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Brasil nas Paralimpíadas não surpreendeu, diz presidente de comitê

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

Presidente do Comitê Paralímpico Internacional falou ao Sem Censura


Pub­li­ca­do em 18/10/2021 — 23:12 Por Agên­cia Brasil — Brasília

O pres­i­dente do Comitê Par­alímpi­co Inter­na­cional (CPI), Andrew Par­sons, disse na noite des­ta segun­da-feira (18) que o resul­ta­do do Brasil nas Par­alimpíadas de Tóquio não sur­preen­deu. Para ele, é resul­ta­do de um tra­bal­ho que está sendo feito há muito tem­po.

O Brasil ter­mi­nou Tóquio 2020 em séti­mo lugar, com 72 medal­has, sendo 22 de ouro, 20 de pra­ta e 30 de bronze. A lid­er­ança foi da Chi­na, com 207 medal­has: 96 de ouro, 60 de pra­ta e 51 de bronze. A próx­i­ma Par­alimpía­da de Verão será Paris 2024.

“O resul­ta­do do Brasil [nos Jogos] não me sur­preen­deu de for­ma nen­hu­ma. O Comitê Par­alímpi­co Brasileiro [CPB] vem fazen­do há muito tem­po um tra­bal­ho muito bem-feito. Neste últi­mo ciclo, ape­sar das difi­cul­dades, você teve já o resul­ta­do do Cen­tro de Treina­men­to Par­alímpi­co, que é um lega­do da Rio 2016. Quan­do a CPB disse que a meta é ficar entre os dez, eu já sabia que eles estavam sendo muito modestos, já sabia que vin­ha, até pelos resul­ta­dos do ciclo [olímpi­co], uma cam­pan­ha boa”, disse Par­sons.

Par­sons foi entre­vis­ta­do no pro­gra­ma Sem Cen­sura da TV Brasil e falou tam­bém, entre out­ros assun­tos, sobre os Jogos de Inver­no em Pequim em 2022, a entra­da de novas modal­i­dades nas par­alimpíadas, as mudanças nas clas­si­fi­cações das cat­e­go­rias das par­alimpíadas e sobre os próprios Jogos.

Para o pres­i­dente do (CPI), a par­alimpía­da tem um papel trans­for­mador, sendo impor­tante para diminuir pre­con­ceitos e dar mais vis­i­bil­i­dade para pes­soas com defi­ciên­cia.

“A par­alimpía­da é o úni­co even­to glob­al em qual­quer área de atu­ação, seja esporte, políti­ca, arte, cul­tura, em que a pes­soa com defi­ciên­cia é o ator prin­ci­pal. É uma platafor­ma para que a gente mude a for­ma com que pes­soas, com e sem defi­ciên­cia, enx­ergam essa questão. A gente demor­ou muito no movi­men­to par­alímpi­co para assumir que nós somos um even­to de altís­si­mo rendi­men­to, mas a gente é sim uma platafor­ma para mudar a visão das pes­soas sobre as pes­soas com defi­ciên­cia e tornar o mun­do mais inclu­si­vo”, disse. “A primeira reação de qual­quer pes­soa com um atle­ta par­alímpi­co é de sur­pre­sa, ‘eu não sabia que eles con­seguiam faz­er isso’. A gente não quer mais sur­preen­der o mun­do, a gente quer que daqui a dez anos as pes­soas liguem a TV nas par­alimpíadas já esperan­do ser algo extra­ordinário do pon­to de vista esporti­vo, mas tam­bém trans­for­mador”.

Par­sons  tam­bém falou sobre o lega­do deix­a­do nas cidades que sedi­aram os Jogos e que resul­tou em  sociedades mais inclu­si­vas. “Pequim provou isso em 2008, mes­mo a Grã Bre­tan­ha, que é um país extrema­mente avança­do provou isso em 2012. Na Grã-Bre­tan­ha nós temos 1 mil­hão de pes­soas com defi­ciên­cia a mais no mer­ca­do de tra­bal­ho do que se com­para­do com antes dos Jogos. No Brasil [sede em 2016] a gente avançou bas­tante tam­bém em ter­mos de leg­is­lação, por exem­p­lo. É um even­to que a gente diz que não é só impor­tante que ten­ha, é um even­to muito necessário para o mun­do.”

Veja aqui a entre­vista com­ple­ta:

Edição: Fábio Mas­sal­li

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