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Mortalidade por Aids cai 78% desde 1995 em São Paulo

Repro­dução: © Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Esta quinta-feira é marcada pelo Dia Mundial da Luta contra a Aids


Pub­li­ca­do em 30/11/2022 — 18:42 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Lev­an­ta­men­to da Fun­dação Seade, órgão do gov­er­no paulista, mostra que a mor­tal­i­dade por Aids no esta­do caiu 78% des­de 1995, ano do pico de mortes pela doença. Na déca­da de 1990 foram 7.739 mortes, sendo 5.850 home­ns. Em 2021, foram 1.719 mortes, sendo 1.237 entre a pop­u­lação mas­culi­na. A taxa de mor­tal­i­dade era de 22,9 óbitos por 100 mil habi­tantes em 1995; 7,6 em 2010; e chegou a 3,8 em 2021.

No iní­cio dos anos 90, quase 90% das víti­mas eram pes­soas com menos de 44 anos. Ao lon­go do tem­po, com a novos trata­men­tos e mel­ho­ria da qual­i­dade de vida, esse per­centu­al foi se alteran­do. No ano pas­sa­do, as pes­soas com mais de 45 anos respon­der­am por quase 60% das mortes. A idade média ao mor­rer ampliou-se grada­ti­va­mente, em 2021, chegou a 49 anos para elas e 47 para eles.

A divul­gação dos números mar­cam o  Dia Mundi­al de Luta con­tra a Aids, cel­e­bra­do aman­hã, dia 1º de dezem­bro.

Dados municipais

O número de novos casos de HIV na cidade de São Paulo caiu pelo quin­to ano con­sec­u­ti­vo. A redução é de 37,5% em 2021 na com­para­ção com 2016, segun­do dados do Bole­tim Epi­demi­ológi­co 2021, divul­ga­do pela Coor­de­nado­ria de Infecções Sex­ual­mente Trans­mis­síveis (IST)/Aids, da Sec­re­taria Munic­i­pal da Saúde. No ano pas­sa­do foram reg­istra­dos 2.351 casos e em 2016 foram 3.761 reg­istros.

Em 2020, foram reg­istra­dos 2.518 novos casos de HIV. Em 2019, foram 2.972; em 2018, 3.285; em 2017, foram 3.713 novos casos. Segun­do a prefeitu­ra, des­de o primeiro reg­istro da doença, em 1981, não se obser­va­va uma que­da nas noti­fi­cações por mais de três anos segui­dos. Os reg­istros de Aids apre­sen­tam a mes­ma tendên­cia, mas, nesse caso, já são seis anos em que­da no municí­pio.

A taxa de mor­tal­i­dade por 100 mil habi­tantes tam­bém se man­tém em que­da. No ano pas­sa­do, o índice ficou em 4,3. Na com­para­ção com 2016, quan­do a taxa era de 6,3, hou­ve uma redução de 31,7% no perío­do.

Centro de reabilitação

Mar­can­do a data, foi lança­do, no Insti­tu­to de Infec­tolo­gia Emílio Ribas, o mar­co zero das insta­lações do Cen­tro de Reabil­i­tação Sér­gio Tardel­li para pacientes com HIV. O pro­je­to é uma parce­ria entre o hos­pi­tal, o gov­er­no do esta­do e a Agên­cia de Notí­cias da Aids, ini­cia­ti­va cri­a­da por Roseli Tardel­li, irmã do hom­e­nagea­do. A nova estru­tu­ra ficará em um pré­dio anexo ao ambu­latório do hos­pi­tal.

Sér­gio Tardel­li mor­reu em novem­bro de 1994. Como paciente de HIV, ele acio­nou a justiça para ter recon­heci­do o dire­ito de ser aten­di­do pelos planos de saúde. Ini­cial­mente, o trata­men­to fora nega­do. Ao gan­har a ação, out­ros pacientes pas­saram a ser ben­e­fi­ci­a­dos. Roseli, jor­nal­ista, fun­dou a agên­cia de notí­cias em 2003 com a ideia de dar vis­i­bil­i­dade ao tema e con­tribuir com a dis­sem­i­nação de infor­mações sobre o tema, além de com­bat­er o pre­con­ceito.

O cen­tro de reabil­i­tação será con­struí­do em uma área de mil met­ros quadra­dos cedi­da pelo hos­pi­tal. A agên­cia, por sua vez, de acor­do com infor­mações do site, bus­cará par­ceiros da ini­cia­ti­va pri­va­da para com­pra de equipa­men­tos de reabil­i­tação, como esteiras, apar­el­hos de ultra­ssom, estação de mus­cu­lação, pran­chas e bar­ras para­le­las, entre out­ros.

O espaço pas­sará por uma refor­ma, sob respon­s­abil­i­dade da Sec­re­taria de Esta­do da Saúde de São Paulo e que fará parte do pacote da ter­ceira e últi­ma eta­pa da refor­ma do hos­pi­tal. A pre­visão é que a unidade comece a fun­cionar em um ano.

Atendimento

O plano é que quem pre­cis­ar rece­ber atendi­men­to no cen­tro de reabil­i­tação, será rece­bido por equipes mul­ti­profis­sion­ais do Emílio Ribas. São profis­sion­ais como fisioter­apeu­tas, fonoaudiól­o­gos, ter­apeu­tas ocu­pa­cionais e psicól­o­gos, além do grupo de Neu­ro­ciên­cia; do grupo de Lipodis­trofia, sín­drome que atinge pacientes com HIV e que causa dese­qui­líbrio na dis­tribuição de gor­du­ra pelo cor­po; do Setor de Med­i­c­i­na do Tra­bal­ho.

Pelo menos 70 atendi­men­tos por dia poderão ser real­iza­dos. O Ambu­latório do Emílio Ribas ofer­ece acom­pan­hamen­to a 8 mil pacientes, sendo que 75% deles são Pes­soas Viven­do com HIV (PVHIV), uma parte deles con­vive com com­pli­cações neu­rológ­i­cas, motoras, cog­ni­ti­vas e res­pi­ratórias.

O cen­tro tam­bém poderá rece­ber pacientes de out­ras doenças aten­di­das no Emílio Ribas, como covid-19 e HTLV, um vírus con­sid­er­a­do “pri­mo” do HIV e que pode causar doença neu­rológ­i­ca grave.

Programação

Para mar­car o Dia Mundi­al de Luta con­tra a Aids, o Cen­tro de Refer­ên­cia e Treina­men­to-DST/AIDS-SP, da sec­re­taria de Saúde, vai realizar a ação Menos Dis­crim­i­nação e Mais Respeito com a par­tic­i­pação de municí­pios e da sociedade civ­il. Um dos even­tos ocor­rerá no Anfiteatro João Yunes da Fac­ul­dade de Saúde Públi­ca da USP, das 9h às 16h.

Out­ra ação é a Cam­pan­ha Fique Saben­do, que dis­tribuirá 200 mil testes para detecção de HIV e sífil­is em 632 municí­pios. Serão cer­ca de 900 ações no esta­do com envolvi­men­to de 4 mil unidades de saúde.

A prefeitu­ra de São Paulo, por sua vez, pro­move a cam­pan­ha Dezem­bro Ver­mel­ho com uma série de ativi­dades na cap­i­tal, como testagem ráp­i­da, sem­i­nário e pre­mi­ações. A pro­gra­mação com­ple­ta pode ser con­feri­da no site da sec­re­taria de Saúde.

Edição: Aline Leal

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