­tou na cap­tura do ago­ra pres­i­dente depos­to da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flo­res.

Ambos estari­am, neste momen­to, cus­to­di­a­dos em um navio da Mar­in­ha norte-amer­i­cana e em deslo­ca­men­to para Nova York. O efe­ti­vo empre­ga­do no ataque, que foi defla­gra­do ain­da na noite des­ta sex­ta-feira (2), con­tou com 150 aeron­aves que par­ti­ram de 20 bases mil­itares no con­ti­nente.

“Às 22h46, horário do Leste, ontem à noite, o pres­i­dente orde­nou que as Forças Armadas dos Esta­dos Unidos prosseguis­sem com a mis­são. Ele nos disse — e apre­ci­amos isso, sen­hor pres­i­dente, ‘boa sorte e que Deus os acom­pan­he’. Essas palavras foram trans­mi­ti­das a toda a força con­jun­ta”, descreveu o gen­er­al.

De acor­do com o rela­to, ao lon­go da noite, aeron­aves começaram a deco­lar de 20 bases difer­entes, em ter­ra e no mar, por todo o Hem­is­fério Oci­den­tal.

“No total, mais de 150 aeron­aves — bom­bardeiros, caças, platafor­mas de inteligên­cia, recon­hec­i­men­to e vig­ilân­cia, aeron­aves de asas rota­ti­vas — estavam no ar. Mil­hares e mil­hares de horas de exper­iên­cia estavam em voo”, disse o gen­er­al, que denomi­nou a inter­venção como Oper­ação Res­olução Abso­lu­ta (Oper­a­tion Absolute Resolve, no ter­mo em inglês).

Caine afir­mou que a “mis­são foi plane­ja­da de for­ma metic­u­losa” por meses, extrain­do lições de décadas de oper­ações real­izadas pelas forças mil­itares do país.

“Foi uma oper­ação auda­ciosa que somente os Esta­dos Unidos pode­ri­am exe­cu­tar. Exigiu o máx­i­mo de pre­cisão e inte­gração den­tro de nos­sa força con­jun­ta — e a palavra ‘inte­gração’ sequer con­segue descr­ev­er a com­plex­i­dade extrema dessa mis­são”.

Planejamento

O gen­er­al rev­el­ou que as agên­cias de inteligên­cia dos EUA, como CIA e NSA, atu­aram por meses para localizar Maduro e com­preen­der seus deslo­ca­men­tos, incluin­do “onde vivia, para onde via­ja­va, o que comia, o que ves­tia, e quais eram seus ani­mais de esti­mação”. No iní­cio de dezem­bro, os mil­itares já estavam de pron­tidão aguardan­do o que seria uma série de even­tos alin­hados, disse.

A chega­da das forças espe­ci­ais norte-amer­i­canas ao com­plexo onde Maduro esta­va alo­ja­do se deu às 2h01, horário da Venezuela.

Segun­do Daniel Caine, ao chegarem à “área alvo”, na região cen­tral de Cara­cas, as equipes de cap­tura teri­am sido alve­jadas, mas respon­der­am, segun­do ele, com fogo em legí­ti­ma defe­sa, “de for­ma esma­gado­ra”. Ain­da de acor­do com o rela­to, Maduro e sua esposa teri­am se entre­ga­do sem resistên­cia. Não há infor­mações con­fir­madas se a cap­tura teria ocor­ri­do no Palá­cio Miraflo­res, sede da presidên­cia venezue­lana.

“Uma de nos­sas aeron­aves foi atingi­da, mas per­maneceu operáv­el e, como o pres­i­dente disse mais cedo hoje, todas as nos­sas aeron­aves retornaram em segu­rança. Durante o desen­ro­lar da oper­ação no com­plexo, nos­sas equipes de inteligên­cia aérea e ter­restre fornece­r­am atu­al­iza­ções em tem­po real à força no solo, garan­ti­n­do que pudessem nave­g­ar pelo ambi­ente com­plexo sem riscos desnecessários”, expli­cou.

“A força per­maneceu pro­te­gi­da por avi­ação táti­ca de cober­tu­ra. Maduro e sua esposa, ambos indi­ci­a­dos, ren­der­am-se e foram deti­dos pelo Depar­ta­men­to de Justiça, com o apoio das Forças Armadas dos Esta­dos Unidos, com profis­sion­al­is­mo e pre­cisão, sem qual­quer per­da de vidas amer­i­canas”, com­ple­tou o gen­er­al.

Na mes­ma declar­ação à impren­sa, o secretário de Defe­sa dos EUA, Peter Hegseth, desta­cou o pode­rio mil­i­tar do país e ado­tou um tom ameaçador ao se referir aos adver­sários.

“A coor­de­nação, a furtivi­dade, a letal­i­dade, a pre­cisão, o braço lon­go da justiça amer­i­cana — tudo isso foi exibido ple­na­mente no meio da noite. Nicolás Maduro teve sua chance, assim como o Irã teve a sua, até que deixou de ter. Ele pas­sou do lim­ite e sofreu as con­se­quên­cias. O pres­i­dente Trump leva extrema­mente a sério a inter­rupção do fluxo de gangues e vio­lên­cia para o nos­so país”, afir­mou.

“Neste momen­to, nos­sas forças per­manecem na região em alto esta­do de pron­tidão, preparadas para pro­je­tar poder, defend­er-se e pro­te­ger nos­sos inter­ess­es region­ais”, asse­gurou o gen­er­al Daniel Caine.

Mais cedo, Don­ald Trump tam­bém reforçou o dis­cur­so de ameaça con­tra país­es con­sid­er­a­dos inimi­gos e disse que os Esta­dos Unidos pas­sarão a gov­ernar a Venezuela, por algum tem­po, até realizar o que chamou de uma “tran­sição segu­ra e apro­pri­a­da”.

 

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