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Nenhuma dose de vacina vencida é repassada aos estados, diz ministério

O Distrito Federal começou a vacinar pessoas com 49 anos a partir de hoje. A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 19 de janeiro e o DF já recebeu 1.455.070 doses de imunizantes.
Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado


Pub­li­ca­do em 02/07/2021 — 19:38 Por André Richter — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Min­istério da Saúde infor­mou hoje (2), em Brasília, que nen­hu­ma dose ven­ci­da de vaci­na con­tra a covid-19 é repas­sa­da aos esta­dos e ao Dis­tri­to Fed­er­al. A pas­ta acres­cen­tou que o pra­zo de val­i­dade dos imu­nizantes é rig­orosa­mente acom­pan­hado des­de o rece­bi­men­to até a dis­tribuição. 

A divul­gação da infor­mação foi moti­va­da pela pub­li­cação de uma matéria do jor­nal Fol­ha de S.Paulo. Segun­do a pub­li­cação, cer­ca de 26 mil dos­es de vaci­nas da AstraZeneca teri­am sido apli­cadas após o venci­men­to em 1.532 municí­pios.

Segun­do o min­istério, os esta­dos são ori­en­ta­dos a dis­tribuírem ime­di­ata­mente os imu­nizantes rece­bidos, sendo obri­gação dos gestores locais do Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) faz­er o armazena­men­to cor­re­to e a apli­cação das dos­es den­tro do pra­zo de val­i­dade.

Divergências no preenchimento de dados

Em nota, a prefeitu­ra de Mar­ingá (PR), apon­ta­da pela reportagem como o municí­pio que mais teria apli­ca­do dos­es ven­ci­das, afir­mou que nen­hu­ma dose fora da val­i­dade foi usa­da. Segun­do o secretário de Saúde, Marce­lo Puzzi, há divergên­cias no preenchi­men­to de dados no sis­tema eletrôni­co do SUS.

“O lança­men­to no Sis­tema Conect SUS está difer­ente do dia da apli­cação da dose. Isso porque, no começo da vaci­nação, a trans­fer­ên­cia de dados demor­a­va a chegar no Min­istério da Saúde, levan­do até dois meses. Por­tan­to, os lotes elen­ca­dos são do iní­cio da vaci­nação e foram apli­ca­dos antes da data do venci­men­to. Con­cluin­do, não hou­ve vaci­nação de dos­es ven­ci­das em Mar­ingá e sim erro no sis­tema do SUS”, expli­cou.

A Sec­re­taria de Saúde do gov­er­no do Dis­tri­to Fed­er­al tam­bém disse que é improce­dente a infor­mação sobre apli­cação de vaci­nas ven­ci­das.

“Ocorre que nem sem­pre a vaci­na apli­ca­da é reg­istra­da no sis­tema do Min­istério da Saúde na mes­ma data em que foi admin­istra­da no paciente. Caso o dig­i­ta­dor não altere esta data de apli­cação na hora de faz­er o reg­istro no sis­tema, corre-se o risco de a vaci­na ser reg­istra­da como uma apli­cação fora do pra­zo de val­i­dade”, afir­mou a sec­re­taria.

A Sec­re­taria Munic­i­pal de Saúde do Rio de Janeiro declar­ou que rece­beu do Min­istério da Saúde todos os lotes de vaci­nas den­tro do pra­zo de val­i­dade. Infor­mou, tam­bém, que está ver­i­f­i­can­do se hou­ve apli­cações de dos­es ven­ci­das.

Segun­do o Min­istério da Saúde, o Plano Nacional de Opera­cional­iza­ção da Vaci­nação con­tra a covid-19 (PNO) ori­en­ta que dos­es apli­cadas fora do pra­zo de val­i­dade não podem ser con­sid­er­adas para imu­niza­ção, sendo recomen­da­do recomeçar o ciclo vaci­nal, respei­tan­do inter­va­lo de 28 dias entre as dos­es.

Fiocruz

Em nota, a Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz) infor­mou que os lotes que estari­am com pra­zo de val­i­dade expi­ra­do não foram feitos no Brasil. O órgão per­tence ao Min­istério da Saúde e é respon­sáv­el pela pro­dução nacional dos imu­nizantes da AstraZeneca con­tra a covid-19.

Segun­do a Fiocruz, os lotes sob sus­pei­ta foram impor­ta­dos da Índia e são do tipo do imu­nizante da AstraZeneca chama­do de Cov­ishield. Os demais car­rega­men­tos foram envi­a­dos pela Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana de Saúde (Opas/OMS).

“Todas as dos­es das vaci­nas impor­tadas da Índia (Cov­ishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro den­tro do pra­zo de val­i­dade e em con­cordân­cia com o MS [Min­istério da Saúde], de modo a via­bi­lizar a ante­ci­pação da imple­men­tação do Plano Nacional de Opera­cional­iza­ção da Vaci­nação con­tra a Covid-19, diante da situ­ação de pan­demia. A Fiocruz está apoian­do o PNI [Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ção] na bus­ca de infor­mações jun­to ao fab­ri­cante, na Índia, para sub­sidiar as ori­en­tações a serem dadas pelo pro­gra­ma àque­les que tiverem toma­do a vaci­na ven­ci­da”, infor­mou a Fiocruz.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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