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Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

Imunizante foi considerado caro diante do impacto da doença

Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 13/01/2026 — 20:14
Rio de Janeiro
São Paulo (SP), 14/10/2025 - Frascos da vacina contra a Herpes-Zóster. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

O Min­istério da Saúde decid­iu não incor­po­rar a vaci­na para a pre­venção de her­pes-zóster ao Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS). A decisão está em por­taria pub­li­ca­da no Diário Ofi­cial da União (DOU).De acor­do com relatório divul­ga­do pela Comis­são Nacional de Incor­po­ração de Tec­nolo­gias no Sis­tema Úni­co de Saúde (Conitec), disponív­el onlinea vaci­na foi con­sid­er­a­da cara diante do impacto que pode­ria ter em relação ao com­bate a doença.A vaci­na recom­bi­nante adju­va­da para pre­venção do her­pes-zóster é volta­da para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indi­ví­du­os imuno­com­pro­meti­dos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medica­men­tos recon­heceu a importân­cia da vaci­na para a pre­venção do her­pes-zóster, mas desta­cou que con­sid­er­ações adi­cionais sobre a ofer­ta de preço pre­cisam ser nego­ci­adas, de modo a alcançar um val­or com impacto orça­men­tário sus­ten­táv­el para o SUS”, afir­ma o relatório.

O relatório apre­sen­ta tam­bém um cál­cu­lo dos cus­tos em relação a pop­u­lação que seria ben­e­fi­ci­a­da pelo imu­nizante. “Ao vaci­nar 1,5 mil­hão de pacientes por ano, o cus­to seria de R$ 1,2 bil­hão por ano e, no quin­to ano, a vaci­nação dos 471 mil pacientes restantes com um cus­to de R$ 380 mil­hões. Ao final de cin­co anos, o inves­ti­men­to total seria de R$ 5,2 bil­hões. Dessa for­ma, a vaci­na foi con­sid­er­a­da não cus­toe­fe­ti­va”, diz o tex­to pub­li­ca­do.

Segun­do a por­taria pub­li­ca­da nes­ta sem­ana, a matéria poderá ser sub­meti­da a novo proces­so de avali­ação pela Conitec, caso sejam apre­sen­ta­dos fatos novos que pos­sam alter­ar o resul­ta­do da análise efe­t­u­a­da.

Herpes-zóster

O her­pes-zóster é uma condição de saúde cau­sa­da pelo vírus varicela-zóster, o mes­mo que causa a cat­a­po­ra. Quan­do a pes­soa tem cat­a­po­ra, o vírus per­manece no organ­is­mo e pode ser reati­va­do ao lon­go da vida, oca­sio­n­an­do o her­pes-zóster. Essa reati­vação é mais comum em pes­soas idosas ou com a imu­nidade baixa.

Os primeiros sin­tomas são queimação, coceira, sen­si­bil­i­dade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem man­chas ver­mel­has que evoluem para peque­nas bol­has cheias de líqui­do. Essas bol­has podem secar e for­mar crostas. As lesões apare­cem em ape­nas um lado do cor­po e seguem o cam­in­ho de um ner­vo, o que dá ao her­pes-zóster seu aspec­to car­ac­terís­ti­co. As áreas mais afe­tadas cos­tu­mam ser o tron­co, a face, a lom­bar e o pescoço. Esse proces­so dura cer­ca de duas a três sem­anas.

Segun­do infor­mações do relatório divul­ga­do pela Conitec, o her­pes-zóster geral­mente mel­ho­ra soz­in­ho, mas em alguns casos pode causar com­pli­cações graves, como alter­ações na pele, no sis­tema ner­voso, nos olhos e nos ouvi­dos.

Tratamento no SUS

Nos casos leves e sem risco de agrava­men­to, o SUS ofer­ece trata­men­to sin­tomáti­co com remé­dios para aliviar a dor, febre e coceira, além de ori­en­tações de higiene e cuida­dos com a peleQuan­do o risco é maior, como em pes­soas idosas, imuno­com­pro­meti­das ou com doença grave, recomen­da-se o uso do antivi­ral aci­clovir.

De acor­do com dados dos Sis­temas de Infor­mações Ambu­la­to­ri­ais do SUS (SIA/SUS) e hos­pi­ta­lares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram reg­istra­dos 85.888 atendi­men­tos ambu­la­to­ri­ais e 30.801 inter­nações de pacientes com her­pes-zóster no Brasil.

Segun­do dados do Sis­tema de Infor­mações sobre Mor­tal­i­dade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pes­soas mor­reram por her­pes-zóster no país, o que rep­re­sen­tou uma taxa de mor­tal­i­dade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habi­tantes no perío­do. Do total de óbitos reg­istra­dos, 90% foram de pes­soas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.

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