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Ministério da Saúde anuncia Rede D’Or no Agora Tem Especialistas

Hospitais vão garantir mais cirurgias cardíacas no Rio

Rafael Car­doso — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 22/12/2025 — 19:21
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 22/12/2025 – Ministro da Saúde, Alexandre Padilha durante anuncio da adesão da Rede D’or ao programa “Agora Tem Especialistas” Fotos: João Risi / MS
Repro­dução: © João Risi / MS

O Min­istério da Saúde anun­ciou nes­ta segun­da-feira (22) a adesão da Rede D’Or ao pro­gra­ma Ago­ra Tem Espe­cial­is­tas, ini­cia­ti­va do gov­er­no fed­er­al para ampli­ar o aces­so da pop­u­lação a con­sul­tas, exam­es e cirur­gias espe­cial­izadas. Os hos­pi­tais Glória D’Or, no Rio de Janeiro, e Niterói D’Or, foram incluí­dos no pro­gra­ma para o reforço à rede públi­ca.

Essas duas unidades devem realizar cer­ca de 100 cirur­gias car­di­ológ­i­cas por ano para pacientes do Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) no val­or de R$ 3,6 mil­hões. Com a adesão, o total de hos­pi­tais pri­va­dos e filantrópi­cos par­tic­i­pantes do pro­gra­ma chega a 28.

Em 2025, o total de inves­ti­men­to em atendi­men­tos adi­cionais ao SUS é de mais de R$ 150 mil­hões. Para o iní­cio de 2026, a expec­ta­ti­va do Min­istério da Saúde é ampli­ar esse val­or para R$ 200 mil­hões por ano.

Como con­tra­parti­da, os hos­pi­tais par­tic­i­pantes recebem crédi­tos finan­ceiros que podem ser uti­liza­dos para quitar trib­u­tos fed­erais ven­ci­dos ou a vencer. No caso da Rede D’Or, R$ 300 mil men­sais serão des­ti­na­dos à real­iza­ção de cirur­gias de revas­cu­lar­iza­ção do miocár­dio, pro­ced­i­men­to fun­da­men­tal para pre­venir infar­tos e sal­var vidas.

“Isso garante maior veloci­dade no atendi­men­to para essa cirur­gia tão com­plexa. Com esse con­tra­to, a gente garante equipes espe­cial­izadas, equipa­men­tos e todos os insumos para que brasileiros e brasileiras rece­bam esse atendi­men­to sem pre­cis­ar esper­ar meses pelo pro­ced­i­men­to”, disse o min­istro da Saúde, Alexan­dre Padil­ha.

As primeiras cirur­gias real­izadas pela Rede D’Or no âmbito do pro­gra­ma estão pre­vis­tas para janeiro de 2026. O encam­in­hamen­to dos pacientes será feito pelas sec­re­tarias munic­i­pais de saúde do Rio de Janeiro e de Niterói, com base nos critérios definidos pelas cen­trais locais de reg­u­lação.

Com a ampli­ação da par­tic­i­pação do setor pri­va­do, o Min­istério da Saúde bus­ca reduzir o tem­po de espera por atendi­men­tos espe­cial­iza­dos em sete áreas pri­or­itárias: oncolo­gia, car­di­olo­gia, orto­pe­dia, gine­colo­gia, otor­ri­no­laringolo­gia, oftal­molo­gia e nefrol­o­gia.

“Com ess­es con­tratos, aproveita­mos os profis­sion­ais, os equipa­men­tos e os insumos que estão ness­es hos­pi­tais. Isso faz uma difer­ença enorme para quem está aguardan­do há tan­to tem­po uma cirur­gia ou um exame espe­cial­iza­do no SUS”, disse o min­istro.

Além da ampli­ação dos atendi­men­tos, o Min­istério da Saúde fir­mou uma car­ta de intenção com o Insti­tu­to D’Or de Ensi­no e Pesquisa para coop­er­ação em áreas como neu­ro­ciên­cias, oncolo­gia, ter­apias avançadas e pesquisa clíni­ca. No Rio de Janeiro, Padil­ha assi­nou ain­da um acor­do com a Sociedade Brasileira de Aneste­si­olo­gia para mapear a neces­si­dade de profis­sion­ais e ampli­ar a for­mação de aneste­si­ol­o­gis­tas no país.

“Um dos grandes desafios para a saúde do país, para ampli­ar o número de cirur­gias ele­ti­vas, é ter cada vez mais aneste­si­ol­o­gis­tas bem for­ma­dos, qual­i­fi­ca­dos e dis­tribuí­dos pelo Brasil. Hoje, esse acor­do históri­co enfrenta dire­ta­mente o prob­le­ma: vamos jun­tos qual­i­ficar 300 aneste­si­ol­o­gis­tas e mapear os serviços em todo o país”, disse o min­istro.

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