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Mais de 24 mil crianças no Brasil são superdotadas, mostra censo

Pedro,Dia Internacional da Superdotaçã
Repro­dução: © Fer­nan­da Iara Gonzalez/Arquivo pes­soal

Vocabulário, criatividade e raciocínio avançado são características


Pub­li­ca­do em 10/08/2021 — 09:38 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Muito praz­er na leitu­ra, nos estu­dos e notas altas na esco­la. Pen­sa­men­to rápi­do e apu­ra­do, vocab­ulário amp­lo, tal­en­to para resolver equações, cria­tivi­dade extrema, raciocínio avança­do, foco e atenção pre­ciosos e alta sen­si­bil­i­dade. Essas são algu­mas das car­ac­terís­ti­cas das cri­anças super­do­tadas, que comem­o­ram hoje (10) o Dia Inter­na­cional da Super­do­tação. Habil­i­dades incluem aptidão para ativi­dades int­elec­tu­ais, artís­ti­cas ou esporti­vas que pare­cem ser inatas, uma vez que essas pes­soas apre­sen­tam tais car­ac­terís­ti­cas sem que se pos­sa explicar como apren­der­am. 

No Brasil, de acor­do com o Cen­so Esco­lar 2020, há 24.424 estu­dantes com per­fil de altas habilidades/superdotação matric­u­la­dos na edu­cação espe­cial, mas o número real pode ser ain­da maior.

A Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) diz que 5% da pop­u­lação têm algum tipo de alta habil­i­dade ou super­do­tação. Segun­do o Min­istério da Edu­cação (MEC), se forem con­sid­er­a­dos os mais de 47 mil­hões de alunos da edu­cação bási­ca (Cen­so Esco­lar, Inep 2020) cer­ca de 2,3 mil­hões de estu­dantes devem com­por esse grupo.

O índice de iden­ti­fi­cação desse seg­men­to ain­da é baixo no Brasil, ou seja, acred­i­ta-se que exis­tem muitos mais estu­dantes com altas habil­i­dades ou super­do­tação do que o número geral­mente rev­e­la­do no Cen­so Esco­lar.  “Esse é o prin­ci­pal desafio para a área na Edu­cação Espe­cial: iden­ti­ficar pre­co­ce­mente ess­es estu­dantes e ofer­e­cer atendi­men­to ade­qua­do, com serviços e recur­sos espe­cial­iza­dos”, infor­mou em nota o MEC.

O teste de quo­ciente de inteligên­cia (QI) não é o úni­co meio para iden­ti­ficar uma cri­ança super­do­ta­da, há difer­entes méto­dos, mas algu­mas car­ac­ter­is­ti­cas já podem apon­tar altas habil­i­dades e/ou super­do­ta­da, expli­ca o psicól­o­go Alexan­der Bez, profis­sion­al com espe­cial­iza­ções em saúde men­tal nas uni­ver­si­dades de Mia­mi e da Cal­ifór­nia.

“As car­ac­terís­ti­cas das cri­anças super­do­tadas são bem difer­en­ci­adas. A habil­i­dade em apren­der rápi­do é sem­pre incon­testáv­el. Elas têm facil­i­dade em desen­volver um vocab­ulário mais amp­lo, maior inter­esse no apren­diza­do, como tam­bém em assun­tos gerais”.

O teste de QI é uma escala que aju­da a avaliar e com­parar a habil­i­dade de difer­entes pes­soas em algu­mas áreas do pen­sa­men­to, como matemáti­ca bási­ca, raciocínio ou lóg­i­ca, por exem­p­lo. Cri­anças aci­ma de 140 QI são super­do­ta­dos e cri­anças aci­ma de 180 QI são con­sid­er­adas gênio.

