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Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República

Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 14/01/2026 — 21:03
Brasília
São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

O min­istro do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), Dias Tof­foli, deter­mi­nou nes­ta quar­ta-feira (14) que todo mate­r­i­al apreen­di­do sobre o caso do Ban­co Mas­ter na nova fase da Oper­ação Com­pli­ance Zero, deflagra­da mais cedo pela Polí­cia Fed­er­al (PF), seja encam­in­hado à Procu­rado­ria Ger­al da Repúbli­ca (PGR), para extração e análise do con­jun­to pro­batório.

A decisão atende a um pedi­do for­mu­la­do pelo próprio chefe da PGR, Paulo Gonet, ao anal­is­ar um pedi­do de recon­sid­er­ação da PF sobre a ordem para a guar­da dos mate­ri­ais no Supre­mo, como Tof­foli havia deter­mi­na­do ante­ri­or­mente.

“Ten­do em vista o êxi­to da oper­ação real­iza­da no dia de hoje, o mate­r­i­al pro­batório col­hi­do deve ser apre­ci­a­do pelo tit­u­lar da ação penal para a ade­qua­da for­mação da opinião min­is­te­r­i­al sobre a mate­ri­al­i­dade e auto­ria dos deli­tos em apu­ração”, orde­nou o min­istro do STF.

Ain­da na decisão, Tof­foli deter­mi­nou que os apar­el­hos apreen­di­dos sejam man­ti­dos desconec­ta­dos de redes de tele­fo­nia e de inter­net, para garan­tir a inte­gri­dade até o peri­ci­a­men­to.

A nova fase da oper­ação deflagra­da nes­ta quar­ta incluiu a prisão tem­porária de Fabi­ano Cam­pos Zettel, cun­hado do dono do Ban­co Mas­ter, Daniel Vor­caro, e o blo­queio de R$ 5,7 bil­hões em bens. Foram cumpri­dos 42 man­da­dos de bus­ca e apreen­são em cin­co esta­dos.

Além da prisão de Zettel, foram alvo de man­da­dos de bus­ca o empresário Nel­son Tanure, gestor de fun­dos lig­a­dos ao Mas­ter, e o investi­dor João Car­los Mansur, ex-pres­i­dente da gesto­ra Reag Inves­ti­men­tos.

Segun­do as inves­ti­gações, eles são sus­peitos de desvios de recur­sos do sis­tema finan­ceiro para abaste­cer o patrimônio pes­soal. Diver­sos car­ros e out­ros itens de luxo tam­bém foram apreen­di­dos, bem como mais de R$ 90 mil em espé­cie.

A oper­ação tem como obje­ti­vo inter­romper a atu­ação da supos­ta orga­ni­za­ção crim­i­nosa, além de recu­per­ar ativos.

Pre­so em novem­bro pela PF, enquan­to ten­ta­va embar­car para o exte­ri­or em seu jat­in­ho par­tic­u­lar, no Aero­por­to Inter­na­cional de Guarul­hos, Daniel Vor­caro teve a prisão relax­a­da e está em prisão domi­cil­iar.

No despa­cho em que deter­mi­na o envio das provas à PGR, o min­istro Dias Tof­foli afir­ma que a inves­ti­gação atu­al no STF pos­sui um escopo mais amp­lo do que os inquéri­tos ante­ri­ores apon­taram, “na medi­da em que, em tese, teria rev­e­la­do que fun­dos eram oper­a­dos para a gestão fraud­u­len­ta, o desvio de val­ores e o bran­quea­men­to de cap­i­tais pelo Ban­co Mas­ter em um quadro de supos­to aproveita­men­to sis­temáti­co de vul­ner­a­bil­i­dades do mer­ca­do de cap­i­tais e do sis­tema de reg­u­lação e fis­cal­iza­ção”.

Ain­da segun­do o min­istro, a análise das provas pela PGR per­mi­tirá que o órgão “ten­ha uma visão sistêmi­ca dos supos­tos crimes de grandes pro­porções por ele, em tese, iden­ti­fi­ca­dos até o pre­sente momen­to”.

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