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Ministro diz que Brasil se preparou para surto de varíola dos macacos

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

País tem estrutura para diagnóstico da doença, diz Marcelo Queiroga


Pub­li­ca­do em 25/07/2022 — 20:04 Por Marce­lo Brandão — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Ouça a matéria:

O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, disse hoje (25) que o Brasil “fez o dev­er de casa” diante do sur­to de varío­la dos maca­cos des­de o iní­cio da epi­demia. Durante a aber­tu­ra de um work­shop sobre vig­ilân­cia em saúde pro­movi­do pelo min­istério, Queiroga disse que o Brasil se preparou para lidar com o vírus, prov­i­den­cian­do lab­o­ratórios para diag­nós­ti­co, iden­ti­fi­cação dos casos e iso­la­men­to dos pacientes.

“Nós aqui no Brasil já vín­hamos fazen­do nos­so dev­er de casa des­de o primeiro rumor, des­de o primeiro caso sus­peito. Preparamos nos­sa estru­tu­ra para faz­er o diag­nós­ti­co. Temos qua­tro lab­o­ratórios hoje no Brasil com capaci­dade para isso”, disse Queiroga.

Os lab­o­ratórios pron­tos para o diag­nós­ti­co da doença, segun­do o min­istro, estão no Insti­tu­to Adol­fo Lutz, em São Paulo; na Fun­dação Eze­quiel Dias (Funed), em Minas Gerais; na Fun­dação Oswal­do Cruz, no Rio de Janeiro; e no lab­o­ratório da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro.

“Des­de o iní­cio começamos a faz­er o diag­nós­ti­co e o aces­so ao diag­nós­ti­co está disponív­el. Fize­mos aler­tas para as sec­re­tarias estad­u­ais de saúde e para as sec­re­tarias munic­i­pais. Os casos são iden­ti­fi­ca­dos, são iso­la­dos”, acres­cen­tou o min­istro.

Queiroga lem­brou da decisão do dire­tor-ger­al da OMS, Tedros Adhanon Ghe­breye­sus, que declar­ou que a varío­la dos maca­cos con­figu­ra emergên­cia de saúde públi­ca inter­na­cional, e citou a ocor­rên­cia maior do vírus em homos­sex­u­ais do sexo mas­culi­no. “E essa fala não é para estigma­ti­zar ninguém. Ape­nas não se pode obscure­cer que essa é uma real­i­dade, mas out­ros públi­cos podem tam­bém ter essa doença. Enfim, vamos tam­bém apren­der jun­tos como lidar com esse prob­le­ma san­itário”.

O Brasil tem 696 casos con­fir­ma­dos até o momen­to. Destes, 506 são proce­dentes do esta­do de São Paulo, 102 do Rio de Janeiro, 33 de Minas Gerais, 13 do Dis­tri­to Fed­er­al, 11 do Paraná, 14 do Goiás, três na Bahia, dois do Ceará, três do Rio Grande do Sul, dois do Rio Grande do Norte, dois do Espíri­to San­to, três de Per­nam­bu­co, um de Mato Grosso do Sul e um de San­ta Cata­ri­na.

Doença

A varío­la dos maca­cos é cau­sa­da por um vírus e trans­mi­ti­da pelo con­ta­to próx­i­mo com uma pes­soa infec­ta­da e com lesões de pele. O con­ta­to pode se dar por meio de abraço, bei­jo, relações sex­u­ais ou secreções res­pi­ratórias. A trans­mis­são tam­bém ocorre por con­ta­to com obje­tos, teci­dos (roupas, roupas de cama ou toal­has) e super­fí­cies que foram uti­lizadas pelo infec­ta­do.

Não há trata­men­to especí­fi­co, mas, de for­ma ger­al, os quadros clíni­cos são leves e requerem cuida­do e obser­vação das lesões. O maior risco de agrava­men­to acon­tece, em ger­al, para pes­soas imunos­suprim­i­das com HIV/AIDS, leucemia, lin­fo­ma, metás­tase, trans­plan­ta­dos, pes­soas com doenças autoimunes, ges­tantes, lac­tantes e cri­anças com menos de 8 anos de idade.

Sintomas

O paciente pode ter febre, dor no cor­po e apre­sen­tar man­chas, pápu­las [peque­nas lesões sól­i­das que apare­cem na pele] que evoluem para vesícu­las [bol­ha con­tendo líqui­do no inte­ri­or] até for­mar pús­tu­las [bolin­has com pus] e crostas [for­mação a par­tir de líqui­do seroso, pus ou sangue seco].

Edição: Aline Leal

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