De acor­do com o espe­cial­ista, out­ras car­ac­terís­ti­cas podem indicar alto poten­cial em cri­anças: capaci­dade ini­cial de ler, apren­der e com­preen­der as coisas rap­i­da­mente, pode ficar inten­sa­mente absorvi­do em tópi­cos de inter­esse, ao mes­mo tem­po em que fica alheio aos even­tos ao redor, obser­vação aguça­da, curiosi­dade e tendên­cia a faz­er per­gun­tas, desen­volvi­men­to pre­coce de habil­i­dades motoras (por exem­p­lo, equi­líbrio, coor­de­nação e movi­men­to), capaci­dade de pen­sar abstrata­mente, mostran­do sinais de cria­tivi­dade e inven­tivi­dade, encon­tra ale­gria em desco­brir novos inter­ess­es ou apreen­der novos con­ceitos, uso ini­cial de vocab­ulário avança­do, retenção de var­iedade de infor­mações, mostra inde­pendên­cia, autossu­fi­ciên­cia e respon­s­abil­i­dade na real­iza­ção de tare­fas e capaci­dade de visu­alizar situ­ações de per­spec­ti­vas vari­adas e explo­rar abor­da­gens alter­na­ti­vas.

No país, a Asso­ci­ação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação real­iza essa triagem. Out­ro local que tam­bém tra­bal­ha nes­sa iden­ti­fi­cação é a social edtech Cog­niSigns, com atu­ação alin­ha­da aos deter­mi­nantes soci­ais da saúde.

O Con­sel­ho Brasileiro para a Super­do­tação (Con­BraSD) con­sid­era que testes psi­cométri­cos, como a apli­cação do WISC IV para a afer­ição do QI, inven­tários de car­ac­terís­ti­cas, obser­vação do com­por­ta­men­to, entre­vis­tas com a família e pro­fes­sores, assim como alguns testes infor­mais para esta­b­elec­i­men­to de vín­cu­lo entre avali­ador e avali­a­do, são alguns exem­p­los de pro­ced­i­men­tos que podem ser ado­ta­dos. Mais infor­mações sobre super­do­tação estão no e‑book 10 per­gun­tas e respostas do Con­BraSD.

Edu­cação Espe­cialCaracterísticas que podem apontar para um alto potencial em crianças Repro­dução: Car­ac­terís­ti­cas que podem apon­tar para um alto poten­cial em cri­anças — Daniel Dresch/ Arte Agên­cia Brasil

A com­posição do públi­co da edu­cação espe­cial encon­tra-se defini­da em diver­sos mar­cos leg­isla­tivos, entre os quais a Lei de Dire­trizes e Bases (Lei nº 9.394, de 20 de dezem­bro de 1996, Art. 58).  Entende-se por edu­cação espe­cial a modal­i­dade ofer­e­ci­da pref­er­en­cial­mente na rede reg­u­lar de ensi­no para edu­can­dos com defi­ciên­cia, transtornos globais do desen­volvi­men­to e altas habil­i­dades ou super­do­tação. Por meio de recur­sos e serviços espe­cial­iza­dos, a edu­cação espe­cial pro­move ações que visam a aten­der às deman­das de seu públi­co, bem como apoiar os sis­temas de ensi­no no atendi­men­to edu­ca­cional espe­cial­iza­do.

Segun­do infor­mou o Min­istério da Edu­cação, as altas habil­i­dades ou super­do­tação são evi­den­ci­adas em qual­quer lugar, mas, no caso dos estu­dantes que apre­sen­tam car­ac­terís­ti­cas na esco­la, são con­sid­er­adas suas habil­i­dades aci­ma da média, o envolvi­men­to com a tare­fa, sua cria­tivi­dade, o rit­mo de apren­diza­gem, a qual­i­dade dos pro­du­tos que apre­sen­tam para evi­den­ciar a apren­diza­gem, assim como o modo como se rela­cionam inter­pes­soal­mente.

O proces­so de iden­ti­fi­cação geral­mente é feito pela esco­la, con­tan­do com a par­tic­i­pação dos téc­ni­cos da edu­cação espe­cial, que atu­am na sala de recur­sos, dos demais profis­sion­ais da esco­la, das equipes mul­ti­profis­sion­ais e dos téc­ni­cos do Núcleo de Ativi­dades de Altas Habilidades/Superdotação (NAHHS), quan­do o sis­tema de ensi­no tem a disponi­bil­i­dade desse núcleo.

