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Morre o jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, aos 81 anos

Repro­dução: Arnal­do Jabor — TV Brasil

Ele estava internado desde 17 de dezembro, quando sofreu um AVC


Pub­li­ca­do em 15/02/2022 — 15:03 Por Daniel Mel­lo – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Mor­reu hoje (15), aos 81 anos, o cineas­ta, cro­nista e jor­nal­ista Arnal­do Jabor. Ele esta­va inter­na­do des­de 17 de dezem­bro de 2021 no Hos­pi­tal Sírio-Libanês, na cap­i­tal paulista, após sofr­er um aci­dente vas­cu­lar isquêmi­co (AVC).

Jabor par­ticipou do movi­men­to do Cin­e­ma Novo na déca­da de 1960, que procurou traz­er uma nova estéti­ca ao cin­e­ma nacional, influ­en­ci­a­do pela neor­re­al­is­mo ital­iano e a nou­velle vague france­sa.

Em 1967 lança seu primeiro lon­ga-metragem, A Opinião Públi­ca, que traz tre­chos de entre­vis­tas e cenas do cotid­i­ano do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes, lança Pin­do­ra­ma (1973) e Toda a Nudez Será Cas­ti­ga­da (1973), uma adap­tação da peça de Nel­son Rodrigues. Dar­lene Glória, no papel da pros­ti­tu­ta Geni, gan­hou o Urso de Pra­ta de mel­hor atriz no Fes­ti­val de Berlim.

Em 1975, adap­ta para o cin­e­ma o romance O Casa­men­to, de Nel­son Rodrigues, que teve a atriz Cami­la Ama­do pre­mi­a­da no Fes­ti­val de Gra­ma­do como mel­hor atriz coad­ju­vante.

Em 1978, começa a chama­da Trilo­gia do Aparta­men­to, lançan­do Tudo Bem, pre­mi­a­do como mel­hor filme no Fes­ti­val de Brasília, que tin­ha no elen­co Paulo Gracin­do e Fer­nan­da Mon­tene­gro.

Com Paulo César Pereio e Sônia Bra­ga nos papeis prin­ci­pais, dirige o segun­do filme da trilo­gia, em 1980, Eu Te Amo. No filme seguinte, Eu Sei que Vou Te Amar (1986), Fer­nan­da Tor­res gan­ha o prêmio de mel­hor atriz, no Fes­ti­val de Cannes.

Na déca­da de 1990, com o desmonte das políti­cas de incen­ti­vo ao cin­e­ma brasileiro, Jabor retoma a car­reira de jor­nal­ista. Foi col­u­nista de jor­nais como O Globo e a Fol­ha de S. Paulo. Chegou a ter quadros fixos de opinião tam­bém na TV Globo e na rádio CBN.

Nos anos 2000 lançou os livros Amor é ProsaSexo é Poe­sia (2004) e Pornopolíti­ca (2006).

A Agên­cia Nacional do Cin­e­ma (Ancine) soltou nota lamen­tan­do a morte de Jabor. A agên­cia lem­brou a tra­jetória do cineas­ta e jor­nal­ista e envi­ou con­dolên­cias aos famil­iares e ami­gos.

Edição: Denise Griesinger

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