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PF aponta irmãos Brazão como mandantes da morte de Marielle

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Conclusão está no relatório final da investigação


Publicado em 24/03/2024 — 15:47 Por André Richter — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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A Polí­cia Fed­er­al (PF) con­cluiu que os irmãos Domin­gos e Chiquin­ho Brazão con­trataram o ex-poli­cial mil­i­tar Ron­nie Lessa para exe­cu­tar a vereado­ra Marielle Fran­co, em 2018. Na ocasião, o motorista dela, Ander­son Gomes, tam­bém foi mor­to. 

A con­clusão está no relatório final da inves­ti­gação, divul­ga­do após o min­istro Alexan­dre de Moraes, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), reti­rar o sig­i­lo do inquéri­to.

Domin­gos Brazão, con­sel­heiro do Tri­bunal de Con­tas do Rio de Janeiro, e Chiquin­ho Brazão, dep­uta­do fed­er­al, foram pre­sos na man­hã de hoje por deter­mi­nação de Moraes.

Para a PF, o assas­si­na­to de Marielle está rela­ciona­do ao posi­ciona­men­to con­trário da par­la­men­tar aos inter­ess­es do grupo políti­co lid­er­a­do pelos irmãos Brazão, que tem lig­ação com questões fundiárias em áreas con­tro­ladas por milí­cias no Rio,

“Os indí­cios de auto­ria medi­a­ta que recaem sobre os irmãos Domin­gos Iná­cio Brazão e José Fran­cis­co Brazão são elo­quentes. Com base na dinâmi­ca nar­ra­da pelo execu­tor Ron­nie Lessa e pelos ele­men­tos de con­vicção angari­a­dos durante a fase de cor­rob­o­ração de suas declar­ações, extrai-se que os irmãos con­trataram dois serviços para a con­se­cução do homicí­dio da então vereado­ra Marielle Fran­co”, disse a PF no relatório.

No doc­u­men­to, os inves­ti­gadores mostram que o plano para exe­cu­tar Marielle con­tou com a par­tic­i­pação de Rival­do Bar­bosa, ex-chefe da Poli­cia Civ­il do Rio. Segun­do a PF, Rival­do “plane­jou metic­u­losa­mente” o crime. Bar­bosa tam­bém foi pre­so na oper­ação des­ta man­hã.

“Se mostra indu­bitáv­el a con­clusão de que Rival­do Bar­bosa instalou na dire­to­ria de divisão de homicí­dios um ver­dadeiro bal­cão de negó­cios des­ti­na­do a nego­ci­atas que envolvi­am a omis­são delib­er­a­da ou o dire­ciona­men­to de inves­ti­gações para pes­soas que se sabi­am inocentes. Para tan­to, Rival­do fez negó­cio com con­tra­ven­tores, mili­cianos e, como se vê no caso em tela, políti­cos, no afã de se locu­ple­tar finan­ceira e politi­ca­mente”, afir­mam os inves­ti­gadores.

Planejamento

Durante as inves­ti­gações, a PF avaliou provas e os depoi­men­tos de delação dos ex-poli­ci­ais Ron­nie Lessa e Elcio Queiroz para finalizar o detal­hamen­to dos primeiros pas­sos do plane­ja­men­to do assas­si­na­to.

Con­forme o relatório, as trata­ti­vas ocor­reram de for­ma clan­des­ti­na e em breves encon­tros em locais deser­tos.

A primeira reunião ocor­reu em 2017, quan­do, segun­do a PF, os irmãos Brazão con­trataram Edmil­son Macalé, pes­soa iden­ti­fi­ca­da como mili­ciano que atua na Zona Oeste do Rio e próx­i­mo aos man­dantes.

Em segui­da, Macalé con­vi­dou Ron­nie Lessa para par­tic­i­par da empre­ita­da crim­i­nosa, e as armas e os veícu­los usa­dos no crime foram prov­i­den­ci­a­dos.

“Diante do teor da pro­pos­ta, Macalé con­vi­dou Ron­nie Lessa, notório sicário car­i­o­ca, para a empre­ita­da crim­i­nosa que, seduzi­do pela pos­si­bil­i­dade de se tornar um mili­ciano deten­tor de uma exten­sa margem ter­ri­to­r­i­al, aceitou o con­vite e ambos foram à primeira reunião com os irmãos”, detal­hou a inves­ti­gação.

Edição: Lílian Beral­do

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