O proces­so começa com a indi­cação das altas habil­i­dades ou super­do­tação do aluno, quan­do são perce­bidas pela família, pelos pro­fes­sores, pelos cole­gas ou pelo próprio estu­dante.

A avali­ação é fei­ta por equipe mul­ti­dis­ci­pli­nar e com­preende aspec­tos cog­ni­tivos, acadêmi­cos, soci­ais e emo­cionais, entre out­ros. O proces­so de iden­ti­fi­cação tem duração var­iáv­el, poden­do chegar até mes­mo a um ano; ao final, é emi­ti­do um relatório com­pro­van­do a iden­ti­fi­cação e ref­er­en­cian­do as áreas de altas habil­i­dades ou super­do­tação do estu­dante.

Segun­do infor­mou a pas­ta, “espera-se que o estu­dante seja inseri­do em pro­gra­mas ofer­e­ci­dos pelo próprio sis­tema de ensi­no, como o atendi­men­to em sala de recur­sos ou mes­mo no Núcleo de Altas Habil­i­dades. Há tam­bém local­i­dades que dis­põem de pro­gra­mas ofer­e­ci­dos por ini­cia­ti­va da sociedade civ­il ou por insti­tu­ições de ensi­no supe­ri­or, para atendi­men­to a esse públi­co”.

A família pode bus­car fora da esco­la o proces­so de iden­ti­fi­cação por meio de profis­sion­ais espe­cial­iza­dos. Ao ser iden­ti­fi­ca­do, o estu­dante dev­erá rece­ber o acom­pan­hamen­to com recur­sos e serviços de edu­cação espe­cial, a fim de que o seu poten­cial seja val­oriza­do e para que não se sin­ta desmo­ti­va­do em sua tra­jetória acadêmi­ca.

Na opinião do psicól­o­go Alexan­dre Bez, estu­dar em uma esco­la espe­cial não é necessário para ess­es estu­dantes, emb­o­ra seja estim­u­lante. “Uma cri­ança super­do­ta­da geral­mente vai atrás de seus obje­tivos. Mas, psi­co­logi­ca­mente, pos­suir pares equiv­a­lentes sem­pre con­fere uma qual­i­dade a mais para que estí­mu­los especí­fi­cos pos­sam ser des­en­cadea­d­os. As cri­anças super­do­tadas são int­elec­tual­mente difer­en­ci­adas. Dessa for­ma, ter pares espe­ci­ais com o mes­mo tal­en­to nato aju­da a aumen­tar os desafios, impul­sio­n­an­do os tal­en­tos nat­u­rais que elas já pos­suem”.

Superdotado

Os pais do estu­dante Pedro, hoje com 9 anos, tiver­am aju­da da esco­la em que o garo­to estu­da­va para con­fir­mar sua inteligên­cia avança­da. “Pedro sem­pre demon­strou inter­esse pelos estu­dos, apren­deu a ler e escr­ev­er aos 4 anos de idade, ain­da na edu­cação infan­til. Quan­do ele tin­ha 7 anos, fui con­vi­da­da a par­tic­i­par de uma reunião com os ped­a­go­gos e pro­fes­sores da esco­la para con­ver­sar­mos a respeito da inteligên­cia avança­da do Pedro”, con­tou a mãe, a ped­a­goga Fer­nan­da Iara Gon­za­lez.

A esco­la indi­cou um auxílio ofer­e­ci­do pela prefeitu­ra São José dos Cam­pos (SP), onde mora a família, para cri­anças com traços de auto­di­da­ta. “Porém, com o iní­cio da pan­demia não con­seguimos esse acom­pan­hamen­to”, lamen­tou Fer­nan­da.

Atual­mente, Pedro não está em uma esco­la espe­cial para super­do­ta­dos, mas os pais  o trans­feri­ram para out­ra insti­tu­ição. “Mudamos ele de esco­la para mel­hor aproveita­men­to e acom­pan­hamen­to. Ele estu­da­va em esco­la munic­i­pal, hoje estu­da em ensi­no par­tic­u­lar”, acres­cen­ta.

