...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Saúde / Ministério da Saúde lança campanha sobre a varíola dos macacos

Ministério da Saúde lança campanha sobre a varíola dos macacos

Repro­dução: © José Cruz/Agência Brasil

Ideia é informar população sobre a transmissão, contágio e sintomas


Pub­li­ca­do em 22/08/2022 — 14:45 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Ouça a matéria:

Com o con­ceito Varío­la dos Maca­cos: Fique Bem com a Infor­mação Cer­ta, o Min­istério da Saúde lançou, nes­ta segun­da-feira (22), em Brasília,  a Cam­pan­ha Nacional de Pre­venção à doença. A ideia é con­sci­en­ti­zar a pop­u­lação sobre a trans­mis­são, con­tá­gio, sin­tomas e pre­venção, além de dar ori­en­tações sobre o que faz­er em casos sus­peitos de varío­la dos maca­cos.

Números

Em todo o mun­do, foram reg­istra­dos mais de 41,5 mil casos da doença. No Brasil, con­forme a últi­ma atu­al­iza­ção do Min­istério da Saúde, de 21 de agos­to, há 3.788 casos con­fir­ma­dos. A cam­pan­ha adverte que a prin­ci­pal for­ma de pre­venção é evi­tar con­ta­to com pes­soas infec­tadas ou obje­tos con­t­a­m­i­na­dos como, por exem­p­lo, copos, tal­heres, lençóis e toal­has.

Out­ro pon­to desta­ca­do pelas autori­dades de saúde é que a fase de incubação do vírus pode ser de cin­co a 21 dias. Nesse perío­do é pos­sív­el haver trans­mis­são. Entre os casos reg­istra­dos, o con­tá­gio ocorre, espe­cial­mente pelo con­ta­to físi­co pele a pele com lesões ou flu­i­dos cor­po­rais. Em pes­soas infec­tadas, febre, erupções cutâneas, inchaço dos gânglios (ínguas), dor no cor­po, exaustão e calafrios são os sin­tomas mais comuns.

Tratamento

Durante o lança­men­to da cam­pan­ha, o min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, desta­cou que o fato de não exi­s­tir um trata­men­to especí­fi­co para a doença não quer diz­er que ela não ten­ha trata­men­to. Segun­do Queiroga, sin­tomas como dor podem ser ameniza­dos com medi­das especí­fi­cas.

O min­istro da Saúde fez questão de falar sobre a difer­ença da varío­la dos maca­cos para a covid-19. “A letal­i­dade dessa doença é baixa. O vírus é difer­ente. O vírus da covid-19 é o vírus de RNA. Por­tan­to é o vírus que sofre mutações com maior fre­quên­cia ao pas­so que o vírus de DNA [da varío­la dos maca­cos] tem um poten­cial menor de ter mutações, o que engana até as vaci­nas que são desen­volvi­das com tec­nolo­gias sofisti­cadas”, expli­cou.

Vacinas

O Min­istério da Saúde ini­ciou no mês pas­sa­do as trata­ti­vas com a Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana de Saúde (Opas) e a OMS para a com­pra de 50 mil dos­es da vaci­na con­tra a doença. “É necessário que haja um con­tra­to a ser fir­ma­do pelo Min­istério da Saúde com a Opas, para deixar isso bem claro, para que ten­hamos uma pre­visão de entre­ga dessas vaci­nas. A pre­visão era de que se entre­gasse no fim do mês de agos­to. A Socor­ro [Gross, rep­re­sen­tante da Opas] me infor­mou que seria no começo de setem­bro. Seri­am duas remes­sas, são três ago­ra. Há uma carên­cia desse insumo a nív­el mundi­al”, jus­ti­fi­cou Queiroga.

Na últi­ma sex­ta-feira (19), a Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) autor­i­zou a impor­tação excep­cional de remé­dios e vaci­nas que anda não têm reg­istro no Brasil. A pre­visão é de que a primeira, de três remes­sas, chegue no iní­cio de setem­bro. Sobre ess­es imu­nizantes, Marce­lo Queiroga expli­cou que como a imu­niza­ção com­ple­ta requer duas dos­es, elas serão sufi­cientes para vaci­nar 25 mil pes­soas. Os primeiros a rece­ber a vaci­na serão profis­sion­ais da saúde que atu­am dire­ta­mente com o vírus.

Antiviral

Assim como ocorre com as vaci­nas, como não há no Brasil nen­hum rep­re­sen­tante do antivi­ral no país, o Min­istério da Saúde tam­bém solic­i­tou à Opas a com­pra de 10 dos­es do tecovir­i­mat para trata­men­tos ime­di­atos, e out­ras 50 unidades para casos graves. A pas­ta nego­cia ain­da o trans­porte de mais 12 unidades doadas pelo lab­o­ratório pro­du­tor, e a com­pra de mais 504 dos­es.

TSE

O lança­men­to da cam­pan­ha hoje ocorre após o min­istro Edson Fachin, do Tri­bunal Supe­ri­or Eleitoral (TSE), autor­izar a veic­u­lação de peças pub­lic­itárias do gov­er­no fed­er­al sobre o tema até o dia 30 de agos­to. A leg­is­lação eleitoral brasileira proíbe qual­quer pub­li­ci­dade insti­tu­cional que pos­sa con­fig­u­rar o uso abu­si­vo da máquina públi­ca para pro­moção de gov­er­nantes durante os três meses antes das eleições, por isso, pre­cisou ser anal­isa­da pela Justiça Eleitoral. Em sua decisão, Fachin ressaltou que a divul­gação da cam­pan­ha é de inter­esse públi­co. Ain­da pela decisão, todo o mate­r­i­al da cam­pan­ha deve ser veic­u­la­do em uma pági­na especí­fi­ca sobre a varío­la dos maca­cos.

Ain­da com obje­ti­vo de esclare­cer a pop­u­lação sobre a doença , Queiroga adiantou que aguar­da nova autor­iza­ção do TSE, des­ta vez, para gravar um pro­nun­ci­a­men­to em cadeia de rádio de TV com infor­mações téc­ni­cas sobre a varío­la dos maca­cos para esclare­cer a pop­u­lação.

Edição: Aline Leal

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor

Dor de cabeça, náusea e tontura estão entre os possíveis sinais Ana Cristi­na Cam­pos — …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d