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PF desarticula grupo especializado em tráfico internacional de drogas

Sede da Polícia Federal em Brasília
© Marce­lo Camargo/Agência Brasil (Repro­dução)

Operação Ikaro II cumpre mandados na Bahia e em Mato Grosso do Sul


Pub­li­ca­do em 04/03/2021 — 11:09 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

A Polí­cia Fed­er­al defla­grou hoje (4) a Oper­ação Ikaro II, com o obje­ti­vo de desar­tic­u­lar uma orga­ni­za­ção crim­i­nosa esta­b­ele­ci­da na Bahia, espe­cial­iza­da no trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas.

De acor­do com a PF, pelo menos 50 poli­ci­ais estão cumprindo dois man­da­dos de prisão pre­ven­ti­va e três mandatos de prisão tem­porária, além de 14 man­da­dos de bus­ca e apreen­são em Sal­vador, Lau­ro de Fre­itas e Por­to Seguro, na Bahia; e em Pon­ta Porã, cidade sul matogrossense que faz divisa com o Paraguai.

Os man­da­dos foram expe­di­dos pela 2ª Vara Fed­er­al da Seção Judi­ciária de Sal­vador, que deter­mi­nou tam­bém o blo­queio de val­ores deposi­ta­dos em con­tas bancárias em nome de 11 pes­soas físi­cas e jurídi­cas inves­ti­gadas.

“De acor­do com o que foi apu­ra­do, o grupo usa­va o modal aéreo, cujo prin­ci­pal modus operan­di era a coop­tação de ‘mulas’ para real­iza­ção do trans­porte em voos com­er­ci­ais para a Europa”, infor­mou a PF, esclare­cen­do ain­da que a dro­ga, geral­mente, era escon­di­da em baga­gens.

Operação Ikaro II
Oper­ação Ikaro II é um des­do­bra­men­to de oper­ação deflagra­da em jun­ho do ano pas­sa­do — Polí­cia Federal/divulgação 

Ain­da de acor­do com a PF, sete prisões rela­cionadas ao trá­fi­co inter­na­cional foram real­izadas no ano pas­sa­do. “Entre os meses de janeiro e fevereiro do ano de 2020, foram real­izadas sete prisões em fla­grante nos Aero­por­tos Inter­na­cionais Luís Eduar­do Mag­a­l­hães, em Sal­vador, e Antônio Car­los Jobim – Galeão, no Rio de Janeiro. Na maio­r­ia dos casos, trata­va-se de casais ten­tan­do trans­portar cocaí­na para Lis­boa, Por­tu­gal, de for­ma ocul­ta em suas malas”.

Segun­do os inves­ti­gadores, a semel­hança do modo de atu­ação e das cir­cun­stân­cias “levaram à iden­ti­fi­cação do envolvi­men­to de uma mes­ma orga­ni­za­ção crim­i­nosa em todos os casos, cujos inte­grantes estão sendo alvo das medi­das judi­ci­ais cumpri­das na pre­sente data”.

Entre os inves­ti­ga­dos que tiver­am a prisão pre­ven­ti­va dec­re­ta­da há um ex-poli­cial mil­i­tar que, segun­do a PF, teria deix­a­do a cor­po­ração em janeiro deste ano.

A primeira fase da Oper­ação Ikaro ocor­reu em jun­ho de 2020. Foi a par­tir da análise do mate­r­i­al apreen­di­do na época – e da iden­ti­fi­cação da movi­men­tação de val­ores fei­ta por inves­ti­ga­dos – que foram expe­di­dos os man­da­dos que estão sendo cumpri­dos nes­ta segun­da eta­pa.

A PF infor­ma que os inves­ti­ga­dos serão indi­ci­a­dos pelos crimes de orga­ni­za­ção crim­i­nosa e de trá­fi­co inter­na­cional de dro­gas.

Edição: Denise Griesinger

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