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Moradores do Alemão e da Penha protestam contra mortes em operação

Manifestantes culpam governador por mais de 100 mortos no Rio

Rafael Car­doso — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 29/10/2025 — 22:14
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Protesto contra a operação policial que deixou mais de 119 pessoas mortas no Complexo da Penha, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Moradores dos Com­plex­os do Alemão e da Pen­ha fiz­er­am um protesto nes­ta quar­ta-feira (29) em frente ao Palá­cio Gua­n­abara, sede do gov­er­no do esta­do do Rio de JaneiroEles acusaram o gov­er­nador Clau­dio Cas­tro de ter lid­er­a­do “uma carnific­i­na na oper­ação poli­cial” que deixou mais de 100 mor­tos.

O grupo foi escolta­do do Com­plexo da Pen­ha até o Palá­cio Gua­n­abara por poli­ci­ais do Batal­hão Táti­co Móv­el da Polí­cia Mil­i­tar.

Os man­i­fes­tantes exibi­ram car­tazes com fras­es como “esta­do geno­ci­da”, “todas as vidas impor­tam”, “150 mortes por uma guer­ra políti­ca” e “Cas­tro assas­si­no”. Tam­bém havia dezenas de ban­deiras do Brasil com man­chas ver­mel­has.

“Não é pos­sív­el que esse gov­er­nador não seja respon­s­abi­liza­do por tan­tas vidas. Ou nós já temos pena de morte no país? O que acon­te­ceu den­tro da comu­nidade foi um genocí­dio. Toda véspera de eleição, tem uma estraté­gia de entrar nas nos­sas comu­nidades, matar o nos­so povo e causar o ter­ror”, disse Rute Sales, morado­ra da região e ativista negra.

“Os cor­pos estão sendo usa­dos politi­ca­mente. E os cor­pos que tombam são os nos­sos, do povo pre­to e do povo pobre. Não aguen­ta­mos mais”, com­ple­men­tou.

ato ocor­reu pouco antes da reunião entre Cas­tro e o min­istro da Justiça e da Segu­rança Públi­ca, Ricar­do Lewandows­ki. Eles anun­cia­ram a cri­ação de um escritório emer­gen­cial para enfrentar o crime orga­ni­za­do no esta­do, e mel­ho­rar a inte­gração entre as esferas fed­er­al e estad­ual.

A coor­de­nação será com­par­til­ha­da entre o secretário nacional de Segu­rança Públi­ca, Mario Sar­rub­bo, e o secretário de Segu­rança Públi­ca do Rio, Vic­tor San­tos.

Lewandows­ki disse que o gov­er­no fed­er­al vai aumen­tar do efe­ti­vo da Polí­cia Rodoviária Fed­er­al em 50 agentes nas estradas e o efe­ti­vo de agentes de inteligên­cia no esta­do. Tam­bém foram colo­ca­dos à dis­posição per­i­tos e vagas nos presí­dios fed­erais, caso o gov­er­no estad­ual req­ui­site.

Mes­mo com o número de mor­tos, o caos que tomou con­ta da cidade e a denún­cia fei­ta por moradores da Pen­ha e do Alemão de que ocor­reram exe­cuções e tor­turas nas comu­nidades, o gov­er­nador do Rio, Clau­dio Cas­tro, disse que a oper­ação foi um suces­so e as úni­cas víti­mas dos con­fron­tos foram os qua­tro poli­ci­ais mor­tos.

Ele disse ter dado um “duro golpe na crim­i­nal­i­dade” e que não hou­ve pre­cip­i­tação das forças de segu­rança.

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