Desvantagens

Depen­den­do do uni­ver­so em que a cri­ança vive e sua difer­en­ci­ação, even­tu­ais man­i­fes­tações depres­si­vas podem ser recor­rentes, aler­ta o psicól­o­go. “Sem ter um preparo espe­cial, essa cri­ança pode ter prob­le­mas tam­bém de colo­cação profis­sion­al, por isso é impor­tante o apoio famil­iar. Sem apoio, ela pode ficar desmo­ti­va­da e perder o inter­esse em cer­tas coisas, como tam­bém por ser super­do­ta­da – pode haver incon­gruên­cias nas amizades, prin­ci­pal­mente no que tange à faixa etária e ao grupo social em que vive”.

Além dis­so, o per­fec­cionis­mo pode traz­er com­po­nentes emo­cionais neg­a­tivos à vida da cri­ança. “A pressão em lidar com as expec­ta­ti­vas dos pais pode ser bem con­trapro­du­cente. Eles tam­bém podem ter inten­sa sen­si­bil­i­dade, pela fal­ta de ami­gos com­patíveis com a sua esfera int­elec­tu­al, o que pode ger­ar difi­cul­dade ao se agru­par social­mente. Essa situ­ação pode ger­ar con­du­ta de autoiso­la­men­to. Out­ros pon­tos podem ser timidez exces­si­va e difi­cul­dade para rela­ciona­men­tos ínti­mos-con­ju­gais”, diz Bez.

Segun­do os pais de Pedro, com o iní­cio da pan­demia o garo­to ficou mais ansioso. “Ele já era uma cri­ança extrema­mente ansiosa, teve seu quadro inten­si­fi­ca­do e, em alguns momen­tos, tive­mos mui­ta difi­cul­dade para ajudá-lo. Mostrou tam­bém difi­cul­dade de lidar com seus próprios sen­ti­men­tos e emoções. Por sorte, ele é muito tran­qui­lo, amoroso e edu­ca­do, o que aju­da bas­tante a dialog­a­r­mos”.

A família tem dado muito apoio à cri­ança. “Além da mudança de esco­la, Pedro, eu e o pai [o super­vi­sor de pro­dução Rafael Mar­i­ano Nogueira] faze­mos acom­pan­hamen­to com ter­apeu­ta, o que tem nos aju­da­do bas­tante a com­preen­der a difer­ença de raciocínio e o tem­po dele em relação a tudo. Assim con­seguimos ajudá-lo com mais con­sciên­cia nesse proces­so de auto­con­hec­i­men­to, para que con­si­ga ter maior domínio em relação às expec­ta­ti­vas e descober­tas, já que ele tem ape­nas 9 anos”, afir­ma Fer­nan­da.

Apoio familiar

Ao ter uma cri­ança diag­nos­ti­ca­da com super­do­tação, a com­preen­são da família é necessária para pro­por­cionar todo o apoio e atenção. “O apoio da família é essen­cial. Não se escol­he ser gênio ou super­do­ta­do difer­en­ci­a­do, se nasce. Esse apoio famil­iar será alta­mente moti­vador, coibindo todas e quais­quer frus­trações que pode­ri­am apare­cer”, reforça o psicól­o­go.

Nesse sen­ti­do, a pre­sença da família, em espe­cial, as ações do pai e da mãe, têm que ser sem­pre incen­ti­vado­ras e moti­va­cionais, como tam­bém apoiado­ras. “A prevalên­cia da har­mo­nia no lar é fun­da­men­tal para a cri­ança ter uma ambi­ente saudáv­el, sem estresse”, diz o espe­cial­ista.

Mes­mo com ape­nas 9 anos, Pedro já diz qual car­reira pre­tende seguir. “Ele sem­pre demon­strou inter­esse e facil­i­dade pela área de infor­máti­ca e engen­haria. Mes­mo sendo muito novo, fala que essas são suas opções para seguir car­reira”, con­ta a mãe.

PNEE para crianças superdotadas

O gov­er­no fed­er­al lançou em 2020 a nova Políti­ca Nacional de Edu­cação Espe­cial para ampli­ar o atendi­men­to edu­ca­cional espe­cial­iza­do a mais de 1,3 mil­hão de edu­can­dos com defi­ciên­cia, transtornos globais do desen­volvi­men­to e altas habil­i­dades ou super­do­tação.

Por meio da PNEE, os sis­temas de ensi­no estad­u­ais e munic­i­pais poderão rece­ber apoio para insta­lar salas de recur­sos mul­ti­fun­cionais ou especí­fi­cas, dar cur­sos de for­mação ini­cial ou con­tin­u­a­da de pro­fes­sores, mel­ho­rar a aces­si­bil­i­dade arquitetôni­ca e pedagóg­i­ca nas esco­las, e ain­da cri­ar ou apri­morar cen­tros de Serviço de Atendi­men­to Edu­ca­cional Espe­cial­iza­do. A adesão de esta­dos e municí­pios é vol­un­tária.

Decre­to nº 7.611/2011  esta­b­elece que os sis­temas de ensi­no que ten­ham estu­dantes com altas habil­i­dades ou super­do­tação, matric­u­la­dos em class­es comuns e em salas de recur­sos, onde par­tic­i­pam do atendi­men­to edu­ca­cional espe­cial­iza­do no con­traturno, já recebem dupla­mente o val­or rel­a­ti­vo ao finan­cia­men­to da edu­cação, por meio do Fun­do de Manutenção e Desen­volvi­men­to da Edu­cação Bási­ca e de Val­oriza­ção dos Profis­sion­ais da Edu­cação (Fun­deb).

Out­ro pro­gra­ma fun­da­men­tal é a For­mação Con­tin­u­a­da de Pro­fes­sores e Profis­sion­ais de Edu­cação na área da edu­cação espe­cial. O MEC con­stan­te­mente desen­volve cur­sos, em parce­ria com insti­tu­ições fed­erais de ensi­no, envol­ven­do as diver­sas áreas, inclu­sive as altas habil­i­dades ou super­do­tação visan­do à for­mação con­tin­u­a­da de docentes da edu­cação bási­ca. O MEC tam­bém apoia téc­ni­ca e finan­ceira­mente esta­dos, o Dis­tri­to Fed­er­al (DF) e municí­pios para a ofer­ta de cur­sos de for­mação con­tin­u­a­da de pro­fes­sores, por ini­cia­ti­va dos entes fed­er­a­dos, no âmbito do Plano de Ações Artic­u­ladas, em bus­ca das metas pactu­adas no Plano Nacional de Edu­cação.

Há tam­bém o Pro­gra­ma Sala de Recur­sos Mul­ti­fun­cionais, cujo prin­ci­pal obje­ti­vo é a aquisição de mate­ri­ais didáti­cos e pedagógi­cos, equipa­men­tos de tec­nolo­gia para as salas de recur­sos (atual­mente são mais de 31 mil salas), para aten­der às especi­fi­ci­dades pedagóg­i­cas dos estu­dantes da Edu­cação Espe­cial, matric­u­la­dos nas esco­las públi­cas das redes estad­u­ais, do DF e munic­i­pais. No ano de 2020 foram des­ti­na­dos R$ 254 mil­hões para com­por novas salas de recur­sos ou equipar as exis­tentes.

Tam­bém o Pro­gra­ma Esco­la Acessív­el, imple­men­ta­do no âmbito do Pro­gra­ma Din­heiro Dire­to na Esco­la, bus­ca pro­mover condições de aces­si­bil­i­dade não ape­nas ao ambi­ente físi­co, mas, aos recur­sos didáti­cos e pedagógi­cos e à comu­ni­cação e infor­mação nas esco­las públi­cas de ensi­no reg­u­lar. Em 2021, o aporte pre­vis­to é de R$ 100 mil­hões, que serão empen­hados para ben­e­fi­ciar cer­ca de 4,5 mil esco­las.

Edição: Graça Adju­to

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